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	<title>Arquivos empresas pagadoras de dividendos &#187; Invest ABC</title>
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	<description>Blog especializado em conteúdo financeiro na web, notícias de mercado, estratégias de investimento e insights.</description>
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	<title>Arquivos empresas pagadoras de dividendos &#187; Invest ABC</title>
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		<title>Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 13:26:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A hist&#xF3;ria de Anne Scheiber &#xE9; um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto &#xE9; construir riqueza.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/anne-scheiber-uma-vida-comum-uma-fortuna-extraordinaria/">Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucas histórias no mundo dos investimentos são tão surpreendentes quanto a de Anne Scheiber. Não porque ela tenha sido uma investidora genial de Wall Street, nem porque tenha criado uma fórmula secreta para bater o mercado. Pelo contrário. Anne foi, durante quase toda a sua vida, uma mulher solitária, com um salário modesto, sem família próxima, vivendo em um pequeno apartamento alugado em Nova York. Ainda assim, ao morrer em 1995, deixou para trás uma fortuna de cerca de <strong>US$ 22 milhões, o equivalente a algo próximo de US$ 45 milhões em valores atuais.</strong></p>
<p>O mais intrigante é que esse patrimônio não veio de heranças, sorteios, apostas ousadas ou grandes cargos executivos. Veio de algo muito mais simples, e ao mesmo tempo muito mais difícil de executar: décadas de <strong>paciência, disciplina e reinvestimento contínuo.</strong></p>
<p>A história de Anne Scheiber é um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto é construir riqueza.</p>
<h3 class="host-lopnbnfpjmgpbppclhclehhgafnifija" style="position: relative; z-index: 2147483647;"><strong>Quem foi Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Anne nasceu em 1893, filha de imigrantes judeus na cidade de Nova York. Sua vida adulta foi marcada por trabalho duro, independência e também por frustrações. Formada em Direito, ela entrou para o Internal Revenue Service (IRS), o órgão que fiscaliza impostos nos Estados Unidos. Tornou-se uma das poucas mulheres auditoras de sua época, em um ambiente dominado por homens.</p>
<p>Apesar de sua competência, Anne enfrentou um teto invisível. Nunca foi promovida além de certo nível. Ela acreditava que sua estagnação profissional estava ligada à discriminação por ser mulher e judia. Em 1944, aos 51 anos, aposentou-se antecipadamente, frustrada com o sistema, e com uma pensão anual modesta, em torno de US$ 3.150.</p>
<p>Foi nesse momento, longe dos holofotes e fora do mercado de trabalho, que começou a verdadeira jornada financeira de Anne Scheiber.</p>
<h3><strong>Uma filosofia simples e disciplinada de investimento</strong></h3>
<p>Ao se aposentar, Anne tinha cerca de <strong>US$ 5.000 economizados</strong>, algo próximo de US$ 90 mil em valores atuais. Não era uma soma desprezível, mas estava longe de representar independência financeira plena. Ainda assim, ela tomou uma decisão fundamental: <strong>investir esse dinheiro em ações de empresas que conhecia, acompanhava e respeitava.</strong></p>
<p>Trabalhar no IRS havia lhe dado uma visão privilegiada. Anne via, todos os dias, as declarações de imposto dos mais ricos dos Estados Unidos. Ela observava um padrão claro: grande parte dessas pessoas não vivia de salários, mas de participações em empresas. Recebiam dividendos, lucros, juros e ganhos de capital. Sem copiar carteiras ou fazer apostas mirabolantes, ela simplesmente absorveu essa lógica.</p>
<p>Seu foco passou a ser empresas sólidas, líderes em seus setores, com histórico de lucros e pagamento de dividendos. Entre seus investimentos estavam nomes como <strong>Coca-Cola, PepsiCo, Pfizer, Schering-Plough e outras gigantes americanas</strong>. Não eram empresas “da moda”. Eram negócios previsíveis, com marcas fortes e geração de caixa recorrente.</p>
<p>O mais importante: Anne <strong>reinvestia tudo o que recebia</strong>. Cada dividendo, cada sobra de caixa, era convertido em mais ações. Com isso, seu portfólio crescia não apenas porque as empresas se valorizavam, mas porque ela possuía cada vez mais participação nelas.</p>
<p>Se fôssemos desenhar um gráfico do patrimônio de Anne ao longo do tempo, veríamos uma curva relativamente modesta nas primeiras décadas e uma aceleração impressionante nos últimos anos de sua vida. É o efeito clássico dos juros compostos: lento no início, quase imperceptível, mas avassalador quando o tempo começa a trabalhar a seu favor.</p>
