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	<title>Arquivos Ações &#187; Invest ABC</title>
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	<description>Blog especializado em conteúdo financeiro na web, notícias de mercado, estratégias de investimento e insights.</description>
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	<title>Arquivos Ações &#187; Invest ABC</title>
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		<title>Trabalhar ou ser dono? A lição da Coca-Cola e de Warren Buffett</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 17:32:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A <a class="glossaryLink" aria-describedby="tt" data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Berkshire Hathaway&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;&#xC9; uma holding de v&#xE1;rios neg&#xF3;cios, incluindo GEICO e Fruit of the Loom. &#xC9; dirigido pelo presidente e CEO Warren Buffett. A Berkshire Hathaway est&#xE1; sediada em Omaha, Nebraska. Entre 1965 e 2021, o valor de mercado da Berkshire aumentou em m&#xE9;dia 20.1% ao ano o equivalente a 3.641.613%. Durante o mesmo per&#xED;odo, o S&#38;amp;P 500 valorizou em m&#xE9;dia 10.5% ao ano, o equivalente a 30.209% incluindo dividendos.&#60;/div&#62;" href="https://investabc.com.br/dicionario/berkshire-hathaway/" data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]' tabindex="0" role="link">Berkshire Hathaway</a>, <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Holding&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma holding &#233; um tipo de organiza&#231;&#227;o financeira que det&#233;m o controle acion&#225;rio de outras empresas, que s&#227;o chamadas de subsidi&#225;rias. Normalmente, uma holding n&#227;o fabrica nada, n&#227;o vende quaisquer produtos ou servi&#231;os ou realiza quaisquer outras opera&#231;&#245;es comerciais. As holdings s&#227;o protegidas das perdas acumuladas pelas subsidi&#225;rias &#8211; portanto, se uma subsidi&#225;ria falir, seus credores n&#227;o podem ir atr&#225;s da holding.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/holding/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>holding</a> de Buffett, &#233; dona de 400 milh&#245;es de a&#231;&#245;es da Coca-Cola. Cada <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a> pagou em 2024 US$ 1,94 em <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="pf0" style="text-align: justify;"><strong><span class="cf0">Quem ganha mais: o CEO ou o acionista?</span></strong></h3>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">O CEO da Coca-Cola, James Quincey, comanda uma das marcas mais icônicas do planeta. Em 2024, ele recebeu pouco mais de US$ 28 milhões, somando salário, bônus e ações. Um valor impressionante para qualquer padrão. Mas sabe quem recebeu muito mais da Coca-Cola,<strong> sem trabalhar um único dia</strong> lá dentro? Warren Buffett.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">A Berkshire Hathaway, holding de Buffett, é dona de 400 milhões de ações da Coca-Cola. Cada ação pagou em 2024 US$ 1,94 em dividendos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="cf1">Resultado: só em 2024, <strong>Buffett levou US$ 776 milhões em dividendos</strong>. Isso significa que, enquanto o CEO trabalhou intensamente para ganhar seus 28 milhões, Buffett embolsou aproximadamente 27 vezes esse valor &#8220;apenas&#8221; por ser dono do negócio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-234153" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CEO-x-Acionista.png" alt="" width="232" height="279" /></p>
<p style="text-align: justify;"><!--StartFragment --></p>
<h3 class="pf0" style="text-align: justify;"><strong><span class="cf0">O poder de ser sócio, não apenas funcionário</span></strong></h3>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Essa comparação revela um princípio fundamental das finanças: quem trabalha troca<strong> tempo por dinheiro</strong>; quem investe <strong>transforma dinheiro em liberdade</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="cf1">É claro que o mundo precisa de executivos, engenheiros, médicos, professores. Mas, se ficarmos apenas no papel de trabalhadores, sempre estaremos limitados a quantas horas temos no dia. O patrimônio, por outro lado, pode gerar renda 24 horas, sem descanso, sem férias.</span><!--StartFragment --></p>
<h3 class="pf0" style="text-align: justify;"><strong><span class="cf0">O caso da Coca-Cola: dividendos que crescem há décadas</span></strong></h3>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">A Coca-Cola é uma das chamadas </span><strong><em><span class="cf2">dividend aristocrats</span></em></strong><span class="cf1">: empresas que aumentam seus dividendos ano após ano, há mais de 60 anos consecutivos. Veja a evolução dos seus dividendos desde 1988 no gráfico abaixo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234155" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Dividendos-Coca-Cola.png" alt="" width="2380" height="1064" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Dividendos-Coca-Cola.png 2380w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Dividendos-Coca-Cola-1280x572.png 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Dividendos-Coca-Cola-980x438.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Dividendos-Coca-Cola-480x215.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 2380px, 100vw" /></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Quando Buffett comprou ações da Coca-Cola em 1988, ele pagou em torno de US$ 3,25 por ação, em compras realizadas entre 1988 e 1994. Hoje, recebe quase US$ 2,00 por ação em dividendos anuais. Isso significa um yield on cost (rendimento sobre o preço original) de quase 60% no ano.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Em outras palavras: se você tivesse investido US$ 10 mil em ações da Coca Cola em 1988, hoje estaria recebendo em torno de US$ 17 mil (R$ 88 mil) por ano só em dividendos, sem vender nada. E se você tivesse <strong>reinvestido todos os dividendos ano após ano</strong>, receberia algo em torno de US$ 39 mil (R$ 206 mil, ver gráfico abaixo) em 2024. Se contar a soma de dividendos recebidos desde 1988, estamos falando de US$ 486 mil (R$ 2.6 milhões) em todo o período. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-234154" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Dividendos-2024_Com-e-Sem-Reinv.png" alt="" width="376" height="348" /></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Esse é o poder dos juros compostos aplicados em empresas saudáveis e consistentes.</span><!--EndFragment --><!--StartFragment --></p>
<h3 class="pf0" style="text-align: justify;"><strong><span class="cf0">Trabalhar financia… mas investir liberta!</span></strong></h3>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Não se trata de desprezar o trabalho. Pelo contrário: é o <strong>trabalho que gera a renda inicial para começar a investir</strong>. O ponto é transformar parte desse esforço em patrimônio e deixar esse patrimônio trabalhar por você.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">A maioria das pessoas dedica a vida inteira a uma carreira, mas nunca monta um plano para que o dinheiro acumulado produza <strong>renda, proteção e liberdade</strong>. Isso é como correr em uma esteira: muito esforço, mas pouca distância percorrida.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Construir patrimônio é descer da esteira e começar a andar em uma estrada que te leva para mais longe.</span><!--EndFragment --><!--StartFragment --></p>
<h3 class="pf0" style="text-align: justify;"><strong><span class="cf0">Moral da história</span></strong></h3>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Buffett ganha centenas de milhões da Coca-Cola porque é dono. O CEO, por mais brilhante que seja, <strong>sempre dependerá do seu cargo e do seu tempo.</strong></span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">A grande lição é: seja dono de bons ativos. Não importa se você começa pequeno, com R$ 500 ou R$ 5 mil. O que importa é a constância, a visão de longo prazo e a escolha de empresas sólidas.</span><!--EndFragment --><!--EndFragment --><!--StartFragment --></p>
<h3 class="pf0" style="text-align: justify;"><strong><span class="cf0">E você, já começou a construir seu patrimônio?</span></strong></h3>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Investir com consistência não é luxo, é <strong>estratégia de vida</strong>. Quanto antes você se torna sócio de negócios incríveis, mais cedo <strong>vai</strong> <strong>colher dividendos</strong>, literalmente.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1"> Warren Buffett não nasceu bilionário e o seu primeiro investimento foi de US$ 114. A maior armadilha é acreditar que só milionários podem investir, quando, na verdade, são os pequenos aportes constantes que criam a base para grandes patrimônios no futuro.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Quanto antes você se torna sócio de negócios sólidos, mais cedo entra em um ciclo virtuoso: <strong>dividendos geram novos investimentos, que produzem mais dividendos</strong>, e assim por diante. É o efeito bola de neve agindo em seu favor.</span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span class="cf1">Trabalhar te dá a renda para começar. <strong>Investir te dá a chance de não depender para sempre do trabalho</strong>. Esse é o verdadeiro jogo: usar o esforço de hoje para comprar liberdade amanhã.</span><!--EndFragment --><!--StartFragment --></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span class="cf0">Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no Instagram e Threads (@investabc_) e faça parte da nossa comunidade <a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn">clicando aqui</a>.</span></em></span></p>
<p class="pf0" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span class="cf0">Conheça minha consultoria de investimentos e vamos construir juntos uma estratégia personalizada para alcançar seus objetivos financeiros. É só me chamar no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz">clicando aqui</a>. </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong><!--EndFragment --></p>
<p><!--EndFragment --></p>
<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O post <a href="https://investabc.com.br/trabalhar-ou-ser-dono-a-licao-da-coca-cola-e-de-warren-buffett/">Trabalhar ou ser dono? A lição da Coca-Cola e de Warren Buffett</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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		<title>O Itaú entrega, mas a ação reflete?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2025 23:36:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O setor banc&#xE1;rio &#xE9; um reflexo do cen&#xE1;rio macroecon&#xF4;mico, e o Ita&#xFA;, como l&#xED;der do mercado, navega com maestria nesse ambiente.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/o-itau-entrega-mas-a-acao-reflete/">O Itaú entrega, mas a ação reflete?</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú encerrou 2024 com chave de ouro, superando todas as metas do guidance com folga. O banco entregou mais um trimestre forte, com crescimento robusto na carteira de crédito, expansão da margem financeira e controle absoluto da inadimplência. Além disso, anunciou R$ 15 bilhões em dividendos e R$ 3 bilhões em recompra de ações, reforçando seu compromisso com os acionistas. Vamos aos números!</p>
