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	<title>Arquivos estratégia de longo prazo. &#187; Invest ABC</title>
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	<description>Blog especializado em conteúdo financeiro na web, notícias de mercado, estratégias de investimento e insights.</description>
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	<title>Arquivos estratégia de longo prazo. &#187; Invest ABC</title>
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		<title>Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 13:26:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A hist&#xF3;ria de Anne Scheiber &#xE9; um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto &#xE9; construir riqueza.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/anne-scheiber-uma-vida-comum-uma-fortuna-extraordinaria/">Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucas histórias no mundo dos investimentos são tão surpreendentes quanto a de Anne Scheiber. Não porque ela tenha sido uma investidora genial de Wall Street, nem porque tenha criado uma fórmula secreta para bater o mercado. Pelo contrário. Anne foi, durante quase toda a sua vida, uma mulher solitária, com um salário modesto, sem família próxima, vivendo em um pequeno apartamento alugado em Nova York. Ainda assim, ao morrer em 1995, deixou para trás uma fortuna de cerca de <strong>US$ 22 milhões, o equivalente a algo próximo de US$ 45 milhões em valores atuais.</strong></p>
<p>O mais intrigante é que esse patrimônio não veio de heranças, sorteios, apostas ousadas ou grandes cargos executivos. Veio de algo muito mais simples, e ao mesmo tempo muito mais difícil de executar: décadas de <strong>paciência, disciplina e reinvestimento contínuo.</strong></p>
<p>A história de Anne Scheiber é um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto é construir riqueza.</p>
<h3 class="host-lopnbnfpjmgpbppclhclehhgafnifija" style="position: relative; z-index: 2147483647;"><strong>Quem foi Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Anne nasceu em 1893, filha de imigrantes judeus na cidade de Nova York. Sua vida adulta foi marcada por trabalho duro, independência e também por frustrações. Formada em Direito, ela entrou para o Internal Revenue Service (IRS), o órgão que fiscaliza impostos nos Estados Unidos. Tornou-se uma das poucas mulheres auditoras de sua época, em um ambiente dominado por homens.</p>
<p>Apesar de sua competência, Anne enfrentou um teto invisível. Nunca foi promovida além de certo nível. Ela acreditava que sua estagnação profissional estava ligada à discriminação por ser mulher e judia. Em 1944, aos 51 anos, aposentou-se antecipadamente, frustrada com o sistema, e com uma pensão anual modesta, em torno de US$ 3.150.</p>
<p>Foi nesse momento, longe dos holofotes e fora do mercado de trabalho, que começou a verdadeira jornada financeira de Anne Scheiber.</p>
<h3><strong>Uma filosofia simples e disciplinada de investimento</strong></h3>
<p>Ao se aposentar, Anne tinha cerca de <strong>US$ 5.000 economizados</strong>, algo próximo de US$ 90 mil em valores atuais. Não era uma soma desprezível, mas estava longe de representar independência financeira plena. Ainda assim, ela tomou uma decisão fundamental: <strong>investir esse dinheiro em ações de empresas que conhecia, acompanhava e respeitava.</strong></p>
<p>Trabalhar no IRS havia lhe dado uma visão privilegiada. Anne via, todos os dias, as declarações de imposto dos mais ricos dos Estados Unidos. Ela observava um padrão claro: grande parte dessas pessoas não vivia de salários, mas de participações em empresas. Recebiam dividendos, lucros, juros e ganhos de capital. Sem copiar carteiras ou fazer apostas mirabolantes, ela simplesmente absorveu essa lógica.</p>
<p>Seu foco passou a ser empresas sólidas, líderes em seus setores, com histórico de lucros e pagamento de dividendos. Entre seus investimentos estavam nomes como <strong>Coca-Cola, PepsiCo, Pfizer, Schering-Plough e outras gigantes americanas</strong>. Não eram empresas “da moda”. Eram negócios previsíveis, com marcas fortes e geração de caixa recorrente.</p>
<p>O mais importante: Anne <strong>reinvestia tudo o que recebia</strong>. Cada dividendo, cada sobra de caixa, era convertido em mais ações. Com isso, seu portfólio crescia não apenas porque as empresas se valorizavam, mas porque ela possuía cada vez mais participação nelas.</p>
<p>Se fôssemos desenhar um gráfico do patrimônio de Anne ao longo do tempo, veríamos uma curva relativamente modesta nas primeiras décadas e uma aceleração impressionante nos últimos anos de sua vida. É o efeito clássico dos juros compostos: lento no início, quase imperceptível, mas avassalador quando o tempo começa a trabalhar a seu favor.</p>