<p>Para tornar isso mais concreto, vale observar parte do portfólio que Anne Scheiber possuía próximo ao fim de sua vida. As posições abaixo mostram empresas grandes, consolidadas, pagadoras de dividendos e presentes no cotidiano das pessoas, exatamente o tipo de negócio que ela preferia manter por décadas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-234218 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg" alt="" width="1536" height="1024" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg 1536w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-1280x853.jpg 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-980x653.jpg 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-480x320.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1536px, 100vw" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Não há empresas exóticas, não há apostas concentradas em tecnologias incipientes, nem movimentos de curto prazo. O que existe é um conjunto de negócios previsíveis, com histórico de geração de caixa, mantidos por muito tempo.</p>
<p>Entre 1944 e 1995, por mais de 50 anos, ela praticamente não vendeu ativos, deixando que o crescimento das empresas e o reinvestimento dos dividendos fizessem o trabalho pesado.</p>
<h3><strong>O lado humano e psicológico</strong></h3>
<p>Talvez a parte mais fascinante da história de Anne Scheiber não esteja nos números, mas em seu comportamento.</p>
<p>Apesar de milionária, ela continuou vivendo de forma extremamente simples. Morava no mesmo apartamento alugado, usava roupas gastas, aquecia a comida no fogão para economizar eletricidade e evitava qualquer tipo de luxo. Muitos de seus vizinhos sequer imaginavam que estavam ao lado de uma das maiores fortunas silenciosas de Nova York.</p>
<p>Parte disso vinha de sua personalidade reservada. Parte vinha, provavelmente, de experiências de escassez, discriminação e insegurança ao longo da vida. Anne nunca confiou totalmente no mundo. E, por isso, confiava ainda mais no seu próprio método: <strong>não gastar o que não precisava e não mexer no que estava funcionando.</strong></p>
<p>Do ponto de vista da psicologia financeira, ela era quase o oposto do investidor moderno. Não buscava emoção, não tentava prever crises, não reagia a manchetes. Sua força estava em algo raro: a capacidade de <strong>não fazer nada</strong> quando tudo ao redor parecia exigir ação.</p>
<h3><strong>As lições de Anne Scheiber</strong></h3>
<p><strong>1. Invista no que você entende e acompanha de perto.</strong><br />
Anne não diversificava em dezenas de países ou setores exóticos. Ela investia em empresas que conhecia, cujos produtos estavam no dia a dia das pessoas e cujos resultados eram relativamente previsíveis. Isso tornava muito mais fácil manter posições por décadas, <strong>sem ansiedade e sem a necessidade de ficar caçando o investimento da moda.</strong></p>
<p><strong>2. Reinvista sempre que puder.</strong><br />
Boa parte de sua fortuna veio do hábito de reaplicar tudo o que recebia, especialmente os dividendos, mas também qualquer sobra de caixa. Não era renda para gastar; era capital para ampliar sua própria máquina de geração de riqueza.</p>
<p><strong>3. O tempo é o maior fator no crescimento do patrimônio.</strong><br />
Anne investiu por mais de meio século. Mesmo que suas taxas de retorno não fossem extraordinárias, o tempo trabalhou de forma implacável a seu favor. Em termos matemáticos, poucos fatores pesam tanto no resultado final quanto o<strong> número de anos em que o capital permanece investido</strong>. Assim como Ronald Read, ela só se tornou “famosa” depois de morta, justamente porque o efeito do tempo só revelou toda a sua força no fim da jornada.</p>
<p><strong>4. O comportamento supera o conhecimento técnico.</strong><br />
Ela não usava modelos complexos. Seu diferencial foi não vender no medo, não correr atrás de modismos e não confundir barulho de mercado com informação relevante.</p>
<p><strong>5. A regularidade constrói mais do que a genialidade.</strong><br />
Anne investia de forma regular, sempre que tinha recursos disponíveis, mesmo sem grandes aportes. Ao longo de décadas, essa disciplina silenciosa produziu um resultado que poucos investidores considerados “brilhantes” conseguem replicar.</p>
<h3><strong>O legado de Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Quando Anne Scheiber morreu, em 1995, deixou praticamente toda a sua fortuna para a <strong>Yeshiva University</strong>, uma instituição de ensino judaica. O dinheiro foi destinado a bolsas de estudo, em um último gesto de alguém que viveu de forma discreta, mas construiu um impacto duradouro.</p>
<p>Sua história desafia uma das maiores ilusões do mundo financeiro: a de que enriquecer exige genialidade, velocidade ou coragem para grandes riscos. Às vezes, o que realmente faz a diferença é algo muito menos glamouroso: <strong>disciplina, paciência e tempo</strong>.</p>
<p>Anne Scheiber não tentou vencer o mercado. Não tentou ser mais inteligente do que ninguém. Não tentou provar nada para ninguém, <strong>ela jogou o seu próprio jogo,</strong> permanecendo tempo suficiente para que o mercado trabalhasse a seu favor.</p>
<p>Construir riqueza, na maior parte das vezes, não exige brilhantismo. Exige comportamento. E você, como está a sua estruturação financeira hoje?</p>
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<p><em><strong>(Todas as ações e ativos mencionados neste artigo têm caráter exclusivamente educacional. Este conteúdo não constitui, direta ou indiretamente, recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos.)</strong></em></p>
</div>
