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	<title>Arquivos Economia &#187; Invest ABC</title>
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	<title>Arquivos Economia &#187; Invest ABC</title>
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		<title>Calma sob pressão: Cinco grandes lições de Henrique Meirelles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 00:39:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No livro &#34;Calma Sob Press&#227;o&#34;, Henrique Meirelles revela as li&#231;&#245;es aprendidas ao longo de sua trajet&#243;ria, desde o Banco de Boston at&#233; os cargos mais altos no <a class="glossaryLink" aria-describedby="tt" data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Banco Central&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;O Banco Central do Brasil, tamb&#xE9;m conhecido por BC, BACEN, BCB, ou ainda, o Banco dos bancos, &#xE9; uma autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional sem liga&#xE7;&#xE3;o a um Minist&#xE9;rio. Tem como principais fun&#xE7;&#xF5;es supervisionar o sistema financeiro, controlar a infla&#xE7;&#xE3;o, emitir moeda, e garantir a manuten&#xE7;&#xE3;o do poder de compra da moeda.&#60;/div&#62;" href="https://investabc.com.br/dicionario/banco-central/" data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]' tabindex="0" role="link">Banco Central</a> e no Minist&#xE9;rio da Fazenda.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/calma-sob-pressao-cinco-grandes-licoes-de-henrique-meirelles/">Calma sob pressão: Cinco grandes lições de Henrique Meirelles</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No livro &#8220;Calma Sob Pressão&#8221;, Henrique Meirelles compartilha a trajetória de sua vida, desde os primeiros passos no setor bancário até os cargos mais altos no Banco Central e no Ministério da Fazenda, passando por sua atuação com governos de diferentes orientações políticas. Sua história é uma verdadeira aula de gestão, tecnicidade e paciência, demonstrando como ele sempre buscou priorizar o que era melhor para o Banco de Boston e posteriormente para o Brasil, independentemente das pressões políticas, sempre com uma visão técnica e focada no futuro.</p>
<h3>Quem é Henrique Meirelles</h3>
<p>Henrique Meirelles é mais do que um nome proeminente da economia brasileira. Ele é um exemplo de como o pragmatismo, a gestão técnica e a habilidade de montar equipes competentes podem transformar desafios políticos e econômicos em oportunidades para o país.</p>
<p>Nascido em um contexto familiar de grande influência e recursos e criado em Goiás, sua trajetória foi marcada pelo forte legado familiar e pelos exemplos de seus pais e avós. Seus pais, profundamente religiosos e focados na educação, transmitiram aos filhos os valores do trabalho árduo e da dedicação.</p>
<p>Um dos episódios mais marcantes e curiosos de sua juventude foi a convivência com Zé Lourenço, um homem conhecido por ser um dos maiores <em><strong>serial killers</strong></em> do Brasil. Essa experiência, inesperada, contribuiu para a formação de sua visão de mundo.</p>
<p>Aos 18 anos, Meirelles mudou-se para São Paulo para estudar Engenharia na Escola Politécnica da USP, destacando-se não apenas pelo desempenho acadêmico, mas também pela liderança no movimento estudantil. Essa base sólida foi fundamental para sua futura carreira no setor financeiro.</p>
<p>A seguir destaco cinco episódios valiosos do livro e as principais lições que podemos aprender com cada um deles.</p>
<h3>O melhor caminho nem sempre é o mais óbvio</h3>
<p>Em 1974, ao concluir seu mestrado em Economia, Meirelles se viu diante de várias opções de carreira, cada uma com suas vantagens e desafios. O BNDE (mais tarde BNDES) oferecia segurança e estabilidade no funcionalismo público, enquanto o COPPEAD, onde poderia ser professor, representava uma carreira mais tranquila e em linha com o histórico familiar de servidores públicos, porém com menos crescimento.</p>
<p>Outra alternativa foi a Mesbla, onde seria assessor direto de André de Botton, presidente da rede de varejo. No entanto, a proposta que mais o atraiu foi a do <strong>Banco de Boston</strong>, que, apesar de oferecer o salário mais baixo e poucas perspectivas de crescimento, proporcionava uma visão global do mercado financeiro e uma oportunidade única de aprendizado em uma multinacional.</p>