<p>Para tornar isso mais concreto, vale observar parte do portfólio que Anne Scheiber possuía próximo ao fim de sua vida. As posições abaixo mostram empresas grandes, consolidadas, pagadoras de dividendos e presentes no cotidiano das pessoas, exatamente o tipo de negócio que ela preferia manter por décadas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-234218 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg" alt="" width="1536" height="1024" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg 1536w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-1280x853.jpg 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-980x653.jpg 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-480x320.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1536px, 100vw" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Não há empresas exóticas, não há apostas concentradas em tecnologias incipientes, nem movimentos de curto prazo. O que existe é um conjunto de negócios previsíveis, com histórico de geração de caixa, mantidos por muito tempo.</p>
<p>Entre 1944 e 1995, por mais de 50 anos, ela praticamente não vendeu ativos, deixando que o crescimento das empresas e o reinvestimento dos dividendos fizessem o trabalho pesado.</p>
<h3><strong>O lado humano e psicológico</strong></h3>
<p>Talvez a parte mais fascinante da história de Anne Scheiber não esteja nos números, mas em seu comportamento.</p>
<p>Apesar de milionária, ela continuou vivendo de forma extremamente simples. Morava no mesmo apartamento alugado, usava roupas gastas, aquecia a comida no fogão para economizar eletricidade e evitava qualquer tipo de luxo. Muitos de seus vizinhos sequer imaginavam que estavam ao lado de uma das maiores fortunas silenciosas de Nova York.</p>
<p>Parte disso vinha de sua personalidade reservada. Parte vinha, provavelmente, de experiências de escassez, discriminação e insegurança ao longo da vida. Anne nunca confiou totalmente no mundo. E, por isso, confiava ainda mais no seu próprio método: <strong>não gastar o que não precisava e não mexer no que estava funcionando.</strong></p>
<p>Do ponto de vista da psicologia financeira, ela era quase o oposto do investidor moderno. Não buscava emoção, não tentava prever crises, não reagia a manchetes. Sua força estava em algo raro: a capacidade de <strong>não fazer nada</strong> quando tudo ao redor parecia exigir ação.</p>
<h3><strong>As lições de Anne Scheiber</strong></h3>
<p><strong>1. Invista no que você entende e acompanha de perto.</strong><br />
Anne não diversificava em dezenas de países ou setores exóticos. Ela investia em empresas que conhecia, cujos produtos estavam no dia a dia das pessoas e cujos resultados eram relativamente previsíveis. Isso tornava muito mais fácil manter posições por décadas, <strong>sem ansiedade e sem a necessidade de ficar caçando o investimento da moda.</strong></p>
<p><strong>2. Reinvista sempre que puder.</strong><br />
Boa parte de sua fortuna veio do hábito de reaplicar tudo o que recebia, especialmente os dividendos, mas também qualquer sobra de caixa. Não era renda para gastar; era capital para ampliar sua própria máquina de geração de riqueza.</p>
<p><strong>3. O tempo é o maior fator no crescimento do patrimônio.</strong><br />
Anne investiu por mais de meio século. Mesmo que suas taxas de retorno não fossem extraordinárias, o tempo trabalhou de forma implacável a seu favor. Em termos matemáticos, poucos fatores pesam tanto no resultado final quanto o<strong> número de anos em que o capital permanece investido</strong>. Assim como Ronald Read, ela só se tornou “famosa” depois de morta, justamente porque o efeito do tempo só revelou toda a sua força no fim da jornada.</p>
<p><strong>4. O comportamento supera o conhecimento técnico.</strong><br />
Ela não usava modelos complexos. Seu diferencial foi não vender no medo, não correr atrás de modismos e não confundir barulho de mercado com informação relevante.</p>
<p><strong>5. A regularidade constrói mais do que a genialidade.</strong><br />
Anne investia de forma regular, sempre que tinha recursos disponíveis, mesmo sem grandes aportes. Ao longo de décadas, essa disciplina silenciosa produziu um resultado que poucos investidores considerados “brilhantes” conseguem replicar.</p>
<h3><strong>O legado de Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Quando Anne Scheiber morreu, em 1995, deixou praticamente toda a sua fortuna para a <strong>Yeshiva University</strong>, uma instituição de ensino judaica. O dinheiro foi destinado a bolsas de estudo, em um último gesto de alguém que viveu de forma discreta, mas construiu um impacto duradouro.</p>
<p>Sua história desafia uma das maiores ilusões do mundo financeiro: a de que enriquecer exige genialidade, velocidade ou coragem para grandes riscos. Às vezes, o que realmente faz a diferença é algo muito menos glamouroso: <strong>disciplina, paciência e tempo</strong>.</p>