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		<title>O Itaú entrega, mas a ação reflete?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2025 23:36:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O setor banc&#xE1;rio &#xE9; um reflexo do cen&#xE1;rio macroecon&#xF4;mico, e o Ita&#xFA;, como l&#xED;der do mercado, navega com maestria nesse ambiente.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú encerrou 2024 com chave de ouro, superando todas as metas do guidance com folga. O banco entregou mais um trimestre forte, com crescimento robusto na carteira de crédito, expansão da margem financeira e controle absoluto da inadimplência. Além disso, anunciou R$ 15 bilhões em dividendos e R$ 3 bilhões em recompra de ações, reforçando seu compromisso com os acionistas. Vamos aos números!</p>
<p>A margem financeira totalizou R$ 29,3 bilhões, um crescimento de 8,3% em relação ao ano passado. A maior parte veio da margem com clientes, que avançou no mesmo ritmo, refletindo dois fatores: expansão da carteira de crédito e melhora no spread bancário. Para se ter uma ideia da diferença no perfil de risco, o spread do Itaú foi de 8,6%, bem abaixo dos 10,5% do Santander, um reflexo do mix de produtos mais equilibrado do banco.</p>
<p>A receita de serviços trouxe números mistos. Enquanto gestão de recursos (+18%) e assessoria econômica (+7%) registraram avanços expressivos, a linha de cartões recuou 1,7% e os serviços de conta corrente caíram 4,5%. Esse último movimento já era esperado, pois faz parte da estratégia do Itaú de reduzir taxas para ganhar com produtos agregados. O destaque positivo ficou com a Itaú Asset, que se consolidou como a gestora que mais captou recursos no Brasil em 2024.<br />
Se a carteira de crédito já vinha crescendo forte, no 4T24 o avanço foi ainda mais impressionante. O saldo total chegou a R$ 1,35 trilhão, um aumento de 15,5% no ano, crecimento que representa quase metade da carteira do Santander e mais do que o dobro da do Nubank. O crescimento foi mais acentuado na linha PJ (+17%), enquanto a PF subiu 7%.</p>
<p>A inadimplência, que já estava em um patamar satisfatório, caiu ainda mais. O índice acima de 90 dias fechou o trimestre em 2,4%, abaixo dos 2,8% do 4T23 e 2,6% do 3T24. Melhor ainda: a inadimplência entre 15 e 90 dias atingiu 2,0%, mínima histórica, indicando que os calotes acima de 90 dias devem continuar caindo nos próximos meses. O Itaú credita essa melhoria ao uso de inteligência artificial para avaliação de risco de crédito, reforçando seu pioneirismo em tecnologia bancária.</p>
<p>Com todos esses fatores, o banco bateu mais um recorde e registrou um lucro líquido de R$ 10,9 bilhões no 4T24, alta de 16% em relação ao 4T23, e um lucro líquido anual de R$ 41 bilhões, um salto de 18,2% versus 2023. Esse foi o maior lucro trimestral já registrado por um banco brasileiro, o equivalente a R$ 121 milhões de lucro por dia.</p>
<h3>Cenário macroeconômico e o Itaú</h3>
<p>O setor bancário é um reflexo do cenário macroeconômico, e o Itaú, como líder do mercado, navega com maestria nesse ambiente. Apesar da Selic elevada e do crescimento econômico ainda incerto, o banco tem conseguido expandir sua carteira de crédito com segurança, mantendo inadimplência sob controle e entregando lucros recordes.</p>
<p>Diferente de bancos em reestruturação, que podem enfrentar desafios para sustentar margens financeiras, o Itaú se beneficia de sua gestão eficiente, com um portfólio bem equilibrado entre crédito, serviços e gestão de investimentos, garantindo solidez mesmo em períodos desafiadores.</p>
<h3>Ações baratas? O Itaú parece ter a resposta&#8230;</h3>
<p>O mercado muitas vezes ignora o óbvio. O lucro do Itaú é 1,5x maior do que em 2019, os dividendos mais do que dobraram (+117%) e, ainda assim, o banco negocia a um P/L de 6,94x (ITUB3), bem abaixo da média histórica de 10,42x, conforme gráfico abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234103" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau.png" alt="" width="868" height="569" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau.png 868w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau-480x315.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 868px, 100vw" /></p>
<p>Para reforçar a mensagem, a empresa anunciou a recompra de 200 milhões de ações (~R$ 3 bilhões), sendo a maior parte para cancelamento, aumentando a fatia dos acionistas nos lucros e dividendos, e uma parte menor para remuneração do staff, aproveitando os preços descontados para alinhar incentivos de longo prazo.</p>
<p>Se até o próprio Itaú enxerga valor em recomprar suas ações, pode ser um bom momento para o investidor refletir sobre o que o mercado está precificando.</p>
<p>Caso você não entenda o poder deste tipo de programa, sugiro ler o meu artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/recompra-de-acoes-como-isso-pode-te-enriquecer/">recompra de ações</a> e também o artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/dividendos-mitos-fatos-e-o-poder-dos-juros-compostos/">dividendos</a> para entender o impacto da recompra no <em>yield on cost</em>.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Lucro recorde, guidance superado e inadimplência em queda. O Itaú segue consolidando sua posição como o banco mais previsível e eficiente do mercado. Ao mesmo tempo em que os fundamentos demonstram que suas ações estão baratas, será que você, pequeno investidor, tem a mesma percepção?</p>