<p>A decisão acabou se provando acertada: Trabalhou durante 28 anos no banco (até 2002) sendo o primeiro brasileiro a ocupar a cadeira de presidente da subsidiária de uma instituição internacional no Brasil e posteriormente (1996) foi escolhido, pelo conselho do Banco de Boston, presidente mundial da instituição a partir da sede nos Estados Unidos. O primeiro estrangeiro a presidir um banco americano de grande porte nos Estados Unidos, demonstrando sua influência e competência no setor financeiro global.</p>
<p>A lição aqui é clara: as <strong>escolhas mais difíceis nem sempre oferecem recompensas imediatas</strong>, mas sim as melhores oportunidades de crescimento a longo prazo. Meirelles optou por um caminho menos óbvio e mais desafiador, que abriu portas para um futuro promissor.</p>
<h3>A importância da análise financeira em qualquer negócio</h3>
<p>Henrique Meirelles começou sua trajetória no início dos anos 1970 como empreendedor ao abrir a Diagrama, uma fábrica de artefatos de concreto, com um colega de universidade. A ideia surgiu de uma análise cuidadosa do mercado de construção de casas populares, com foco na logística e na produção de concreto. Meirelles e seu sócio encontraram uma vantagem competitiva ao usar pó de pedra em vez de areia, reduzindo o custo de transporte.</p>
<p>Durante esse período, um professor da Poli-USP alertou Meirelles sobre o risco do crédito da construtora CCA, uma das maiores da região, que estava com dificuldades financeiras. Esse alerta levou Meirelles a estudar análise de crédito pela primeira vez (um desafio para um jovem universitário) e como consequência o levou a reavaliar o negócio, concluindo que a falta de controle financeiro poderia comprometer toda a operação.</p>
<p>Meirelles decidiu abandonar a Diagrama, apesar de ter vencido a concorrência, e percebeu que a <strong>análise financeira rigorosa e o controle de crédito</strong> são fundamentais para o sucesso de qualquer negócio. Mais tarde, ele retornou à Poli para concluir sua graduação e seguiu para o setor bancário, onde aplicaria esses princípios.</p>
<p><strong>Lição de empreendedorismo</strong>: A análise financeira e o controle de crédito são cruciais para o sucesso de qualquer negócio. Mesmo com um produto inovador, se a estrutura financeira não for sólida, o risco de inadimplência pode levar ao fracasso. Empreendedores devem sempre avaliar os riscos financeiros com cuidado e investir em uma base sólida de gestão financeira.</p>
<h3>Primeiro as pessoas, o lucro é consequência</h3>
<p>Na década de 80, Meirelles se destacou no Banco de Boston ao adaptar a instituição americana ao turbulento e imprevisível mercado brasileiro. Durante a hiperinflação e crises financeiras, ele implementou uma estratégia de gerenciamento de crédito, ajustando taxas de juros conforme a volatilidade econômica. Por exemplo, em vez de manter contratos de longo prazo, ele optou por CDBs de contratos de curto prazo, o que permitiu ao banco ajustar rapidamente as condições financeiras às mudanças na economia. Isso ajudou a proteger os investimentos dos clientes e manter a competitividade do banco em um mercado altamente instável.</p>
<p>Meirelles também focou na formação de equipes, acreditando que a<strong> chave do sucesso estava na preparação dos times</strong>. Ele trouxe engenheiros especializados em cálculos financeiros para melhorar as previsões e análises de crédito (apenas depois que os cursos de economia passaram a desenvolver mais a parte quantitativa com foco na matemática e métodos estatísticos), além de implementar um foco em atendimento ao cliente, o que tornou o Banco de Boston um dos mais bem avaliados no Brasil.</p>
<p>Para Meirelles, muitas vezes as empresas focam em termos vazios como “mindset de performance” e “foco no resultado” e se esquecem do primordial: Formar uma boa equipe e investir tempo na capacitação de seus funcionários. Isto feito, o lucro é questão de tempo.</p>
<p>A lição aqui é que a inovação, combinada com uma <strong>liderança forte e a formação de equipes</strong>, é essencial para superar crises econômicas e garantir o sucesso a longo prazo.</p>
<h3>Pragmatismo e independência: como Meirelles estabilizou o Brasil</h3>