<p>A margem financeira totalizou R$ 29,3 bilhões, um crescimento de 8,3% em relação ao ano passado. A maior parte veio da margem com clientes, que avançou no mesmo ritmo, refletindo dois fatores: expansão da carteira de crédito e melhora no spread bancário. Para se ter uma ideia da diferença no perfil de risco, o spread do Itaú foi de 8,6%, bem abaixo dos 10,5% do Santander, um reflexo do mix de produtos mais equilibrado do banco.</p>
<p>A receita de serviços trouxe números mistos. Enquanto gestão de recursos (+18%) e assessoria econômica (+7%) registraram avanços expressivos, a linha de cartões recuou 1,7% e os serviços de conta corrente caíram 4,5%. Esse último movimento já era esperado, pois faz parte da estratégia do Itaú de reduzir taxas para ganhar com produtos agregados. O destaque positivo ficou com a Itaú Asset, que se consolidou como a gestora que mais captou recursos no Brasil em 2024.<br />
Se a carteira de crédito já vinha crescendo forte, no 4T24 o avanço foi ainda mais impressionante. O saldo total chegou a R$ 1,35 trilhão, um aumento de 15,5% no ano, crecimento que representa quase metade da carteira do Santander e mais do que o dobro da do Nubank. O crescimento foi mais acentuado na linha PJ (+17%), enquanto a PF subiu 7%.</p>
<p>A inadimplência, que já estava em um patamar satisfatório, caiu ainda mais. O índice acima de 90 dias fechou o trimestre em 2,4%, abaixo dos 2,8% do 4T23 e 2,6% do 3T24. Melhor ainda: a inadimplência entre 15 e 90 dias atingiu 2,0%, mínima histórica, indicando que os calotes acima de 90 dias devem continuar caindo nos próximos meses. O Itaú credita essa melhoria ao uso de inteligência artificial para avaliação de risco de crédito, reforçando seu pioneirismo em tecnologia bancária.</p>
<p>Com todos esses fatores, o banco bateu mais um recorde e registrou um lucro líquido de R$ 10,9 bilhões no 4T24, alta de 16% em relação ao 4T23, e um lucro líquido anual de R$ 41 bilhões, um salto de 18,2% versus 2023. Esse foi o maior lucro trimestral já registrado por um banco brasileiro, o equivalente a R$ 121 milhões de lucro por dia.</p>
<h3>Cenário macroeconômico e o Itaú</h3>
<p>O setor bancário é um reflexo do cenário macroeconômico, e o Itaú, como líder do mercado, navega com maestria nesse ambiente. Apesar da Selic elevada e do crescimento econômico ainda incerto, o banco tem conseguido expandir sua carteira de crédito com segurança, mantendo inadimplência sob controle e entregando lucros recordes.</p>
<p>Diferente de bancos em reestruturação, que podem enfrentar desafios para sustentar margens financeiras, o Itaú se beneficia de sua gestão eficiente, com um portfólio bem equilibrado entre crédito, serviços e gestão de investimentos, garantindo solidez mesmo em períodos desafiadores.</p>
<h3>Ações baratas? O Itaú parece ter a resposta&#8230;</h3>
<p>O mercado muitas vezes ignora o óbvio. O lucro do Itaú é 1,5x maior do que em 2019, os dividendos mais do que dobraram (+117%) e, ainda assim, o banco negocia a um P/L de 6,94x (ITUB3), bem abaixo da média histórica de 10,42x, conforme gráfico abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234103" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau.png" alt="" width="868" height="569" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau.png 868w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau-480x315.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 868px, 100vw" /></p>
<p>Para reforçar a mensagem, a empresa anunciou a recompra de 200 milhões de ações (~R$ 3 bilhões), sendo a maior parte para cancelamento, aumentando a fatia dos acionistas nos lucros e dividendos, e uma parte menor para remuneração do staff, aproveitando os preços descontados para alinhar incentivos de longo prazo.</p>
<p>Se até o próprio Itaú enxerga valor em recomprar suas ações, pode ser um bom momento para o investidor refletir sobre o que o mercado está precificando.</p>
<p>Caso você não entenda o poder deste tipo de programa, sugiro ler o meu artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/recompra-de-acoes-como-isso-pode-te-enriquecer/">recompra de ações</a> e também o artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/dividendos-mitos-fatos-e-o-poder-dos-juros-compostos/">dividendos</a> para entender o impacto da recompra no <em>yield on cost</em>.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Lucro recorde, guidance superado e inadimplência em queda. O Itaú segue consolidando sua posição como o banco mais previsível e eficiente do mercado. Ao mesmo tempo em que os fundamentos demonstram que suas ações estão baratas, será que você, pequeno investidor, tem a mesma percepção?</p>
<p><strong><em><span style="font-size: 8pt;">(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></em></strong></p>
<p><em>Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no Instagram e Threads (@investabc_) e faça parte da nossa comunidade <a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn">clicando aqui</a>.</em></p>
<p><em>Conheça minha consultoria de investimentos e vamos construir juntos uma estratégia personalizada para alcançar seus objetivos financeiros. É só me chamar no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz">clicando aqui</a>.</em></p>
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		<title>Dividendos: Mitos, fatos e o poder dos juros compostos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2024 21:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> s&#227;o uma estrat&#233;gia de investimento com uma longa hist&#243;ria e efic&#225;cia comprovada. No entanto, eles ainda geram controv&#233;rsias e s&#227;o subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa vis&#227;o e acreditam, erroneamente, que <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> n&#227;o t&#234;m <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Valor&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;No mercado financeiro, o valor &#233; a medida do pre&#231;o de um ativo ou empresa e &#233; utilizado como uma refer&#234;ncia para avaliar o retorno esperado de um investimento. Valor est&#225; associado a uma mir&#237;ade de conceitos, incluindo valor para o acionista, valor de uma empresa, valor justo e valor de mercado. A avalia&#231;&#227;o do valor de um ativo ou empresa &#233; uma parte importante da an&#225;lise de investimentos e &#233; utilizada para tomar decis&#245;es de compra ou venda.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/valor/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>valor</a>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong>Introdução:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos são uma estratégia de investimento com uma longa história e eficácia comprovada. No entanto, eles ainda geram controvérsias e são subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa visão e acreditam, erroneamente, que dividendos não têm valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, exploro mitos e fatos que destacam a importância dos dividendos como uma fonte de renda e indicativo da saúde financeira das empresas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividend yield elevado é sempre bom</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Um equívoco comum sobre ações que pagam dividendos é que uma ação com alto <strong><em>dividend yield</em></strong> é sempre um bom investimento. Muitos investidores escolhem ações com os maiores dividendos, mas isso pode ser arriscado e, em muitos casos, revelar-se um péssimo investimento ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que o investidor entenda por que uma empresa tem um dividend yield elevado e se ela pode sustentá-lo sem comprometer suas finanças. Um exemplo é a Taesa, queridinha de muitos investidores. Os proventos distribuídos pela empresa nos últimos anos incluíram eventos <strong>não recorrentes</strong>, o que torna essencial avaliar sua geração de caixa futura para entender sua real capacidade de continuar pagando os atuais patamares de dividendos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividendos saem de um bolso e entram no outro&#8230;</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos envolvem muito mais do que apenas a transferência de dinheiro do caixa da empresa para o bolso do acionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma empresa paga dividendos, o valor distribuído é de fato retirado do preço da ação. No entanto, a importância dos dividendos vai além do pagamento em si. Investidores que menosprezam os dividendos ainda não entenderam seu valor. A longo prazo, os dividendos refletem a capacidade da empresa em gerar valor contínuo para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se uma empresa paga dividendos, é porque gerou dinheiro excedente em suas operações já levando em consideração o reinvestimento no negócio. Isso naturalmente pode levar o investidor a questionar se não é melhor a empresa reinvestir toda a grana de volta no negócio ao invés de distribuir. Na realidade nem sempre isso é verdade, e a empresa pode optar por distribuir proventos se entender que o retorno gerado ao acionista é mais vantajoso do que reinvestir em determinado projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para facilitar o entendimento observe o gráfico abaixo sobre o desempenho das ações de Taesa desde 2007:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233963 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg" alt="" width="624" height="280" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa-480x215.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Bloomberg</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na linha vermelha temos a evolução do preço da ação sem dividendos e na linha verde o retorno com dividendos. Note que no início não há tanta diferença. Mas a medida que o tempo passa e o efeito bola de neve dos juros compostos começam a surtir, abre uma grande diferença entre a rentabilidade com e sem reinvestimento dos dividendos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar este bloco e não exaurir com muitos exemplos, veja o gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233961 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg" alt="" width="624" height="292" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV-480x225.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Geraldo Burigo, Economática</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em azul temos o IDIV que é um índice criado em 2005 de empresas boas pagadoras de dividendos. Em vermelho temos o IBRx que é o índice das 100 ações mais negociadas e líquidas da bolsa, e em verde temos o IBOV que é o índice mais popular do nosso mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde sua criação em 2005, o IDIV acumulou um retorno de 707%, enquanto o IBRX apresentou 367% e o IBOV 254%. A diferença é clara: o índice focado em dividendos superou amplamente o principal índice da bolsa brasileira, com quase três vezes mais retorno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidades:</strong> (i) o IDIV apresentou maior consistência e retorno médio anual (14,25%) em comparação com o IBRX (10,72%) e o IBOV (9,23%). Apesar de ter performado abaixo dos outros índices em momentos de crise, como em 2015, ele se destacou com uma forte recuperação em 2016, quase dobrando o valor investido em 12 meses, e (ii) O IDIV superou o CDI com folga, tendo o CDI performado 410% bruto no período.