<p>Anne Scheiber não tentou vencer o mercado. Não tentou ser mais inteligente do que ninguém. Não tentou provar nada para ninguém, <strong>ela jogou o seu próprio jogo,</strong> permanecendo tempo suficiente para que o mercado trabalhasse a seu favor.</p>
<p>Construir riqueza, na maior parte das vezes, não exige brilhantismo. Exige comportamento. E você, como está a sua estruturação financeira hoje?</p>
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<p><em><strong>(Todas as ações e ativos mencionados neste artigo têm caráter exclusivamente educacional. Este conteúdo não constitui, direta ou indiretamente, recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos.)</strong></em></p>
</div>
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		<title>Bradesco: Evolução em perspectiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 21:48:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Bradesco se encontra em uma fase decisiva de transforma&#xE7;&#xE3;o, adotando um plano de turnaround para reformular suas opera&#xE7;&#xF5;es. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de um ano atrás, escrevi uma análise sobre o resultado anual do Bradesco, contextualizando o momento do banco naquele momento. Caso não tenha lido, recomendo que <a href="https://investabc.com.br/bradesco-entre-as-sombras-da-incerteza/">confira esse estudo aqui</a> pois ele traz bastante infomação para esta tese que divide opiniões no mercado. Não é um simples caso de “caiu comprou” sem entender o cenário, sendo fundamental entender o que ocorre com o banco.</p>
<p>Recomendo também, caso não esteja familiarizado com a forma como um banco gera receita, consultar meu artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-bancos/">tudo o que você precisa saber antes de investir em banco</a>, pois isso facilitará bastante a compreensão do resultado do Bradesco a seguir.</p>
<p>Sem mais enrolação, vamos ao desempenho do Bradesco no 4T24.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Resultado 4T24</strong></h3>
<p>No 4º trimestre de 2024, o Bradesco registrou aumento de R$ 17 bilhões na sua margem financeira (+5,4% vs trimestre anterior), dos quais R$ 16,2 bilhões provenientes da margem com cliente. Vale ressaltar que essa melhora decorreu principalmente do crescimento da carteira de crédito, que compensou a queda no spread médio, de 8,8% para 8,4% na comparação com o 4T23.</p>
<p>A redução do spread pode ter sido vista como algo negativo pelo mercado, mas isso na realidade reflete o compromisso do banco em melhorar a qualidade da carteira de crédito e isso naturalmente vem com spreads menores (quanto maior o risco, maior o spread e vice versa).</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Carteira de crédito e inadimplência</strong></h3>
<p style="text-align: left;">O Bradesco registrou um crescimento de cerca de 12% em sua carteira de crédito. O que o investidor deve ficar atento é como o banco priorizou o crescimento desta carteira:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234079 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito.png" alt="" width="644" height="229" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito.png 644w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito-480x171.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 644px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aproximadamente 97% das novas operações nos últimos 12 meses foram classificadas nos ratings mais elevados (AA – C), e atualmente ~92% das operações estão classificadas nessas faixas de risco. A estratégia, portanto, não se limitou a aumentar o volume, mas buscou, simultaneamente, manter um controle robusto sobre os riscos associados à carteira.</p>
<p>O controle de riscos também se refletiu na redução dos índices de inadimplência e nas provisões para devedores duvidosos. A taxa de inadimplência acima de 90 dias recuou de 5,1% para 4% no comparativo anual.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234081 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds.png" alt="" width="645" height="329" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds.png 645w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds-480x245.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 645px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">O número historicamente considerado ideal para<strong> otimizar o resultado do banco para este indicador é de 3%</strong> (o Itaú apresentou 2,4% no 4T24), indicando que o Bradesco ainda possui desafios aqui mas também é importante reconhecer o bom trabalho realizado até o momento.</p>