<p>Em 2002, após ser convidado por Fernando Henrique Cardoso para se alinhar ao PSDB, Meirelles foi surpreendentemente indicado por Lula para assumir o cargo de presidente do Banco Central. Na época, o Brasil enfrentava uma grave crise econômica: reservas internacionais baixas, inflação acima de 12% ao ano e risco de desvalorização da moeda. Lula procurou Meirelles porque ele já tinha um plano claro para estabilizar a economia.</p>
<p>Meirelles sabia que a inflação deveria ser controlada, e em janeiro de 2003, elevou a taxa Selic para 25,5% ao ano. Ele também argumentou a necessidade de garantir a independência do Banco Central, condição essencial para implementar políticas monetárias eficazes (embora não houvesse uma lei formal garantindo a autonomia do Banco Central na época, Meirelles agia com &#8220;autonomia operacional&#8221;). O governo Lula aceitou essa proposta, o que permitiu a Meirelles tomar as medidas necessárias para controlar a inflação e restaurar a confiança do mercado.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234113" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Historico-Selic-Meirelles.jpg" alt="" width="900" height="608" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Historico-Selic-Meirelles.jpg 900w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Historico-Selic-Meirelles-480x324.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw" /></p>
<p>Acima gráfico da taxa básica de juros, durante o período que Henrique Meirelles esteve no comando do Banco Central, (2003-2010), saindo de uma taxa Selic média de 25% em 2003/04 para uma taxa Selic média de 8,5% ao final de 2010. O câmbio no fim de 2002 era de R$ 3,53 (R$ 12,80 ajustado pela inflação) e fechou em 2010 a R$ 1,70 (R$ 3,88 ajustado pela inflação).</p>
<p>Em seu livro, Meirelles afirma que quando sentou para conversar e negociar com Lula sua ida ao Banco Central, já tinha um plano em mente e sabia que não era exatamente um plano popular, mas se manteve firme atrelado a este plano porque estava seguro da importância para o país no curto e no longo prazo.</p>
<p><strong>Lição:</strong> Em momentos de crise, ter um plano claro e baseado em dados concretos é essencial. A liderança pragmática e a insistência na <strong>independência do Banco Central</strong> foram cruciais para a estabilidade econômica do Brasil.</p>
<h3>Egito e Venezuela: onde cultura e economia se (des)encontram</h3>
<p>Meirelles teve experiências significativas no Egito e na Venezuela, sendo chamado para ajudar a resolver desafios econômicos nesses países. No Egito, o modelo de subsídios aos combustíveis gerava distorções econômicas e incentivava o consumo excessivo. Meirelles sugeriu uma reavaliação dos subsídios, propondo um ajuste nos preços dos combustíveis e a criação de um &#8220;super Bolsa Família&#8221; para distribuir os recursos de forma mais equitativa. Sua proposta foi rejeitada, pois os egípcios temiam revoltas populares.</p>
<p>Na Venezuela, Meirelles encontrou uma inflação de 60% ao ano e uma taxa de juros real negativa. Ele sugeriu aumentar a taxa de juros para controlar a inflação e restaurar a confiança do mercado, mas as autoridades não acataram sua recomendação, o que resultou na continuidade e agravamento da crise.</p>
<p>Apesar das soluções não serem aceitas, Meirelles percebeu que a maior barreira não era a falta de soluções econômicas, mas sim a falta de vontade política e a resistência cultural à mudança.</p>
<p>Lição: Em muitos casos, a <strong>dinâmica política e cultural é tão importante quanto a solução econômica em si</strong>. A implementação bem-sucedida de reformas depende da capacidade de adaptar as propostas à realidade local e conquistar apoio político.</p>
<p>Se você gostou deste artigo, não deixe de conferir a obra completa <a href="https://www.amazon.com.br/Calma-sob-press%C3%A3o-comandando-Minist%C3%A9rio/dp/8542227824?crid=3V744J5P6VIIC&amp;dib=eyJ2IjoiMSJ9.mrhubTi4ox4BVlD6JjSoTtyfE3X6u05rXpVzx3GK3xs0EH78oo1FZ9rCfYIH3AK4btUzh0fRYcMZrx33_kAv5Q.BQTyeetNnY5mWPGUSjxL17bNxF3sNenke_Un1cYMKZY&amp;dib_tag=se&amp;keywords=calma+sobre+press%C3%A3o&amp;qid=1745022758&amp;sprefix=%2Caps%2C204&amp;sr=8-1&amp;linkCode=ll1&amp;tag=investabc00-20&amp;linkId=b4fa10910686b471d0334c3bf2097392&amp;language=pt_BR&amp;ref_=as_li_ss_tl">clicando aqui</a> para explorar ainda mais os detalhes de sua trajetória e as estratégias que o ajudaram a enfrentar desafios econômicos imensos.</p>