<p><strong><em><span style="font-size: 8pt;">(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></em></strong></p>
<p><em>Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no Instagram e Threads (@investabc_) e faça parte da nossa comunidade <a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn">clicando aqui</a>.</em></p>
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		<title>Dividendos: Mitos, fatos e o poder dos juros compostos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2024 21:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> s&#227;o uma estrat&#233;gia de investimento com uma longa hist&#243;ria e efic&#225;cia comprovada. No entanto, eles ainda geram controv&#233;rsias e s&#227;o subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa vis&#227;o e acreditam, erroneamente, que <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> n&#227;o t&#234;m <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Valor&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;No mercado financeiro, o valor &#233; a medida do pre&#231;o de um ativo ou empresa e &#233; utilizado como uma refer&#234;ncia para avaliar o retorno esperado de um investimento. Valor est&#225; associado a uma mir&#237;ade de conceitos, incluindo valor para o acionista, valor de uma empresa, valor justo e valor de mercado. A avalia&#231;&#227;o do valor de um ativo ou empresa &#233; uma parte importante da an&#225;lise de investimentos e &#233; utilizada para tomar decis&#245;es de compra ou venda.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/valor/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>valor</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong>Introdução:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos são uma estratégia de investimento com uma longa história e eficácia comprovada. No entanto, eles ainda geram controvérsias e são subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa visão e acreditam, erroneamente, que dividendos não têm valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, exploro mitos e fatos que destacam a importância dos dividendos como uma fonte de renda e indicativo da saúde financeira das empresas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividend yield elevado é sempre bom</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Um equívoco comum sobre ações que pagam dividendos é que uma ação com alto <strong><em>dividend yield</em></strong> é sempre um bom investimento. Muitos investidores escolhem ações com os maiores dividendos, mas isso pode ser arriscado e, em muitos casos, revelar-se um péssimo investimento ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que o investidor entenda por que uma empresa tem um dividend yield elevado e se ela pode sustentá-lo sem comprometer suas finanças. Um exemplo é a Taesa, queridinha de muitos investidores. Os proventos distribuídos pela empresa nos últimos anos incluíram eventos <strong>não recorrentes</strong>, o que torna essencial avaliar sua geração de caixa futura para entender sua real capacidade de continuar pagando os atuais patamares de dividendos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividendos saem de um bolso e entram no outro&#8230;</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos envolvem muito mais do que apenas a transferência de dinheiro do caixa da empresa para o bolso do acionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma empresa paga dividendos, o valor distribuído é de fato retirado do preço da ação. No entanto, a importância dos dividendos vai além do pagamento em si. Investidores que menosprezam os dividendos ainda não entenderam seu valor. A longo prazo, os dividendos refletem a capacidade da empresa em gerar valor contínuo para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se uma empresa paga dividendos, é porque gerou dinheiro excedente em suas operações já levando em consideração o reinvestimento no negócio. Isso naturalmente pode levar o investidor a questionar se não é melhor a empresa reinvestir toda a grana de volta no negócio ao invés de distribuir. Na realidade nem sempre isso é verdade, e a empresa pode optar por distribuir proventos se entender que o retorno gerado ao acionista é mais vantajoso do que reinvestir em determinado projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para facilitar o entendimento observe o gráfico abaixo sobre o desempenho das ações de Taesa desde 2007:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233963 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg" alt="" width="624" height="280" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa-480x215.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Bloomberg</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na linha vermelha temos a evolução do preço da ação sem dividendos e na linha verde o retorno com dividendos. Note que no início não há tanta diferença. Mas a medida que o tempo passa e o efeito bola de neve dos juros compostos começam a surtir, abre uma grande diferença entre a rentabilidade com e sem reinvestimento dos dividendos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar este bloco e não exaurir com muitos exemplos, veja o gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233961 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg" alt="" width="624" height="292" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV-480x225.