<p style="text-align: left;">Os valores de PDD também apresentaram melhora expressiva tanto em valores absolutos, saindo de R$ 10,5 bilhões no 4T23 para R$ 7,5 bilhões no 4T24 quanto no índice que melhorou de 4,8% para 3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, demonstrando um aprimoramento na gestão dos riscos de crédito.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234082 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD.png" alt="" width="449" height="264" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD.png 449w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></p>
<h3><strong>Receitas e despesas operacionais</strong></h3>
<p style="text-align: left;">No âmbito operacional, os resultados também foram positivos: as receitas totalizaram um valor de R$ 32,3 bilhões, um incremento anual de aproximadamente 8%, com destaque ao crescimento na linha de receita de prestação de serviços onde o banco reportou um crescimento de 13,7% ao ano, em função do aumento de participação na Cielo. Mesmo desconsiderando esse efeito, essa linha teria crescido 7,9% a.a.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234084 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos.png" alt="" width="465" height="286" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos.png 465w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 465px) 100vw, 465px" /></p>
<p style="text-align: left;">Do lado das despesas o banco apresentou um dados menos favoráveis, com aumento de despesas operacionais de R$ 16,4 bilhões (incremento de 10% no comparativo anual). Para enxergar o copo “meio vazio”, é importante destacar que no período o banco diminuiu seus postos de atendimento saindo de quase 7.4 mil postos para 6 mil e obtendo um ganho de 2 milhões de cliente, mostrando eficiência no quesito digitalização.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234083 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento.png" alt="" width="624" height="201" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento-480x155.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">A área de seguros do Bradesco se destaca como um ponto forte e porto seguro da instituição. No 4º trimestre de 2024, o ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) do segmento de seguros foi de 25,1%, evidenciando um desempenho excepcional. O banco obteve um lucro de R$ 2,5 bilhões com sua vertical de seguros, mostrando uma melhoria geral em todos os aspectos desse segmento.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>O desafio do turnaround e a jornada de inovação</strong></h3>
<p style="text-align: left;">O banco se encontra em uma fase decisiva de transformação, adotando um plano de turnaround para reformular suas operações. Apesar do crescimento anual, desafios como a alta inadimplência forçaram a instituição a promover mudanças profundas em sua tecnologia e em seus processos internos.</p>
<p style="text-align: left;">As iniciativas implementadas até o momento apontam para uma trajetória de recuperação, embora o êxito dependa de uma gestão meticulosa, do fortalecimento de uma cultura organizacional voltada à inovação e à excelência no atendimento, da otimização da rede de agências e da aceleração da digitalização dos serviços, essenciais para conter a inadimplência e aprimorar os indicadores financeiros.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Cenário macroeconômico para o setor bancário</strong></h3>
<p>O desempenho dos bancos está intimamente ligado ao cenário macroeconômico, servindo como um termômetro para as projeções futuras. Em um ambiente que requer estabilidade para a maximização dos lucros e controle dos níveis de inadimplência, fatores como uma taxa SELIC elevada e o crescimento econômico incerto impõem desafios adicionais.</p>
<p>Essa conjuntura, marcada por juros altos, pressiona a gestão da margem financeira, já que a alta taxa <strong>reduz a demanda por crédito</strong> e eleva o <strong>custo de captação</strong>, dificultando a manutenção de lucros sustentáveis, sobretudo para instituições em processo de reestruturação como o Bradesco.</p>
<h3><strong>Conclusão e ponto de reflexão&#8230;</strong></h3>
<p>A melhora gradual vem ocorrendo. O Bradesco está em um processo de transformação que demanda paciência e monitoramento contínuo, dado o cenário macroeconômico incerto e os desafios internos para modernizar suas operações e reduzir riscos. As iniciativas para melhorar a eficiência operacional, adequar os spreads e conter a inadimplência indicam um caminho promissor, embora gradual, rumo a ganhos sustentáveis a longo prazo.</p>