<h3>Resumo</h3>
<p><strong>O melhor caminho nem sempre é o mais óbvio</strong>: Meirelles optou por uma carreira desafiadora no Banco de Boston, onde teve uma visão global do mercado financeiro. Isso provou ser mais recompensador a longo prazo, destacando a importância de decisões baseadas em aprendizado e crescimento.</p>
<p><strong>Foco em pessoas</strong>: Durante sua atuação no Banco de Boston, Meirelles priorizou a formação de equipes altamente capacitadas. Ele sabia que um time bem treinado é a chave para o sucesso de qualquer organização, principalmente em tempos de crise.</p>
<p><strong>Análise financeira rigorosa</strong>: Desde o início de sua carreira como empreendedor, Meirelles aprendeu que a análise financeira é essencial para a saúde de qualquer negócio. Sua experiência inicial na Diagrama reforçou a importância do controle financeiro e da avaliação de crédito em qualquer operação.</p>
<p><strong>Pragmatismo e independência</strong>: Ao assumir o Banco Central, Meirelles enfrentou um cenário econômico instável e de alta inflação. Sua estratégia envolveu decisões difíceis, como a elevação da taxa Selic, e a defesa da independência do Banco Central, o que foi essencial para a estabilidade econômica do Brasil.</p>
<p><strong>Aspectos culturais nas relações humanas</strong>: Meirelles enfrentou grandes desafios ao tentar implementar soluções econômicas no Egito e na Venezuela. Sua proposta de ajustar subsídios no Egito foi rejeitada devido a receios de distúrbios sociais, e na Venezuela, a resistência política impediu a aplicação de uma política monetária mais eficaz.</p>
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		<title>As principais lições de 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jan 2024 16:49:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2023, apesar das previs&#xF5;es negativas e eventos como redu&#xE7;&#xE3;o de taxas de juros (no Brasil), crises banc&#xE1;rias (EUA) e conflitos globais, os mercados financeiros surpreenderam com retornos positivos, desafiando as expectativas. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos voltar no tempo, mais precisamente no início de 2023. Imagine que eu te falasse que os seguintes eventos aconteceriam nos próximos 12 meses:</p>
<p>• O Copom reduziria a taxa de juros 4x, caindo a 11,75% a.a.<br />
• O FED aumentaria suas taxas de juros 4x no ano, atingindo 5,5% a.a.<br />
• Em pelo menos 9 meses a inflação viria abaixo do esperado.<br />
• Previsões de especialistas sobre uma recessão global seriam generalizadas.<br />
• A Americanas seria o centro de um dos maiores escândalos financeiros do Brasil.<br />
• Três bancos de médio porte dos EUA entrariam em colapso, incluindo o terceiro maior fracasso bancário da história.<br />
• A guerra na Ucrânia continuaria sem fim à vista.<br />
• Uma nova guerra começaria em Israel, surpreendendo o mundo.</p>
<p>Se você soubesse que toda essa desgraça e tristeza estava por vir, provavelmente preveria que os investidores enfrentariam mais um ano difícil. No entanto, aqui estão os retornos totais atuais do mercado acumulados no ano (em 23/12):</p>
<p>• Ibovespa: +22% (máxima histórica)<br />
• Nasdaq: +45% (a 7% da máxima histórica)<br />
• S&amp;P 500: +24,53% (a 0,56% da máxima histórica)</p>
<p>2023 foi um ano que reforçou aquela anedota de que Deus criou os economistas para dar credibilidade aos meteorologistas. Justiça seja feita, a capacidade dos meteorologistas de fazer projeções do tempo melhoraram com satélites e softwares de análises, já os economistas&#8230; Veja a mediana do boletim Focus em janeiro de 2023 em comparação a última previsão disponível em dezembro:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233916 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Previsto-x-Realizado.jpg" alt="Previsão dos economistas em 2023 versus o realizado do ano." width="478" height="208" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Previsto-x-Realizado.jpg 478w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Previsto-x-Realizado-300x131.jpg 300w" sizes="(max-width: 478px) 100vw, 478px" /></p>
<p>Se você estudar a história do mercado, verá que essa dicotomia aparece com frequência. Os mercados dispararam quando a economia parecia fraca e as projeções pintavam o fim do mundo, e despencaram quando parecia forte.</p>