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Ações de dividendos são sempre seguras</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Empresas que pagam dividendos elevados de forma consistente são frequentemente consideradas investimentos seguros, geralmente representando companhias consolidadas e de grande valor, como Itaú, BB Seguridade e Vivo, que são amplamente vistas como exemplos de estabilidade no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o pagamento de dividendos não garante um investimento seguro. A administração pode usar os dividendos para acalmar investidores frustrados quando as ações não estão subindo. Para evitar este tipo de armadilha, é crucial compreender como a administração utiliza os dividendos em sua estratégia corporativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividendos usados como prêmio de consolação pela falta de crescimento são quase sempre uma má ideia. Em 2008, o <em><strong>dividend yield</strong> </em>de muitas ações foram artificialmente elevados devido à queda dos preços das ações. À medida que a crise financeira se aprofundou e os lucros despencaram, muitos programas de dividendos foram cortados, causando quedas nas ações, especialmente entre os bancos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O poder dos dividendos e os juros compostos:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos desempenharam um papel significativo nos retornos que os investidores receberam durante as últimas décadas. Voltando a 1960, 85% do retorno total acumulado do Índice S&amp;P 500 (bolsa de Nova York) pode ser atribuído aos dividendos reinvestidos e ao poder dos juros compostos, como ilustrado na figura abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233962 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg" alt="" width="483" height="296" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg 483w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500-480x294.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 483px, 100vw" />O gráfico mostra um investimento no S&amp;P 500 de US$ 10.000 em 1960, com a linha cinza indicando o resultado sem reinvestimento de dividendos e a linha azul mostrando o resultado com reinvestimento. O retorno com reinvestimentos é 6,42 vezes maior do que o investimento sem dividendos ao longo do período. O poder dos juros compostos neste caso é simplesmente impressionante.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Yield on cost</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">O yield on cost (YOC) é uma métrica que calcula o retorno sobre dividendos com base no valor originalmente pago por uma ação. Por exemplo, se um investidor comprou uma ação há cinco anos por R$ 20 e seu dividendo atual é de R$ 1,50 por ação, então o YOC para essa ação é de 7,5%.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma medida frequentemente negligenciada pelos investidores que tendem a se apegar ao dividend yield atual. Abaixo um exmplo com a WEG que ajuda a compreender melhor a importância do yield on cost. Vamos supor que você tenha comprado R$ 10.000,00 ao preço de R$ 8,30 o papel da empresa no último pregão de 2018. Isso equivale a aproximadamente 1.205 ações.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233964 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg" alt="" width="432" height="134" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg 432w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 432px) 100vw, 432px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Observando o recorte de 2019 a 2023, fica claro que o dividend yield da Weg é baixo, especialmente para os padrões nacionais. Entretanto, devido ao crescimento de 334% do lucro no período e do crescimento de proventos por ação de 81%, o retorno com dividendos sobre o valor pago (YOC) é de 5,3% (ajustado pela inflação), versus um yield corrente de 1,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto importante a ser destacado é que o investidor pode deixar passar boas oportunidades pelo simples fato de se prender ao dividend yield, deixando passar oportunidades de empresas que estão constantemente crescendo seus lucros e repartindo proventos cada vez maiores com os seus acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são raros os casos de investidores de longo prazo que possuem “Yields On Cost” de mais de 100% sobre o preço pago por algumas de suas ações, como é o caso de Buffet com inúmeros papéis que ele possui em carteira há décadas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O que são dividendos e o que eles sinalizam:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se: os dividendos são uma parte do lucro distribuído pela empresa aos acionistas, representando uma remuneração direcionada aos investidores. Além disso, os dividendos sinalizam diversos aspectos cruciais sobre a empresa, tais como:</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Rentabilidade:</strong> Os dividendos expressam a rentabilidade da companhia, sendo um indicativo claro de que suas operações são lucrativas e capazes de gerar retornos para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Confiança:</strong> O pagamento recorrente de dividendos demonstra a confiança da empresa em sua capacidade de gerar fluxo de caixa futuro e manter uma política financeira estável.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Estabilidade:</strong> Empresas que pagam dividendos consistentemente ao longo do tempo são consideradas mais estáveis financeiramente, pois demonstram uma gestão cautelosa e resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Comprometimento:</strong> O pagamento regular de dividendos estabelece um compromisso da empresa com seus acionistas, reconhecendo sua importância para o sucesso da companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">O rendimento dos dividendos oferece um retorno em dinheiro a curto prazo, enquanto o investidor espera que o mercado perceba o potencial de crescimento da empresa. É uma forma mais segura de obter ganhos do que depender exclusivamente do aumento futuro dos lucros, que pode ser incerto. Além disso, dividendos quase nunca são cortados, e empresas sólidas têm boas chances de aumentar seus lucros com o tempo.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Concluindo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Investir em empresas que pagam dividendos é uma estratégia sólida e comprovada, utilizada por grandes investidores ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores comprovam a eficácia de uma estratégia focada em dividendos. Esses investidores construíram suas fortunas com uma abordagem <strong>simples</strong> e <strong>disciplinada</strong>, mantendo o foco em empresas com modelos de negócios simples, compreesíveis e resilientes aliados a capacidade de gerar fluxo de caixa consistente. Eles entendem que o <strong>tempo</strong> e os <strong>juros compostos</strong> trabalham a favor de quem investe em boas empresas pagadoras de dividendos, garantindo retornos crescentes ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, investir em dividendos é uma estratégia simples, que exige paciência e visão de longo prazo, mas que pode gerar resultados extraordinários, especialmente quando combinado com o poder dos juros compostos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividend Yield elevado nem sempre é vantajoso</strong>: Um alto dividend yield pode parecer atrativo, mas é essencial entender sua sustentabilidade a longo prazo, evitando armadilhas de empresas com resultados não recorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos representam mais que pagamentos:</strong> Eles sinalizam a capacidade da empresa de gerar valor contínuo para os acionistas, refletindo tanto a saúde financeira quanto a estratégia de alocação de capital.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>O poder dos juros compostos</strong>: Reinvestir dividendos ao longo do tempo pode gerar retornos exponenciais, superando os ganhos obtidos sem reinvestimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Yield on cost:</strong> Investidores que focam apenas no dividend yield atual podem perder boas oportunidades; o YOC revela o impacto do tempo e do crescimento dos dividendos no retorno real.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos não garantem segurança</strong>: Empresas podem usar dividendos para acalmar acionistas em vez de focar no crescimento sustentável, tornando fundamental a análise da estratégia de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Grandes investidores comprovam a eficácia</strong>: Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores acumularam fortunas investindo em empresas pagadoras de dividendos, utilizando uma abordagem disciplinada e de longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 8pt;">(Todas as empresas mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></strong></em></p>
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		<title>As principais lições de 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jan 2024 16:49:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Copom]]></category>
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		<category><![CDATA[FED]]></category>
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		<category><![CDATA[Juros]]></category>
		<category><![CDATA[Recessão global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2023, apesar das previs&#xF5;es negativas e eventos como redu&#xE7;&#xE3;o de taxas de juros (no Brasil), crises banc&#xE1;rias (EUA) e conflitos globais, os mercados financeiros surpreenderam com retornos positivos, desafiando as expectativas. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos voltar no tempo, mais precisamente no início de 2023. Imagine que eu te falasse que os seguintes eventos aconteceriam nos próximos 12 meses:</p>
<p>• O Copom reduziria a taxa de juros 4x, caindo a 11,75% a.a.<br />
• O FED aumentaria suas taxas de juros 4x no ano, atingindo 5,5% a.a.<br />
• Em pelo menos 9 meses a inflação viria abaixo do esperado.<br />
• Previsões de especialistas sobre uma recessão global seriam generalizadas.<br />
• A Americanas seria o centro de um dos maiores escândalos financeiros do Brasil.<br />
• Três bancos de médio porte dos EUA entrariam em colapso, incluindo o terceiro maior fracasso bancário da história.<br />
• A guerra na Ucrânia continuaria sem fim à vista.<br />
• Uma nova guerra começaria em Israel, surpreendendo o mundo.</p>
<p>Se você soubesse que toda essa desgraça e tristeza estava por vir, provavelmente preveria que os investidores enfrentariam mais um ano difícil. No entanto, aqui estão os retornos totais atuais do mercado acumulados no ano (em 23/12):</p>
<p>• Ibovespa: +22% (máxima histórica)<br />
• Nasdaq: +45% (a 7% da máxima histórica)<br />
• S&amp;P 500: +24,53% (a 0,56% da máxima histórica)</p>