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Geraldo Burigo, Economática</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em azul temos o IDIV que é um índice criado em 2005 de empresas boas pagadoras de dividendos. Em vermelho temos o IBRx que é o índice das 100 ações mais negociadas e líquidas da bolsa, e em verde temos o IBOV que é o índice mais popular do nosso mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde sua criação em 2005, o IDIV acumulou um retorno de 707%, enquanto o IBRX apresentou 367% e o IBOV 254%. A diferença é clara: o índice focado em dividendos superou amplamente o principal índice da bolsa brasileira, com quase três vezes mais retorno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidades:</strong> (i) o IDIV apresentou maior consistência e retorno médio anual (14,25%) em comparação com o IBRX (10,72%) e o IBOV (9,23%). Apesar de ter performado abaixo dos outros índices em momentos de crise, como em 2015, ele se destacou com uma forte recuperação em 2016, quase dobrando o valor investido em 12 meses, e (ii) O IDIV superou o CDI com folga, tendo o CDI performado 410% bruto no período.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Ações de dividendos são sempre seguras</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Empresas que pagam dividendos elevados de forma consistente são frequentemente consideradas investimentos seguros, geralmente representando companhias consolidadas e de grande valor, como Itaú, BB Seguridade e Vivo, que são amplamente vistas como exemplos de estabilidade no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o pagamento de dividendos não garante um investimento seguro. A administração pode usar os dividendos para acalmar investidores frustrados quando as ações não estão subindo. Para evitar este tipo de armadilha, é crucial compreender como a administração utiliza os dividendos em sua estratégia corporativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividendos usados como prêmio de consolação pela falta de crescimento são quase sempre uma má ideia. Em 2008, o <em><strong>dividend yield</strong> </em>de muitas ações foram artificialmente elevados devido à queda dos preços das ações. À medida que a crise financeira se aprofundou e os lucros despencaram, muitos programas de dividendos foram cortados, causando quedas nas ações, especialmente entre os bancos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O poder dos dividendos e os juros compostos:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos desempenharam um papel significativo nos retornos que os investidores receberam durante as últimas décadas. Voltando a 1960, 85% do retorno total acumulado do Índice S&amp;P 500 (bolsa de Nova York) pode ser atribuído aos dividendos reinvestidos e ao poder dos juros compostos, como ilustrado na figura abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233962 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg" alt="" width="483" height="296" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg 483w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500-480x294.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 483px, 100vw" />O gráfico mostra um investimento no S&amp;P 500 de US$ 10.000 em 1960, com a linha cinza indicando o resultado sem reinvestimento de dividendos e a linha azul mostrando o resultado com reinvestimento. O retorno com reinvestimentos é 6,42 vezes maior do que o investimento sem dividendos ao longo do período. O poder dos juros compostos neste caso é simplesmente impressionante.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Yield on cost</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">O yield on cost (YOC) é uma métrica que calcula o retorno sobre dividendos com base no valor originalmente pago por uma ação. Por exemplo, se um investidor comprou uma ação há cinco anos por R$ 20 e seu dividendo atual é de R$ 1,50 por ação, então o YOC para essa ação é de 7,5%.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma medida frequentemente negligenciada pelos investidores que tendem a se apegar ao dividend yield atual. Abaixo um exmplo com a WEG que ajuda a compreender melhor a importância do yield on cost. Vamos supor que você tenha comprado R$ 10.000,00 ao preço de R$ 8,30 o papel da empresa no último pregão de 2018. Isso equivale a aproximadamente 1.205 ações.