<p>Isso ocorre porque os mercados são imprevisíveis. Sempre foram. Sempre serão. E esse é um aspecto que você não pode controlar.</p>
<p>Por outro lado, a tendência inegável de longo prazo do mercado é previsível: sempre para cima.<br />
Serve como um lembrete para que você se concentre no único horizonte temporal que realmente importa: o longo prazo.</p>
<p>Isso não é fácil de fazer, especialmente em nosso mundo altamente conectado. Sempre há inúmeras razões para ser pessimista a curto prazo.</p>
<p>Mas a história mostra que é o otimista a longo prazo que sai vitorioso. Aqueles que conseguem permanecer investidos, permanecem no jogo tempo o suficiente para que a capitalização composta faça sua mágica.<br />
2023 nos mostrou mais uma vez que investir pode parecer uma tarefa difícil, mas na verdade é mais fácil do que aparenta, por mais que a mídia e o bombardeio de notícias tentem nos convencer do contrário.</p>
<p>2024 está esquentando as turbinas, e já é possível ler notícias bastante otimistas sobre a Bolsa. O mercado de ações ainda não virou a chave para o clima de euforia típico de bull markets, mas quando isso ocorrer, você vai perceber que o otimismo será perpetuado nas manchetes, dando a impressão de um cenário em que tudo vai correr em uma linha reta ascendente.</p>
<p>É nessas horas que o risco é negligenciado, as torneiras do crédito fácil se abrem, e números recordes de IPOs são alcançados. E logo vem a correção, que machuca muitos que acabam entrando na hora errada (perto do fim da festa) e pelos motivos errados. Na retração da maré são pegos nadando de short branco com bolinhas vermelhas estampadas.</p>
<p>Lembre-se: <strong>o segredo está no equilíbrio, sempre.</strong></p>
<p>Desejando a você sucesso nos investimentos em 2024.</p>
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		<title>5 Mitos sobre o mercado de ações!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 23:24:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado de a&#xE7;&#xF5;es &#xE9; um ambiente ainda distante da realidade e dia a dia da maioria da popula&#xE7;&#xE3;o e, tamb&#xE9;m por isso, &#xE9; cercado por mitos e verdades que &#xE0;s vezes confundem as pessoas, principalmente investidores de primeira viagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de ações é um ambiente ainda distante da realidade e dia a dia da maioria da população e, também por isso, é cercado por mitos e verdades que às vezes confundem as pessoas, principalmente investidores de primeira viagem.</p>
<p>Alguns acreditam que investir em ações é somente para ricos, outros pensam que é arriscado demais, e outros acreditam que só é possível investir e obter sucesso no mercado acionário com elevada quantia de recursos. Na verdade, qualquer pessoa pode investir em ações, o risco é relativo e depende de diversos fatores.</p>
<p>Neste breve ensaio desmistifico alguns pensamentos sobre o mercado acionário para que você possa tomar decisões bem fundamentadas sobre o investimento em ações.</p>
<h2>Mito 1: “investir em ações é uma aposta”</h2>
<p>Essa interpretação faz com que muitas pessoas tenham medo e receio de investir no mercado de ações.</p>
<p>Como investidor você sempre vai participar dos lucros distribuídos pela empresa e do ganho de capital que elas produzem através de suas operações. É um jogo de ganha-ganha, entre empresa, consumidores, fornecedores, investidores e clientes.</p>
<p>Por outro lado, a <strong>aposta </strong>é um jogo de <strong>“soma zero”.</strong> O jogo apenas tira dinheiro de um perdedor e o dá a um vencedor. Nenhum valor é criado, ao contrário do investimento em ações, em que a riqueza geral de uma economia aumenta com o passar do tempo.</p>
<p>Resumindo: enquanto investir significa criar riqueza de uma maneira geral, a aposta é um simples jogo de “soma zero”.</p>
<h2>Mito 2: ações sempre aumentam de valor</h2>
<p>Esse é um mito que reaparece fortemente em momentos de alta e euforia no mercado. Se bem é verdade que o preço das ações tende a se valorizar no longo prazo, é normal que no percurso as ações apresentem altos e baixos em suas cotações, podendo passar uma década se desvalorizando, caso da bolsa de Nova York entre 1969 e 1981, ou uma década de forte crescimento, como foi o caso da bolsa brasileira nos anos 2000, apenas para citar dois períodos e exemplos.</p>