<p>2023 foi um ano que reforçou aquela anedota de que Deus criou os economistas para dar credibilidade aos meteorologistas. Justiça seja feita, a capacidade dos meteorologistas de fazer projeções do tempo melhoraram com satélites e softwares de análises, já os economistas&#8230; Veja a mediana do boletim Focus em janeiro de 2023 em comparação a última previsão disponível em dezembro:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233916 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Previsto-x-Realizado.jpg" alt="Previsão dos economistas em 2023 versus o realizado do ano." width="478" height="208" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Previsto-x-Realizado.jpg 478w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Previsto-x-Realizado-300x131.jpg 300w" sizes="(max-width: 478px) 100vw, 478px" /></p>
<p>Se você estudar a história do mercado, verá que essa dicotomia aparece com frequência. Os mercados dispararam quando a economia parecia fraca e as projeções pintavam o fim do mundo, e despencaram quando parecia forte.</p>
<p>Isso ocorre porque os mercados são imprevisíveis. Sempre foram. Sempre serão. E esse é um aspecto que você não pode controlar.</p>
<p>Por outro lado, a tendência inegável de longo prazo do mercado é previsível: sempre para cima.<br />
Serve como um lembrete para que você se concentre no único horizonte temporal que realmente importa: o longo prazo.</p>
<p>Isso não é fácil de fazer, especialmente em nosso mundo altamente conectado. Sempre há inúmeras razões para ser pessimista a curto prazo.</p>
<p>Mas a história mostra que é o otimista a longo prazo que sai vitorioso. Aqueles que conseguem permanecer investidos, permanecem no jogo tempo o suficiente para que a capitalização composta faça sua mágica.<br />
2023 nos mostrou mais uma vez que investir pode parecer uma tarefa difícil, mas na verdade é mais fácil do que aparenta, por mais que a mídia e o bombardeio de notícias tentem nos convencer do contrário.</p>
<p>2024 está esquentando as turbinas, e já é possível ler notícias bastante otimistas sobre a Bolsa. O mercado de ações ainda não virou a chave para o clima de euforia típico de bull markets, mas quando isso ocorrer, você vai perceber que o otimismo será perpetuado nas manchetes, dando a impressão de um cenário em que tudo vai correr em uma linha reta ascendente.</p>
<p>É nessas horas que o risco é negligenciado, as torneiras do crédito fácil se abrem, e números recordes de IPOs são alcançados. E logo vem a correção, que machuca muitos que acabam entrando na hora errada (perto do fim da festa) e pelos motivos errados. Na retração da maré são pegos nadando de short branco com bolinhas vermelhas estampadas.</p>
<p>Lembre-se: <strong>o segredo está no equilíbrio, sempre.</strong></p>
<p>Desejando a você sucesso nos investimentos em 2024.</p>
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		<title>Recompra de ações: como isso pode te enriquecer!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 00:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ações]]></category>
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		<category><![CDATA[Valorização de ações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O benef&#xED;cio prim&#xE1;rio da <a class="glossaryLink" aria-describedby="tt" data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Recompra de a&#xE7;&#xF5;es&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma recompra de a&#xE7;&#xF5;es ocorre quando compra a&#xE7;&#xF5;es em circula&#xE7;&#xE3;o e as mant&#xE9;m sob cust&#xF3;dia em sua tesouraria ou cancela as a&#xE7;&#xF5;es. A recompra pode indicar sinal de confian&#xE7;a da empresa sobre suas opera&#xE7;&#xF5;es e um indicador que os pap&#xE9;is negociam com valor abaixo do pre&#xE7;o justo.&#60;/div&#62;" href="https://investabc.com.br/dicionario/recompra-de-acoes/" data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]' tabindex="0" role="link">recompra de a&#xE7;&#xF5;es</a> &#233; a valoriza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es observada ap&#243;s a transa&#231;&#227;o, uma vez que a quantidade de a&#231;&#245;es na bolsa diminui, logo cada <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a> passa a valer mais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente já está bastante familiarizado com uma das formas de remunerar o acionista que é a distribuição de dividendos. Especificamente, aqui no Brasil, os dividendos têm bastante apelo, uma vez que são isentos de tributação. É dinheiro direto na veia, ou melhor, na conta corrente.</p>
<h2>Recompra de ações: uma alternativa menos conhecida</h2>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, existe uma outra forma, não tão conhecida, que é a recompra de ações <em>(buyback)</em>. É quando uma empresa compra suas próprias ações no mercado e, assim, reduz a quantidade de ações em circulação no mercado. Ela pode fazer isso de duas maneiras: (i) comprando a valores de mercado ou (ii) preço fixo ofertado aos acionistas atuais. O benefício primário da recompra de ações é a valorização das ações observada após a transação, uma vez que a quantidade de ações na bolsa diminui, logo cada ação passa a valer mais.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O motivo</h2>
<p style="text-align: justify;">Empresas recompram ações principalmente para maximizar o retorno aos acionistas. Isso é frequentemente justificado como o melhor uso do capital naquele momento. Além disso, as recompras podem ocorrer quando a administração acredita que as ações se encontram a preços muito baratos. A recompra normalmente é vista com bons olhos pelo mercado porque indica que a gestão acredita e tem confiança no negócio.</p>
<h2>Exemplo – Acme Corp.</h2>
<p style="text-align: justify;">Imagine que a empresa fictícia Acme Corp, que possui 1 milhão de ações, projeta um resultado de R$ 2 milhões de reais este ano. Isso quer dizer que o lucro por ação (LPA) é de R$ 2,0 (R$ 2 milhões dividido por 1 milhão de ações). A Acme decide comprar 500 mil ações até o fim do ano. Ao efetuar a recompra, o lucro por ação salta de R$ 2,0 para R$ 4,0 (R$ 2 milhões dividido por 500 mil ações). Como resultado, cada ação passa a custar o dobro do que custava antes. Percebe como foi gerado valor aos acionistas neste caso?</p>
<p style="text-align: justify;">A Acme Corp poderia ter optado por distribuir dividendos, mas neste exemplo, a gestão acredita no negócio e entende que o preço da ação está barato, e a recompra tende a trazer maiores benefícios aos acionistas.</p>
<h2>Estudo de caso: Apple (não é recomendação de compra)</h2>
<p style="text-align: justify;">A Apple é uma empresa que dispensa apresentações. Fundada em 1977, teve o seu IPO em 1983 sendo listada na Nasdaq e suas ações participam do índice S&amp;P500.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumidamente, ela se dedica produzir e comercializar uma ampla variedade de dispositivos eletrônicos de consumo, incluindo smartphones (iPhone), tablets (iPad), PCs (Mac), smartwatches (Apple Watch), AirPods, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">A sólida performance econômico-financeira da Apple pode ser visualizada no gráfico abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233846 size-full aligncenter" style="font-weight: bold; text-align: justify;" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple_Grafico-barras.png" alt="Apple Lucro Investabc" width="845" height="526" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple_Grafico-barras.png 845w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple_Grafico-barras-480x299.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 845px, 100vw" /></p>
<p>Nos Estados Unidos, os dividendos são tributados. Logo, a remuneração via recompra se torna mais comum visto a eficiência fiscal que este tipo de operação gera para o acionista (por sinal, uma realidade que se aproxima do cenário brasileiro uma vez que a tributação de dividendos não é uma questão de “se”, mas uma questão de “quando”, tornando fundamental entender como se dá a geração de valor via recompras de ações).</p>
<p style="text-align: justify;">O gráfico abaixo apresenta a quantidade de ações em circulação da Apple <em>(free float)</em>, com recorte a partir de 2013, que é quando a companhia acelera a atividade de recompras:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233857 size-full" style="font-weight: bold; text-align: justify;" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple.png" alt="Free Float Apple" width="1815" height="446" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple.png 1815w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple-1280x315.png 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple-980x241.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple-480x118.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1815px, 100vw" /></p>
<p>De um free float de 26,09 bilhões, na época, para os atuais 15,5 bilhões em setembro de 2023 (últimos dados reportados), a empresa recomprou 10,74 bilhões, reduzindo em 39% as ações em circulação ao longo de 10 anos de recompras.</p>
<p style="text-align: justify;">Analisemos sobre a perspectiva de quanto a Apple investiu nesses programas ao longo do tempo. Nos últimos dez anos, a Apple já investiu mais de 600 bilhões de dólares em programas de recompra.</p>
<p style="text-align: justify;">E você deve estar se perguntando, qual o efeito disso? Uma imagem é melhor do que mil palavras:</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-233851 size-large" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple-quote-1024x384.jpg" alt="Ações da Apple" width="1024" height="384" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple-quote-980x367.jpg 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple-quote-480x180.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">O gráfico acima representa a evolução do preço da ação nos últimos dez anos. De aproximadamente US$ 19 em 2013, encontra-se negociada atualmente a US$ 191. Uma notável valorização de 862%, equivalente a 25% ao ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso se deu devido à melhora da empresa em termos de performance financeira (aumento do lucro) e à redução das ações em circulação. Se (e aqui um grande “SE”), a empresa mantiver essa performance aliada ao programa de recompra, em 2038 a valorização do papel poderia chegar a incríveis 26.369%.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, e não menos importante, o gráfico da evolução do lucro por ação da Apple no período analisado:</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-233858 size-large" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-1024x536.png" alt="" width="1024" height="536" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-1024x536.png 1024w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-980x513.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-480x251.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Entre 2013 e 2023 o lucro por ação saiu de US$ 1,42 para US$ 6,13. Um crescimento de 332%. Já o lucro da empresa saiu de US$ 37 bilhões para US$ 97 bilhões (acumulado do ano até setembro de 2023), uma variação de 162%.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o lucro subiu 162% e o lucro por ação cresceu 332%, o que está acontecendo? É arte do Capiroto com o Mr. M? Claro que não. Na verdade, se trata do efeito da recompra de ações. Veja o cálculo abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233859 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-Calculo.png" alt="Lucro por ação Apple - Cálculo" width="357" height="109" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-Calculo.png 357w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-Calculo-300x92.png 300w" sizes="(max-width: 357px) 100vw, 357px" /></p>