<p>Nos últimos dois anos, as ações ordinárias do Bradesco praticamente andaram de lado, saindo de R$ 11,12 em janeiro de 2023 e fechando em R$ 10,88 em 21 de fevereiro de 2025. No mesmo intervalo, o banco vem superando o auge do problema de inadimplência e registrou um salto no lucro líquido, de R$ 16,3 bilhões em 2023 para R$ 19,6 bilhões em 2024, um <strong>avanço de 20%</strong>.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234080 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao.png" alt="" width="624" height="157" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao-480x121.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">Além disso, o ROAE passou de 10,2% no 1T24 para 12,7% no 4T24, enquanto o total yield (soma do Dividend Yield com a recompra de ações) se manteve na casa dos 7% conforme gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234085 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield.png" alt="" width="624" height="165" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield-480x127.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p>Diante desse contraste entre a cotação relativamente estável e a gradual melhora nos indicadores financeiros, abre-se espaço para refletir sobre o potencial de valorização no longo prazo, caso o banco retome patamares históricos de retorno sobre o patrimônio próximos de 20%. Afinal, é o que sempre insisto e repito nas minhas redes sociais: No longo prazo o <strong>preço segue o lucro</strong>, sempre!</p>
<p>Por último e não menos importante, lembre-se sempre de diversificar sua carteira, garantindo que os ovos não fiquem em uma cesta só e evitando o risco de concentração de ativos em uma mesma ação ou segmento. <strong>A diversificação é a melhor defesa</strong> do investidor consciente.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong></p>
<p style="text-align: left;"><em>Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no Instagram e Threads (@investabc_) e faça parte da nossa comunidade </em><a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn"><em>clicando aqui</em></a><em>.</em></p>
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		<title>06 Lições valiosas de “A Psicologia Financeira”</title>
		<link>https://investabc.com.br/06-licoes-valiosas-de-a-psicologia-financeira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 00:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De maneira l&#xFA;dica e leve, Morgan Housel nos ensina que investir n&#xE3;o &#xE9; apenas sobre n&#xFA;meros, gr&#xE1;ficos ou relat&#xF3;rios financeiros. &#xC9;, principalmente, sobre comportamento humano. Essa &#xE9; a ess&#xEA;ncia de &#x201C;A Psicologia Financeira&#x201D;, obra de Morgan Housel e leitura essencial para todo e qualquer investidor.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Este é, sem dúvida, um dos melhores livros de finanças que já li. De maneira lúdica e leve, Morgan Housel nos mostra que investir vai além de números, gráficos e relatórios financeiros; é, acima de tudo, sobre comportamento humano. Essa é a essência de &#8220;<strong><em>A Psicologia Financeira&#8221;</em></strong>, uma leitura indispensável para qualquer investidor.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor desconstrói as complexidades do mundo dos investimentos para mostrar que o sucesso financeiro está menos ligado à matemática e mais à nossa mentalidade. Aqui estão as 6 lições mais valiosas do livro, adaptadas para quem busca decisões financeiras mais conscientes e equilibradas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; Você não precisa acertar sempre </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das maiores lições do livro é entender que errar faz parte do jogo. Mesmo os maiores investidores, como Warren Buffett, não tomam decisões 100% corretas o tempo todo. O diferencial está em minimizar os danos dos erros e maximizar os acertos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que isso significa na prática?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Diversifique seus investimentos para reduzir o impacto de possíveis falhas.</li>
<li>Evite grandes apostas ou decisões emocionais que possam comprometer todo o seu patrimônio (Ex: investir alto em ativos que estão no noticiário porque viu que houve uma alta significativa)</li>
<li>Adote uma abordagem estratégica em que pequenas perdas não anulem os ganhos no longo prazo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Lembre-se: o objetivo não é ser perfeito, mas<strong> consistente</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211; Suas experiências influenciam suas decisões </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Housel nos lembra que nossas escolhas financeiras são moldadas pelas experiências que tivemos no passado. Se você cresceu em um ambiente de crise econômica (ex: década de 80 – hiperinflação), provavelmente terá uma abordagem mais cautelosa. Já quem viveu períodos de alta prosperidade pode ser mais ousado (ex: anos 2000 – <em>boom</em> das commodities, PIB e Bolsa em alta)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que isso importa?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Nossas decisões financeiras muitas vezes são baseadas em <strong>percepções</strong> subjetivas, e não em fatos objetivos.</li>