<p>Via de regra, para que o preço das ações aumente de valor no longo prazo, a empresa deve possuir, além de um bom negócio, excelentes administradores capazes de oferecer bens e serviços que gerem valor `a sociedade.</p>
<p><strong>Curiosidade:</strong> O caso mais dramático e fora da curva é o da bolsa japonesa, que simplesmente saiu de 40.000 pontos, em 1989, para menos de 8.000 pontos em maio de 2003 (queda de 80% no período) e, atualmente,  encontra-se em aproximadamente 27.000 pontos&#8230;</p>
<h2>Mito 3: é preciso ser rico para investir em ações</h2>
<p>Para (começar) a investir em ações é possível e ideal começar com pouco dinheiro e aos poucos. Com o avanço da tecnologia, as informações se tornaram mais acessíveis ao público em geral.</p>
<p>Nos casos em que não é possível comprar os lotes padrões da B3 ou da NYSE, é possível que o investidor compre uma única ação, tornando perfeitamente possível o acesso a este mercado de pessoas com baixa capacidade de aporte em um primeiro momento.</p>
<p>Para a bolsa de valores, o mais importante é ter disciplina nos aportes e paciência para que os juros compostos façam sua mágica no longo prazo.</p>
<h2>Mito 4: anjos caídos voltarão</h2>
<p>Não se trata de passagem bíblica ou algo do gênero, mas sim, de uma expectativa equivocada de muitos investidores que, ao observarem uma determinada ação se desvalorizar bastante em um período de tempo, decidem pegar a “a faca” caindo, como costuma-se dizer por aí.</p>
<p>Exemplo atual é o das <a href="https://ri.americanas.io/" target="_blank" rel="noopener">Lojas Americanas</a>, que, após a fraude contábil, saiu de R$12,00 para R$2,72 em um dia, e alguns investidores desavisados correram para pegar o <em>“turnaround”</em> ou lucrar com operações de curto prazo, entretanto o <em>“turn”</em> nunca chegou e a ação caiu ainda mais, próximo a R$ 1,00 enquanto este texto era escrito.</p>
<p>Outro exemplo é o da <a href="https://ri.magazineluiza.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Magazine Luiza</a>: os papéis saíram de R$27,34, em novembro de 2020 para R$4,53 em janeiro de 2023. Quem resolveu pegar esta faca caindo, nesse período, desceu um tobogã com navalhas e caiu em uma piscina com álcool.</p>
<h2>Mito 5: “um pouco de informação é melhor que nada”</h2>
<p>Em parte, sim. Mas como o mercado de ações envolve risco, é importante que o investidor procure se informar sobre as empresas em que pretende colocar dinheiro. Se você não tiver tempo para estudar ou se aprofundar, procure um consultor para te auxiliar na tomada de decisão. O custo de investir em algo que não é totalmente compreendido supera em muito o custo de usar um consultor de investimentos. Outra opção é adquirir ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos de investimento) indexados com gestão passiva e baixo custo, garantindo, desta maneira, um retorno muito próximo do mercado, diversificação eficaz e risco ajustado.</p>
<h2>Resumo / Principais conclusões</h2>
<ul>
<li>Investir não é o mesmo que jogar porque o investimento aumenta a riqueza geral de uma economia, enquanto o jogo apenas tira dinheiro de um perdedor e o dá a um vencedor.</li>
<li>O preço de uma ação sofre altos e baixos, mas tende a continuar subindo no longo prazo se a empresa for administrada por excelentes gestores e fornecer produtos e serviços considerados valiosos pela sociedade.</li>
<li>O mercado de ações não é apenas para ricos. Com os dados e as ferramentas de pesquisa disponíveis online, o mercado de ações está mais acessível ao público do que nunca. A possibilidade de comprar/vender em lotes fracionários permitiu acesso àqueles com menos recursos disponíveis para investir.</li>
<li>Comprar uma ação simplesmente porque seu preço caiu é uma boa estratégia de destruição de patrimônio; em vez disso, concentre-se em comprar empresas saudáveis e com bons fundamentos econômicos.</li>
<li>Ter um pouco de conhecimento ajuda, mas não é o suficiente para investir. Investidores bem-sucedidos estudam seus investimentos ou usam os serviços de um consultor confiável, ou ainda simplificam utilizando estratégias indexadas de gestão passiva e baixo custo (ex: ETFs)</li>
</ul>
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