<p style="text-align: justify;">O entendimento é simples. Lucro subindo, aliado a quantidade decrescente de ações, resulta em uma disparada no lucro por ação. Esse é o benefício da recompra de ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto que talvez você ainda não tenha se dado conta é que, com menos ações listadas, menos sócios para compartilhar o lucro, logo os dividendos a receber também aumentam. É benefício atrás de benefício.</p>
<h2>Cases brasileiros: Vale e CSU Digital</h2>
<p style="text-align: justify;">Aqui no Brasil, uma empresa que tem recomprado de forma recorrente e bastante acelerada é a Vale. Veja o programa de recompra da mineradora na figura abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-233860 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Vale-recompra-de-acoes-300x261.png" alt="Vale recompra de ações" width="300" height="261" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Vale-recompra-de-acoes-300x261.png 300w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Vale-recompra-de-acoes.png 304w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: RI Vale</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra empresa que andou realizando recompras foi a CSU Digital. Entre 2021 e 2023 ela reduziu o free float de 44,2% para 35,74%.</p>
<h2>Concluindo&#8230;</h2>
<p style="text-align: justify;">A remuneração de acionistas por meio da distribuição de dividendos é uma prática conhecida, mas a recompra de ações é uma estratégia menos conhecida no Brasil, porém eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Empresas como a Apple demonstram como essa abordagem pode gerar valor expressivo aos acionistas ao longo do tempo. Nos EUA é a forma principal de remuneração principal, visto que gera eficiência fiscal (lá os dividendos são tributados).</p>
<p style="text-align: justify;">No cenário brasileiro, a iminência da tributação de dividendos, aliada à extinção dos juros sobre capital próprio, pode tornar a recompra de ações uma alternativa mais atrativa, exigindo dos gestores uma revisão nas estratégias de remuneração e alocação de capital. A prática, exemplificada por empresas como a Vale e CSU Digital, pode ganhar destaque diante das mudanças iminentes, oferecendo uma solução viável para maximizar o retorno aos acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo / Principais conclusões</strong></p>
<p style="text-align: justify;">• A recompra de ações é uma estratégia em que uma empresa adquire suas próprias ações no mercado, diminuindo a quantidade disponível.<br />
• Motivação: isso pode ocorrer quando a empresa acredita que suas ações estão subvalorizadas, buscando maximizar o retorno aos acionistas e oferecer flexibilidade na gestão de capital.<br />
• A recompra de ações é parte de uma estratégia de criação de valor a longo prazo para os acionistas.<br />
• Principal forma de remuneração nos EUA devido a eficiência fiscal, no Brasil não é tão utilizada devido à distribuição de dividendos que é isenta de IR.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></span></strong></p>
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		<title>Índice Ibovespa: o segredo revelado!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 21:19:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ações]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Invest ABC]]></category>
		<category><![CDATA[InvestABC]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Investir]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de ações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se voc&#234; acompanha not&#237;cias sobre economia e investimentos, provavelmente j&#225; ouviu falar do <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Ibovespa&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;&#201; o mais popular indicador do desempenho m&#233;dio das cota&#231;&#245;es das a&#231;&#245;es negociadas na bolsa de valores brasileira (B3). &#201; formado pelas a&#231;&#245;es com maior volume negociado nos &#250;ltimos meses. Reavaliado a cada quatro meses, o &#237;ndice &#233; resultado de uma carteira te&#243;rica de ativos. &#201; composto pelas a&#231;&#245;es de empresas listadas na B3 que atendem aos crit&#233;rios descritos na sua metodologia, correspondendo a cerca de 80% do n&#250;mero de neg&#243;cios e do volume financeiro do nosso mercado de capitais.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/ibovespa/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>Ibovespa</a>, no entanto, muitos podem se perguntar o que exatamente &#233; o <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Ibovespa&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;&#201; o mais popular indicador do desempenho m&#233;dio das cota&#231;&#245;es das a&#231;&#245;es negociadas na bolsa de valores brasileira (B3). &#201; formado pelas a&#231;&#245;es com maior volume negociado nos &#250;ltimos meses. Reavaliado a cada quatro meses, o &#237;ndice &#233; resultado de uma carteira te&#243;rica de ativos. &#201; composto pelas a&#231;&#245;es de empresas listadas na B3 que atendem aos crit&#233;rios descritos na sua metodologia, correspondendo a cerca de 80% do n&#250;mero de neg&#243;cios e do volume financeiro do nosso mercado de capitais.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/ibovespa/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>Ibovespa</a> e qual a sua import&#226;ncia. O objetivo deste artigo &#233; compreender o &#237;ndice, como ele &#233; formado, quais s&#227;o as suas limita&#231;&#245;es e como o investidor individual deve realizar a leitura correta de sua carteira de a&#231;&#245;es versus o Ibov.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vamos falar sobre um dos principais indicadores do mercado financeiro brasileiro, o índice Ibovespa (ou simplesmente Ibov). Ele é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na bolsa. Desde a sua criação, em 1968, o índice tem sido a referência para o mercado de ações no Brasil.</p>
<p>Se você acompanha notícias sobre economia e investimentos, provavelmente já ouviu falar do Ibovespa, no entanto, muitos podem se perguntar o que exatamente é o Ibovespa e qual a sua importância. O objetivo deste artigo é compreender o índice, como ele é formado, quais são as suas limitações e como o investidor individual deve realizar a leitura correta de sua carteira de ações versus o Ibov.</p>
<h2>Composição</h2>
<p>O índice nada mais é do que uma carteira teórica de ações. A cada quatro meses ele é reavaliado, ou seja, alguns papéis podem entrar e sair, e outros papéis podem ter a sua participação aumentada ou diluída. A carteira atual (Set-Dez 2023) possui 86 papéis, porém a concentração do Ibov é imensa. Cinco empresas (Vale, Petr, Itaú, Bradesco e B3) representam 40% do índice. Vale e Petr sozinhas representam 27% da carteira e são capazes de, sozinhas, puxarem o índice para cima ou para baixo, conforme demonstrado no gráfico abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-233816 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Ibov-1-300x246.png" alt="" width="300" height="246" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Ibov-1-300x246.png 300w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Ibov-1.png 398w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Não bastasse a concentração nas empresas citadas, observamos, também, a concentração por setor. Vamos comparar com o S&amp;P500, principal índice da bolsa americana:</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-233817 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/10/SP500_Bovespa-300x208.png" alt="" width="300" height="208" /></p>
<p>As oito ações de maior peso do S&amp;P500 representam 27% do índice, pouco mais que um quarto da fatia, representados por empresas do setor de tecnologia, com exceção da Berkshire. No Ibovespa, as oito no topo representam aproximadamente 47% do índice, praticamente metade do bolo, majoritariamente representadas pelos setores de commodities, com 27%, e serviços financeiros, com 17%.</p>
<p>A concentração excessiva do índice brasileiro é um dos itens que o investidor deve ter em mente sempre que analisar o Ibovespa. Lembre-se, quanto mais concentrada uma carteira, maior o seu risco.</p>
<h2>Micos do Ibovespa</h2>
<p>Ao pensarmos no principal índice da bolsa, talvez o primeiro pensamento seja que estamos falando também das melhores empresas para se investir. E de fato existem empresas de alta qualidade como Itaú, Weg e B3, apenas para citar como exemplo (favor não sair correndo para comprar, não é indicação).</p>
<p>Mas, à medida que esmiuçamos um pouco mais, encontramos empresas em situação pouco favorável, seja em aspecto de governança ou de desempenho financeiro. Do grupo que enfrentam dificuldades financeiras temos como exemplos a Magalu, Azul, Via Varejo e CVC. Do hall de empresas que apresentam risco de governança podemos citar a Eletrobras e a Petrobras, esta última com histórico recente de corrupção em larga escala que segue bastante vivo na memória da população.</p>
<p>Dê uma olhada você mesmo na composição do índice Ibovespa <a href="https://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-amplos/indice-ibovespa-ibovespa-composicao-da-carteira.htm">aqui</a>. Será que você seria sócio de todas as empresas que compõem o índice?</p>
<h2>É possível investir no índice Bovespa?</h2>
<p>Não é possível investir diretamente no Ibovespa. Entretanto é possível investir em ETFs negociados em bolsa que espelham a metodologia do índice. No Brasil existe o ETF BOVA11 que tem como objetivo espelhar a composição do Ibovespa e consequentemente entregar o mesmo resultado.</p>
<h2>Concluindo&#8230;</h2>
<p>Colocados todos esses pontos, vale a pena refletir o quão relevante de fato é comparar a sua carteira (que possui um dado nível de risco) com o Ibov (que possui nível de risco diferente). Se a sua carteira de investimentos possui ampla concentração em ações ditas como defensivas (Ex: energia elétrica), ela possui um nível de risco menor que o Ibovespa e, automaticamente, é esperado menor nível de retorno. Qual seria exatamente o sentido da comparação? Por outro lado, se a sua carteira é um pouco mais diversificada entre empresas e setores, pode ser que possua um nível de risco mais alto que o Ibov e retornos que tendem a oscilar mais que o índice de referência, e aí, de novo, até onde faz sentido ficar comparando com o Ibov?</p>
<p>Em vez de simplesmente comparar sua carteira com o Ibovespa, os investidores devem considerar seus objetivos financeiros, níveis de risco e estratégias individuais. Investir é uma jornada pessoal, cada um joga o próprio jogo da vida, e o que importa no fim do dia é alcançar seus próprios objetivos financeiros de forma consciente e sustentável. Qual é o seu jogo?</p>
<p><strong><em><span style="font-size: 8pt;">(Apesar de estar apto a realizar recomendações de valores mobiliários, este não é o objetivo deste texto. Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></em></strong></p>
<h2>Resumo / Principais conclusões</h2>
<p>• O Ibovespa é um indicador do mercado financeiro brasileiro e serve como referência para o desempenho das ações negociadas na bolsa de valores. Criado em 1968, é o principal indicador para o mercado de ações do Brasil</p>