<li>Erros passados podem nos levar a evitar riscos desnecessários, mas também podem nos paralisar diante de boas oportunidades.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>A chave está em reconhecer seus vieses e separar os <strong>fatos</strong> das emoções.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; A sorte também joga </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Housel é direto: o acaso desempenha um papel significativo em nossas vidas financeiras. Um bom investimento pode ser fruto de uma análise detalhada, mas também pode depender de uma conjuntura favorável ou até de um golpe de sorte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como lidar com a aleatoriedade?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Entenda que, no curto prazo, a sorte pode influenciar muito, mas, no longo prazo, a <strong>consistência</strong> e a <strong>disciplina</strong> prevalecem, assim como muitas outras coisas na vida.</li>
<li>Não atribua todo o <strong>sucesso</strong> ou <strong>fracasso</strong> apenas às suas decisões. Sempre haverá fatores fora do seu controle influenciando o resultado das suas decisões.</li>
<li>O esforço deve se concentrar em colocar as probabilidades ao seu lado e deixar o “jogo rolar”.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Aceite a incerteza e foque em<strong> probabilidades</strong>, não certezas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211; Simplifique </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em um mundo onde a complexidade é muitas vezes confundida com inteligência, Housel defende que a <strong>simplicidade</strong> é uma vantagem subestimada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como aplicar isso?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Construa uma estratégia simples e fácil de seguir. Por exemplo, investir em empresas sólidas, ETFs de índice (aplicável a EUA apenas) ou setores amplamente diversificados.</li>
<li>Evite cair na armadilha de “descobrir o próximo grande investimento” ou criar estratégias mirabolantes.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Não é preciso ser extraordinário para obter resultados extraordinários. <strong>Mantenha a simplicidade</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211; Inveja destrói estratégias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Housel aponta que um dos maiores sabotadores do sucesso financeiro é a comparação constante. A inveja nos leva a buscar resultados rápidos ou a seguir tendências sem fundamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que fazer?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Entenda que o sucesso é relativo e deve ser medido com base nos seus <strong>próprios objetivos</strong> financeiros.</li>
<li>Não se deixe levar por histórias de ganhos extraordinários, como investidores que “dobraram o capital” em um mês. Essas situações são <strong>exceções</strong>, não a regra.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Invista <strong>no seu tempo</strong> e no seu ritmo. O foco deve ser em você, não nos outros.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211; Proteja seu patrimônio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ganhar dinheiro é importante, mas protegê-lo é ainda mais. Housel destaca que a resiliência financeira está na capacidade de preservar o que já foi conquistado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como proteger seu patrimônio?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sempre tenha uma reserva de emergência para cobrir imprevistos.</li>
<li>Foque em investimentos com bons fundamentos e <strong>risco</strong> controlado.</li>
<li>Lembre-se das palavras de Warren Buffett: “Regra nº 1: não perca dinheiro. Regra nº 2: nunca esqueça a regra nº 1.”</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Rentabilidade consistente e <strong>controle de riscos</strong> são suas maiores armas para o sucesso financeiro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“<strong>A Psicologia Financeira</strong>” </em>nos lembra que investir vai além de escolher boas ações ou fundos. O verdadeiro sucesso financeiro está em entender e dominar nosso comportamento. Pensar no longo prazo, ignorar distrações e focar no que realmente importa: <strong>disciplina, consistência e proteção do patrimônio</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você se interessou pelo livro, pode<strong> <a href="https://amzn.to/40vg3dp">adquiri-lo aqui</a></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Que tal levar essas ideias para a prática? Conheça minha consultoria de investimentos e vamos construir juntos uma estratégia personalizada para alcançar seus objetivos financeiros. É só me chamar no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz"><strong>clicando aqui</strong></a>. </em></p>