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233964 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg" alt="" width="432" height="134" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg 432w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 432px) 100vw, 432px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Observando o recorte de 2019 a 2023, fica claro que o dividend yield da Weg é baixo, especialmente para os padrões nacionais. Entretanto, devido ao crescimento de 334% do lucro no período e do crescimento de proventos por ação de 81%, o retorno com dividendos sobre o valor pago (YOC) é de 5,3% (ajustado pela inflação), versus um yield corrente de 1,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto importante a ser destacado é que o investidor pode deixar passar boas oportunidades pelo simples fato de se prender ao dividend yield, deixando passar oportunidades de empresas que estão constantemente crescendo seus lucros e repartindo proventos cada vez maiores com os seus acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são raros os casos de investidores de longo prazo que possuem “Yields On Cost” de mais de 100% sobre o preço pago por algumas de suas ações, como é o caso de Buffet com inúmeros papéis que ele possui em carteira há décadas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O que são dividendos e o que eles sinalizam:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se: os dividendos são uma parte do lucro distribuído pela empresa aos acionistas, representando uma remuneração direcionada aos investidores. Além disso, os dividendos sinalizam diversos aspectos cruciais sobre a empresa, tais como:</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Rentabilidade:</strong> Os dividendos expressam a rentabilidade da companhia, sendo um indicativo claro de que suas operações são lucrativas e capazes de gerar retornos para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Confiança:</strong> O pagamento recorrente de dividendos demonstra a confiança da empresa em sua capacidade de gerar fluxo de caixa futuro e manter uma política financeira estável.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Estabilidade:</strong> Empresas que pagam dividendos consistentemente ao longo do tempo são consideradas mais estáveis financeiramente, pois demonstram uma gestão cautelosa e resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Comprometimento:</strong> O pagamento regular de dividendos estabelece um compromisso da empresa com seus acionistas, reconhecendo sua importância para o sucesso da companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">O rendimento dos dividendos oferece um retorno em dinheiro a curto prazo, enquanto o investidor espera que o mercado perceba o potencial de crescimento da empresa. É uma forma mais segura de obter ganhos do que depender exclusivamente do aumento futuro dos lucros, que pode ser incerto. Além disso, dividendos quase nunca são cortados, e empresas sólidas têm boas chances de aumentar seus lucros com o tempo.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Concluindo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Investir em empresas que pagam dividendos é uma estratégia sólida e comprovada, utilizada por grandes investidores ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores comprovam a eficácia de uma estratégia focada em dividendos. Esses investidores construíram suas fortunas com uma abordagem <strong>simples</strong> e <strong>disciplinada</strong>, mantendo o foco em empresas com modelos de negócios simples, compreesíveis e resilientes aliados a capacidade de gerar fluxo de caixa consistente. Eles entendem que o <strong>tempo</strong> e os <strong>juros compostos</strong> trabalham a favor de quem investe em boas empresas pagadoras de dividendos, garantindo retornos crescentes ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, investir em dividendos é uma estratégia simples, que exige paciência e visão de longo prazo, mas que pode gerar resultados extraordinários, especialmente quando combinado com o poder dos juros compostos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividend Yield elevado nem sempre é vantajoso</strong>: Um alto dividend yield pode parecer atrativo, mas é essencial entender sua sustentabilidade a longo prazo, evitando armadilhas de empresas com resultados não recorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos representam mais que pagamentos:</strong> Eles sinalizam a capacidade da empresa de gerar valor contínuo para os acionistas, refletindo tanto a saúde financeira quanto a estratégia de alocação de capital.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>O poder dos juros compostos</strong>: Reinvestir dividendos ao longo do tempo pode gerar retornos exponenciais, superando os ganhos obtidos sem reinvestimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Yield on cost:</strong> Investidores que focam apenas no dividend yield atual podem perder boas oportunidades; o YOC revela o impacto do tempo e do crescimento dos dividendos no retorno real.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos não garantem segurança</strong>: Empresas podem usar dividendos para acalmar acionistas em vez de focar no crescimento sustentável, tornando fundamental a análise da estratégia de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Grandes investidores comprovam a eficácia</strong>: Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores acumularam fortunas investindo em empresas pagadoras de dividendos, utilizando uma abordagem disciplinada e de longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 8pt;">(Todas as empresas mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></strong></em></p>
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