<p>• Composição do Ibovespa: O índice é uma carteira teórica de ações que é reavaliada a cada quatro meses. A carteira atual (Set-Dez 2023) contém 86 ações, mas é altamente concentrada, com as cinco principais empresas (Vale, Petrobras, Itaú, Bradesco e B3) representando 40% do índice.</p>
<p>• Concentração por Setor: O Ibovespa também apresenta concentração por setor. Cerca de 47% do índice é representado por empresas dos setores de commodities e serviços financeiros, o que destaca a falta de diversificação do índice.</p>
<p>• Micos do Ibovespa: O Ibovespa inclui uma variedade de empresas, algumas das quais enfrentam dificuldades financeiras ou questões de governança. Exemplos citados incluem Magalu, Azul, Via Varejo, CVC, Eletrobras e Petrobras.</p>
<p>• Investindo no Ibovespa: Não é possível investir diretamente no Ibovespa, mas os investidores podem optar por ETFs (Exchange-Traded Funds) que replicam o desempenho do índice, como o ETF BOVA11, que segue a composição do Ibovespa.</p>
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		<title>Carta ao investidor iniciante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jun 2023 19:03:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A &#34;Carta ao investidor iniciante&#34; &#233; uma resposta a um amigo que deseja come&#231;ar a investir em a&#231;&#245;es. O autor destaca a import&#226;ncia de investir no longo prazo e evitar tentar prever movimentos de curto prazo do mercado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta carta surgiu em um momento de distração e conversa em roda virtual entre amigos em um grupo de WhatsApp onde falamos de tudo um pouco. Meu amigo Zaca comentou que estava com vontade de iniciar investimentos em ações e naturalmente outros amigos começaram a responder. Ele agradeceu e disse que ainda estava esperando a minha opinião sobre o tema.</p>
<p>Eis que começo a digitar e passados alguns minutos, e observo que já tinha soltado praticamente um artigo no grupo, o qual de maneira adaptada e editada faço questão de compartilhar com você leitor. Segue a minha devolutiva abaixo a cada uma das perguntas de Zaca, de forma direta e sem muitos rodeios:</p>
<h2>Tempo no mercado supera taxa</h2>
<p>Mercado de ações é longo prazo. E não adianta tentar acertar o tempo de compra. Esqueça, você não é o Pelé dos investimentos, então foque no básico, no “papai e mamãe”: comprar sempre e com regularidade. A expressão <em>&#8220;Time in the Market is Better than Timing the Market&#8221;</em> significa que é melhor manter uma estratégia de investimento consistente e de longo prazo em vez de tentar prever os movimentos de curto prazo do mercado. Estudos comprovam que essa estratégia permite aproveitar o potencial de crescimento das ações ao longo do tempo e se beneficiar da capitalização composta.</p>
<h2>Por onde começar? Quais ações devo comprar?</h2>
<p>Para renda variável, se você realmente não sabe por onde começar, uma alternativa é iniciar através dos ETFs Spy ou VOO &#8211; eles seguem fielmente o índice S&amp;P500 que por sua vez é considerado o principal indicador de performance do mercado da bolsa americana. Esses ETFs garantem o retorno de mercado da bolsa americana a um custo baixo e te coloca em uma posição superior a grande parte dos investidores do mundo, <strong>incluindo os profissionais.</strong> Lembre-se, você não é o Pelé do mundo dos investimentos e ninguém consegue bater o mercado de forma recorrente por 20 ou 30 anos.</p>
<p>No caso da bolsa brasileira, a alternativa seria focar em empresas consolidadas, com vantagens competitivas, boas margens de lucro, previsibilidade de receita e que possuam histórico de crescimento (ex: B3). No início da jornada opte pelas empresas mais seguras. Com tempo, dedicação e estudo podes avaliar desviar o olhar para casos mais complexos ou simplesmente manter essa estratégia mais segura. Se você é iniciante evite, em um primeiro momento, ações de empresas cíclicas (ex: VALE) e fuja de IPOs. Mantenha simples, não complique!</p>
<h2>Tenha uma estratégia e diversifique</h2>
<p>Digamos que você tenha definido que sua alocação de ativo deve seguir um parâmetro 50-50: 50% em renda fixa (título do tesouro/ CDB / Bonds) e 50% em renda variável (Stock / Ação / Reits / FII / ETFs). Ao montar uma estratégia e definir a alocação dos ativos você automaticamente foge e se protege dos movimentos de massa que imperam em rede social de que “agora a Selic subiu, corre pra Selic” ou “agora a bolsa subiu, compre renda variável” &#8211; isso equivale a jogo de futebol da gurizada, aquela bagunça em que para onde a bola vai, todos correm atrás sem estratégia e pensamento.<br />
Entretanto, quando o assunto é dinheiro e investimentos, o menor vacilo equivale a um contra-ataque croata com a defesa completamente exposta ou um ônibus espacial com problema de vedação, e aí te garanto, a falta de estratégia pode levar a prejuízos e equívocos enormes. Utilize a técnica de alocação de ativos para que todos os meses você possa alocar adequadamente na sua carteira de investimentos, se beneficiando da diversificação e redução de risco.<br />
A estratégia serve para que você retire uma parte do elemento psicológico e dê mais racionalidade aos seus investimentos.</p>
<h2>Dividendos</h2>
<p>Quase indiferente na fase de acumulação. Nos EUA não distribuir dividendos pode vir a ser uma boa estratégia se a empresa tem capacidade de reinvestir a taxas de retorno elevado (ex: Berkshire). Cada vez que uma empresa americana distribui dividendos, o investidor é taxado em 30%. No reinvestimento esses 30% não são taxados (a isso chamamos de diferimento de imposto) e correm livremente na esteira dos juros compostos, valorizando a ação e promovendo ganho de capital de forma exponencial com o tempo ao seu favor.<br />
Em resumo, para ter sucesso nos investimentos em ações, é importante ter uma estratégia de alocação de ativos, investir regularmente ao longo do tempo, buscar empresas com vantagens competitivas e boas margens de lucro, e manter as coisas simples e objetivas, sem se deixar levar por notícias diárias ou eventos do mercado.<br />
Espero que as informações compartilhadas nesta carta possam ser úteis para você, investidor iniciante. Lembre-se sempre de estudar e se informar antes de tomar decisões de investimento, ter uma estratégia clara e diversificar adequadamente seus investimentos. Boa sorte em sua jornada de investimentos!</p>
<p><em><strong><span style="font-size: 8pt;">(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></strong></em></p>
<p><strong>Resumo / Principais Conclusões</strong><br />
• Tempo no mercado é mais importante que o <em>timing</em> de compra.<br />
• Busque empresas com vantagens competitivas, boas margens de lucro e crescimento.<br />
• Tenha uma estratégia e diversifique sua carteira de investimentos.<br />
• Comece com ETFs e empresas consolidadas.<br />
• Sempre que possível, simplifique.</p>
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		<title>10 itens essenciais para analisar ao comprar uma ação.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 15:06:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para ajudar o leitor, separei 10 itens que considero essencial para auxiliar o investidor nesse processo inicial de estudo e an&#225;lise de uma <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner">Ao decidir comprar um papel, é importante revisar alguns aspectos do negócio e indicadores da empresa para tomar uma decisão segura e aumentar a sua chance de sucesso na hora de ir às compras na bolsa de valores.</p>
<p>Para ajudar o leitor, separei 10 itens que considero essencial para auxiliar o investidor nesse processo inicial de estudo e análise de uma ação.</p>
<h2>1. Lucros:</h2>
<p>Se você não tem ideia por onde começar a analisar um papel, recomendo que inicie olhando seus lucros.</p>
<p>Se uma empresa é capaz de gerar ganhos consistentemente por longos períodos, é sinal de que possui um negócio com alguma das seguintes características: boa gestão, produto/serviço de difícil substituição, vantagens competitivas, ou até mesmo todos eles juntos. Nunca se esqueça, uma ação não é um bilhete de loteria, ela é a menor parte de uma empresa.</p>
<h2>2. Índice P/L:</h2>
<p>Um dos índices mais comuns ao avaliar ações, o <strong>P/L (relação Preço/Lucro)</strong> costuma ser utilizado para verificar se os papéis de uma determinada empresa estão baratos ou se estão caros. Quanto menor este número, melhor, contanto que seja positivo. Ao comparar empresas com <strong>P/L</strong> iguais e taxas de crescimentos diferentes, avalie também o <strong>PEG Ratio.</strong></p>
<h2>3. PEG Ratio:</h2>
<p>Criado por <strong>Peter Lynch</strong>, este índice é utilizado para comparar ações com taxas de crescimento distintas. A fórmula consiste em dividir o <strong>P/L</strong> pela taxa de crescimento.<br />
<strong>Lynch</strong> afirma preferir comprar uma ação que cresce 20% ao ano com um <strong>P/L</strong> de 20 do que uma empresa que cresce 10% ao ano com um <strong>P/L</strong> de 10.<br />
Quando o <strong>PEG Ratio</strong> é maior que 1, o papel é considerado supervalorizado, e quando é menor que 1 é considerado atrativo para a compra.</p>
<h2>4. Liquidez:</h2>
<p>Indica o quão rápido você consegue converter sua ação em dinheiro. Empresas com alto volume de negociação (Blue chips em geral), em geral permitem converter a operação de compra ou venda instantaneamente a um preço igual ou muito próximo do preço exibido no <strong>Home Broker</strong>.</p>
<p>No caso de empresas menos líquidas, a operação pode tardar alguns minutos a mais e nem sempre com o preço exatamente igual ao da tela do Home Broker.</p>
<h2>5. Dividend Yield:</h2>
<p>Parte do lucro pago aos acionistas. Trocando em miúdos, isso quer dizer dinheiro no bolso. Esse indicador é expresso em percentual. Por exemplo, se uma empresa tem um preço de ação de R$ 20 e paga um dividendo de R$1 por ano, seu rendimento de dividendos seria de 5%.</p>
<p>O acionista pode optar por reinvestir os dividendos em sua carteira de investimentos ou utilizá-los para complementar a sua renda mensal fazendo frente aos seus gastos.</p>
<h2>6. Fluxo de Caixa Livre (FCL):</h2>
<p>É a capacidade da empresa de gerar caixa para os seus acionistas. Revela o fluxo de caixa disponível para a empresa pagar os credores e/ou remunerar os investidores via distribuição de dividendos e pagamento de juros sobre capital próprio. Quanto maior o <strong>FCL</strong> melhor.</p>
<h2>7. ROE (Return on equity):</h2>
<p>É calculado dividindo o lucro da empresa pelo<strong> patrimônio líquido (PL)</strong>. Indica quão eficiente a empresa é em gerar lucros. Melhor <strong>ROE = Mais eficiência</strong>.<br />
Digamos que a empresa <strong>MEPO S.A</strong>. possui um patrimônio líquido de 100 milhões e a<strong> BIOS S.A</strong>. possui um patrimônio líquido de 250 milhões.</p>
<p>Ambas as empresas geram 50 milhões de lucros anuais. Isso significa que a <strong>MEPO</strong>, apesar de ter menos dinheiro para trabalhar, se mostrou mais eficiente porque gerou um <strong>ROE de 50%</strong>. A <strong>BIOS</strong> apesar de ter mais dinheiro para trabalhar se mostrou menos eficiente gerando um <strong>ROE de 20%.</strong></p>
<h2>8. Margem líquida:</h2>
<p>Medida de rentabilidade da empresa. Calcula-se dividindo o lucro líquido da empresa pela receita. Quanto maior, melhor. É expressa em porcentagem e basicamente calcula quanto da receita de fato fica na empresa como lucro.</p>
<p>Imagine uma pizzaria onde, para cada 10 pedaços de pizza vendido, duas se convertem em lucro líquido. Logo a margem líquida deste negócio é de 20%.</p>
<h2>9. Recompra de ações:</h2>
<p>Quando uma empresa decide recomprar as próprias ações em circulação e na sequência cancelar essas ações.</p>
<p>Imagine que a fictícia empresa<strong> MEPO S.A</strong>. gera $ 4 milhões de lucros para um total de 2 milhões de ações. Isso significa um lucro de $ 2 por ação. Digamos que a <strong>MEPO</strong> decidiu comprar 1 milhão de ações e cancelar em seguida. Agora temos um lucro de $ 4 por ação. Observe que o lucro por ação dobra.</p>
<p>Normalmente a recompra de ações é um bom sinal de confiança da gestão sobre os rumos da empresa e automaticamente gera valor aos acionistas. Entre alguns benefícios, pode levar ao aumento do preço dos papéis uma vez que os lucros são distribuídos para uma base menor de sócios, ou seja, é a mesma “pizza sabor lucro” para dividir com menos acionistas.</p>
<h2>10. Entenda o negócio:</h2>
<p>Faça o seu dever de casa, estude sobre a empresa, sua história, entenda como ela vende e produz lucro. Se você for capaz de explicar de maneira simples e rápida como a companhia opera, provavelmente está em um bom caminho para seguir com a decisão de comprar ou não.</p>
<p>Por último e não menos importante, ao utilizar os indicadores, é importante sempre compará-los com os pares do setor. A média de retorno, lucratividade, endividamento, dividend yield, entre outros, é, por exemplo, diferente do setor automobilístico e bancário. Logo para garantir a correta análise e interpretação o leitor deve assegurar que as comparações sejam sempre dentro do mesmo setor.</div>
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		<title>Como começar a investir: um guia para iniciantes.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 14:57:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O objetivo deste artigo &#xE9; abordar algumas quest&#xF5;es b&#xE1;sicas para apoiar o leitor em sua jornada inicial como investidor, desde aspectos operacionais de como escolher e abrir uma conta em uma corretora at&#xE9; alinhar os objetivos e necessidades de investimentos &#xE0; diversa gama de produtos ofertados no mercado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O objetivo deste artigo é abordar algumas questões básicas para apoiar o leitor em sua jornada inicial como investidor, desde aspectos operacionais de como escolher e abrir uma conta em uma corretora até alinhar os objetivos e necessidades de investimentos à diversa gama de produtos ofertados no mercado.</p>
<p>O assunto pode se tornar bastante extenso dependo do caso e perfil de cada um, logo não há aqui a intenção de esgotar o tema, e sim de dar o pontapé inicial e trazer um pouco de luz para que o investidor iniciante possa sair da inércia e colocar o seu patrimônio para trabalhar com confiança e segurança.</p>
<p>Vamos lá!</p>
<h2>1 &#8211; Organize suas finanças</h2>
<p>Antes de começar a investir é importante que você tenha pleno domínio sobre as suas finanças, o quanto produz de renda mensal, quanto gasta e se possui dívidas a quitar. Isto pode parecer bastante óbvio para alguns, mas para outros é um tema inexplorado. Para aqueles que ainda não possuem seu fluxo de caixa bem mapeado, recomendo fortemente que dedique um tempo para entender onde o dinheiro é gasto, se sobra e quanto sobra no fim do mês.</p>
<p>Este é um exercício interessante porque, independente da situação atual ser superavitária ou deficitária em seu orçamento pessoal, é possível que o leitor se surpreenda com alguns caminhos que o seu dinheiro está tomando e, assim, surjam oportunidades de reduzir determinadas despesas sem grandes sofrimentos (ex: algum serviço recorrente que já não utiliza mais, ou cancelar aquela assinatura de revista que já não tem mais utilidade).</p>
<h2>2 &#8211; Defina objetivos e quanto quer investir</h2>
<p>O quanto separar para investir vai depender da sua situação financeira, objetivos e quando você gostaria de alcançar esses objetivos.</p>
<p>Quando o tema é finanças e investimentos, um objetivo em comum a todos os seres humanos é se aposentar com saúde financeira, sem depender do INSS e de preferência o quanto antes. Como regra geral você pode definir algo em torno de 10% a 15% de sua renda para alcançar este objetivo. Se isto parecer pouco realista, pode iniciar com um percentual menor e ir ajustando aos poucos.</p>
<p>Outros objetivos podem incluir a compra de uma casa, custear estudos (MBA, intercambio), ou acumular para iniciar o próprio negócio. As metas podem alterar com o passar do tempo, isso é natural. Apenas assegure-se de revisá-las de vez em quando para manter seu foco em atingi-las.</p>
<h2>3 &#8211; Entenda as suas opções de investimentos</h2>
<p>Simplificando existem duas grandes categorias de investimentos: <strong>renda fixa (risco baixo)</strong> e <strong>renda variável (risco alto)</strong>. É importante ter noção básica de como funciona a dinâmica dessas duas categorias para poder avaliar qual o melhor destino do seu dinheiro de acordo com os seus objetivos e tolerância ao risco.</p>
<p>A <strong>renda fixa</strong> possui um comportamento mais previsível quanto a rentabilidade, mas na contrapartida tende a gerar retorno menor a longo prazo, especialmente quando comparado com o mercado de ações. O dinheiro que o investidor necessita no curto prazo, seja para emergência, ou planos definidos como a troca do carro, reforma da casa, viagem etc., deve ser colocado, idealmente, na renda fixa para garantir previsibilidade de ganho ao longo do caminho.</p>
<p>A <strong>renda variável</strong>, como o próprio nome já indica, varia, e, possui um comportamento imprevisível quanto aos retornos, podendo inclusive produzir fortes prejuízos a curto e médio prazos, mas, ao contrário da renda fixa, tende a entregar retornos mais elevados a longo prazo, por isso é indicado colocar dinheiro que não será necessário utilizar em caso de emergência ou nos próximos 5 a 10 anos.</p>
<h2>4 &#8211; Abra uma conta em uma corretora</h2>
<p>Os investimentos podem até ser feitos através de bancos, mas recomenda-se abrir uma conta em uma corretora. Isso porque elas costumam oferecer menores custos de transações e oferecem uma maior gama de produtos, funcionando como uma espécie de shopping center. Por exemplo, se você decide aplicar em um CDB através do banco, provavelmente só terá a opção do CDB da própria instituição. As corretoras oferecem CDBs (e outros produtos) de outras instituições, o que aumenta o seu leque de alternativas mais adequadas ao seu perfil.</p>
<p>Eu particularmente já tive, ao longo de dezenove anos nove corretoras: seis no Brasil e três no exterior. O que me fez mudar ao longo do tempo foram custos mais baratos, melhores serviços e ofertas de produtos.</p>
<p>Procure uma corretora que melhor atende às suas expectativas, sejam elas solidez, baixo custo ou oferta de produtos, por exemplo. O passo seguinte é abrir uma conta. Você vai precisar de alguns documentos pessoais de identificação e preencher alguns cadastros. Uma vez aberta a conta, basta efetuar uma transferência de seu banco ou conta digital e começar a investir.</p>
<h2>5 &#8211; Estude</h2>
<p>No mercado financeiro em geral, assim como na vida, somos bombardeados diariamente com notícias e ofertas imperdíveis de última hora. A maior parte dessas notícias e chamadas é puro ruído. Mas só tem uma maneira de você conseguir eliminar o ruído: estudando.</p>
<p>Mantenha-se atualizado, faça as suas próprias pesquisas e torne-se capaz de tomar suas próprias decisões. Afinal, você é a melhor pessoa para identificar suas necessidades financeiras e cuidar do destino de seu dinheiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ordinária ou Preferêncial – Qual ação devo comprar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 13:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que comecei a me aprofundar um pouco mais no mercado de a&#231;&#245;es e trocar ideias com amigos e colegas de trabalho, percebi que uma das d&#250;vidas mais recorrentes &#233; sobre qual tipo de <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a> comprar: Ordin&#225;ria ou Preferencial.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que comecei a me aprofundar um pouco mais no mercado de ações e trocar ideias com amigos e colegas de trabalho, percebi que uma das dúvidas mais recorrentes é sobre qual tipo de ação comprar:<strong> Ordinária</strong> ou <strong>Preferencial</strong>.</p>
<p>No artigo <strong>“O que são ações”</strong> fiz um breve descritivo sobre essas duas classes de ações, e recomendo ao leitor que ainda não está familiarizado dar uma conferida. Neste artigo eu vou selecionar alguma das dúvidas mencionadas no parágrafo anterior, e em alguns casos trazer simulações para ajudar você leitor em seus próximos estudos e seleções de ações.</p>
<blockquote><p>“Melhor comprar preferencial porque não pretendo participar de reuniões e não vou saber julgar as decisões da empresa”</p></blockquote>
<p>Quando comecei a investir, eu fiz minha carteira inicial com <strong>PNs</strong> porque praticamente todos os materiais que consumia me incentivava a comprar este tipo de ação. Um dos principais motivos que era apresentado é que elas davam preferência no pagamento de dividendos, tinham mais liquidez no mercado e, como a minha participação na empresa é irrelevante, não faria sentido ter ON porque as preferenciais seriam as mais indicadas para o pequeno investidor.</p>
<p>Com o tempo e experiência eu fui mudando o meu olhar e cheguei à conclusão de que por menor que fosse a minha participação, valia mais a pena eu ter ações ordinárias. O meu objetivo nunca foi me tornar sócio majoritário ou fazer parte do bloco de controle, era uma questão conceitual.</p>
<p>Eu entendo que os sócios devem ser tratados igualmente em termos de participação, com os mesmos direitos proporcionais em caso de distribuição de proventos e eventos extraordinários, como fusões e aquisições, e migração para novo mercado que envolve a conversão de ações.</p>
<h2>Conversão de Ações (Caso Vale) e Fusões e Aquisições (Caso Aracruz e VCP)</h2>
<p>Em 2017 a <a href="http://www.vale.com/brasil/PT/Paginas/default.aspx" target="_blank" rel="noopener">VALE</a> migrou para o novo mercado e como consequência as ações preferenciais foram convertidas para ordinárias na proporção de 0.93 VALE3 para cada 1 VALE5. Na época não havia distinção de dividendos entre os tipos de ações da empresa, então houve uma queda no recebimento de dividendos para quem possuía ações preferenciais.</p>
<p>A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aracruz_Celulose" target="_blank" rel="noopener">Aracruz</a> era uma empresa do ramo de celulose. Ela passou por uma fusão com a <strong>VCP (Votorantim Ceulose e Papel)</strong> formando uma nova empresa chamada <strong>Fibria</strong>. Na época dessa fusão, os controladores da <strong>Aracruz</strong> eram formados pelas famílias <strong>Lorentz</strong> e <strong>Safra</strong> que somados detinham 56% do controle acionário. Os controladores decidiram vender a empresa e quem tinha ações ordinárias recebeu 80% do valor da venda, porque as ações ordinárias possuem <strong>tag along</strong> garantido por lei.</p>
<p>Entretanto, quem tinha as ações <strong>PNs</strong> não tinha direito de <strong>tag along</strong>, e esse acionistas preferenciais receberam cerca de 10% do que o bloco controlador recebeu na venda, configurando um forte prejuízo a esses investidores.</p>
<div id="attachment_232918" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232918" class="wp-image-232918 size-full" title="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN)" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-01.png" alt="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN) – Qual ação devo comprar?" width="800" height="270" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-01.png 800w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-01-480x162.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 800px, 100vw" /><p id="caption-attachment-232918" class="wp-caption-text">AÇÕES ON TINHAM <strong>TAG ALONG</strong> DE <strong>80%</strong></p></div>
<p>Histórias como a da <strong>Vale</strong> e <strong>Aracruz</strong> são bastante educativas para que os investidores de longo prazo não cometam este tipo de erro e minimamente busquem papéis com <strong>tag along</strong> ou optem diretamente por ações ordinárias.</p>
<p>Acredito que ao comprar as ações do tipo ordinária, automaticamente estarei alinhado com os acionistas majoritários ou bloco controlador que sempre buscar defender os seus interesses, não dependendo do direito de <strong>tag along</strong>, que costuma variar de acordo com o estatuto das empresas e do nível em que estão listadas na bolsa de valores.</p>
<blockquote><p>“Quem traz melhor retorno, qual a mais cara ou barata?”</p></blockquote>
<p>Fiz algumas simulações de relação preço de ação ordinária versus preferenciais e seus respectivos <strong>dividend yields</strong> com base nos preços e informações do fechamento do dia 16/09/2022. Abaixo os resultados seguidos de alguns comentários:</p>
<table style="height: 100PX; width: 100%; border-collapse: collapse; border-style: solid; border-color: #d4d4d4; background-color: #f2f2f2;" border="1PX">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>ITUB3</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>ITUB4</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong> PRÊMIO / DESCONTO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>PREÇO</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>22,65</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>26,68</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong>18%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>DY</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>3,5</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>2,98</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><span style="color: #ff0000;"><strong>-15%</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ação preferencial de Itaú fechou com um ágio de 18% comparada com a ação ordinária do banco. Como o<strong> Itaú</strong> paga exatamente o mesmo dividendo para ambas as ações, o detentor das ações preferenciais possui um <strong>dividend yield</strong> 15% menor, sendo o ativo em questão, o banco Itaú, a mesma empresa para os dois tipos de ações.</p>
<p>Vale ainda destacar que considerando o retorno de ambos os papéis (<strong>ITUB3 e ITUB4</strong>) nos últimos 10 anos, incluindo dividendos, os papéis de <strong>ITUB3</strong> obtiveram um retorno acumulado de 440.10% versus 407.47% de<strong> ITUB4</strong>. Trocando por miúdos, R$1.000,00 aplicados em <strong>ITUB3</strong> em 2012 seria o equivalente a ter hoje R$ 5.401, já em<strong> ITUB4</strong> os mesmos R$1.000 aplicados em 2012 estariam marcando na tela do <strong>home broker</strong> R$ 5.075.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-232922" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-02.png" alt="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN) – Qual ação devo comprar?" width="900" height="380" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-02.png 900w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-02-480x203.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw" /></p>
<p>Com as ações preferenciais do Bradesco ocorre algo semelhante ao observado com<strong> Itaú</strong>: existe um ágio nas <strong>PNs</strong> de 21%. Para efeito de comparação, a média do ágio <strong>ON/PN</strong> nas ações do <strong>Bradesco</strong> nos últimos 20 anos é de 10%, sendo a máxima de 29% em 2010, e a mínima um desconto de 15% em 2013.</p>
<p><strong>Um detalhe importante:</strong> As ações preferenciais do <strong>Bradesco</strong> pagam 10% a mais de dividendos, mas devido ao ágio pago nos papéis preferenciais, isso se reflete em um <strong>dividend yield</strong> 9% menor do que as ações ordinárias.</p>
<table style="height: 100PX; width: 100%; border-collapse: collapse; border-style: solid; border-color: #d4d4d4; background-color: #f2f2f2;" border="1PX">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>BBDC3</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>BBDC4</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong> PRÊMIO / DESCONTO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>PREÇO</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>15,68</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>19,04</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong>21%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>DY</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>3,84</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>3,48</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><span style="color: #ff0000;"><strong>-9%</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos 10 anos, incluindo dividendos, os papéis de <strong>BBDC3</strong> obtiveram um retorno acumulado de 303.98% versus 294.29% de <strong>BBDC4</strong>, ou seja, R$ 1.000,00 aplicados em <strong>BBDC3</strong> em 2012 seria o equivalente a ter hoje R$4.040, já em <strong>BBDC4</strong> os mesmos R$1.000 aplicados em 2012 estariam marcando na tela do <strong>home broker</strong> R$3.943.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-232923" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-03.png" alt="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN) – Qual ação devo comprar?" width="900" height="397" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-03.png 900w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-03-480x212.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw" /></p>
<p>Outros resultados observados nos <strong>últimos 10 anos</strong>, incluindo retorno com dividendos, foram <strong>Gerdau</strong> (GOAU3 8.10% vs -13.95% GOAU4), <strong>Braskem</strong> (BRKM3 510.96% vs 404.67% BRKM5), <strong>CEMIG</strong> (CMIG3 615.93% vs 522.88% CMIG4), <strong>TAESA</strong> (TAESA3 237.25% vs 272.60% TAESA4) e <strong>Petrobrás</strong> (PETR3 353.74% vs 414.15% PETR4).</p>
<h2>Caso Petrobrás</h2>
<p>Algo curioso ocorreu com a <a href="https://petrobras.com.br/pt/"><strong>Petrobrás</strong></a> em 2014.  Após o aumento de capital em 2010, de R$ 176bi para R$297Bi, isto criou um sério problema para o controlador.</p>
<p>O estatuto da empresa prevê que as ações <strong>PNs</strong>, que equivalem a 42.95% do capital total, deveriam receber no mínimo 3% de sua parte nesse patrimônio líquido.</p>
<p>Resumindo uma longa história, em 2014 o lucro da Petrobrás vinha diminuindo em relação ao ano anterior e, com receio dessa queda nos lucros, pela primeira vez a companhia declarou um dividendo menor para as ações ordinárias (incluindo a União Federal como controladora) do que para os preferencialistas.</p>
<blockquote><p>“Quais as vantagens e desvantagens de comprar ordinária ou preferencial?”</p></blockquote>
<p>As ações ordinárias, além de oferecer dividendos, dá direito a voto nas assembleias, logo quem possuir mais de 50% dessas ações possui maioria simples e se torna acionista controlador da empresa. No caso de acionista minoritário (seu caso, leitor), não precisa se preocupar em participar de reuniões, assembleias e votações visto que a participação é muito pequena. Em suma, isso simplesmente não vai tomar nenhum segundo de sua vida como pequeno investidor.</p>
<p>As ordinárias possuem ainda o direito de <strong>tag along</strong> (previsto na Lei das S.A.) e pode variar de no mínimo 80% a 100%, dependendo do segmento de listagem na bolsa de valores.</p>
<p>As ações preferenciais, como o nome sugere, têm preferência no recebimento de dividendos em relação aos acionistas ordinários e mantém essa prioridade caso a empresa seja liquidada, tendo preferência em eventuais valores a receber. Os segmentos que não exigem a garantia de <strong>tag along</strong> para as ações preferenciais podem estender o benefício. Por isso, caso opte por comprar ações preferenciais, você pode conferir aqui em qual nível a empresa está listada e se cumpre com os padrões de listagem determinados em sua busca.</p>
<h2>Concluindo&#8230;</h2>
<p>Como se pode perceber, não se trata de uma ciência exata e nem sempre a lógica matemática é capaz de fornecer um veredito final.<br />
Cada caso tem suas próprias características e particularidades, mas existe um fator que está presente em todos os casos: preço de mercado. Se, por exemplo, o entendimento sobre níveis de governança, distribuição de proventos e expectativa de fusão e aquisição se alteram, o mercado pode vir a alterar as relações de preço entre <strong>ON</strong> e <strong>PN</strong>.</p>
<p>Importante ressaltar que grande parte das empresas que abriram capital de 2005 em diante ingressou diretamente no mais alto segmento de governança da bolsa de valores, na qual apenas são permitidas emissões de ações ordinárias e <strong>tag along</strong> de 100%.</p>
<p>Mesmo diante de um tema não tão simples, eu particularmente busco simplificar minhas escolhas e passei a optar pela compra de ações ordinárias de 2010 em diante, por me sentir mais protegido em caso de eventos de conversão de ações e fusões e aquisições, para citar dois exemplos apenas.</p>
<p>Aos leitores espero que este material tenha despertado a curiosidade e possa ajudá-los a tomar uma decisão mais embasada no momento de decidir qual classe de ação comprar.</p>
<p><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></p>
<h2>Resumo / Principais Conclusões</h2>
<ul>
<li>Ações preferenciais têm preferência no recebimento de dividendos, mas não possuem direito a voto;</li>
<li>A preferência no recebimento de dividendos (ações <strong>PN</strong>) nem sempre se reflete em melhores retornos comparado as ações ordinárias;</li>
<li>Ao adquirir ação preferencial, é importante entender se a empresa oferece <strong>tag along</strong> e em qual segmento da <strong>B3</strong> está listada;</li>
<li>O investidor deve compreender os tipos de ações para tomar uma decisão com maior segurança no momento de montar sua carteira de investimentos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O post <a href="https://investabc.com.br/ordinaria-on-ou-preferencial-pn-qual-acao-devo-comprar/">Ordinária ou Preferêncial – Qual ação devo comprar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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