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		<title>Dividendos: Mitos, fatos e o poder dos juros compostos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2024 21:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> s&#227;o uma estrat&#233;gia de investimento com uma longa hist&#243;ria e efic&#225;cia comprovada. No entanto, eles ainda geram controv&#233;rsias e s&#227;o subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa vis&#227;o e acreditam, erroneamente, que <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> n&#227;o t&#234;m <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Valor&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;No mercado financeiro, o valor &#233; a medida do pre&#231;o de um ativo ou empresa e &#233; utilizado como uma refer&#234;ncia para avaliar o retorno esperado de um investimento. Valor est&#225; associado a uma mir&#237;ade de conceitos, incluindo valor para o acionista, valor de uma empresa, valor justo e valor de mercado. A avalia&#231;&#227;o do valor de um ativo ou empresa &#233; uma parte importante da an&#225;lise de investimentos e &#233; utilizada para tomar decis&#245;es de compra ou venda.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/valor/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>valor</a>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong>Introdução:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos são uma estratégia de investimento com uma longa história e eficácia comprovada. No entanto, eles ainda geram controvérsias e são subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa visão e acreditam, erroneamente, que dividendos não têm valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, exploro mitos e fatos que destacam a importância dos dividendos como uma fonte de renda e indicativo da saúde financeira das empresas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividend yield elevado é sempre bom</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Um equívoco comum sobre ações que pagam dividendos é que uma ação com alto <strong><em>dividend yield</em></strong> é sempre um bom investimento. Muitos investidores escolhem ações com os maiores dividendos, mas isso pode ser arriscado e, em muitos casos, revelar-se um péssimo investimento ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que o investidor entenda por que uma empresa tem um dividend yield elevado e se ela pode sustentá-lo sem comprometer suas finanças. Um exemplo é a Taesa, queridinha de muitos investidores. Os proventos distribuídos pela empresa nos últimos anos incluíram eventos <strong>não recorrentes</strong>, o que torna essencial avaliar sua geração de caixa futura para entender sua real capacidade de continuar pagando os atuais patamares de dividendos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividendos saem de um bolso e entram no outro&#8230;</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos envolvem muito mais do que apenas a transferência de dinheiro do caixa da empresa para o bolso do acionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma empresa paga dividendos, o valor distribuído é de fato retirado do preço da ação. No entanto, a importância dos dividendos vai além do pagamento em si. Investidores que menosprezam os dividendos ainda não entenderam seu valor. A longo prazo, os dividendos refletem a capacidade da empresa em gerar valor contínuo para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se uma empresa paga dividendos, é porque gerou dinheiro excedente em suas operações já levando em consideração o reinvestimento no negócio. Isso naturalmente pode levar o investidor a questionar se não é melhor a empresa reinvestir toda a grana de volta no negócio ao invés de distribuir. Na realidade nem sempre isso é verdade, e a empresa pode optar por distribuir proventos se entender que o retorno gerado ao acionista é mais vantajoso do que reinvestir em determinado projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para facilitar o entendimento observe o gráfico abaixo sobre o desempenho das ações de Taesa desde 2007:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233963 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg" alt="" width="624" height="280" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa-480x215.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Bloomberg</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na linha vermelha temos a evolução do preço da ação sem dividendos e na linha verde o retorno com dividendos. Note que no início não há tanta diferença. Mas a medida que o tempo passa e o efeito bola de neve dos juros compostos começam a surtir, abre uma grande diferença entre a rentabilidade com e sem reinvestimento dos dividendos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar este bloco e não exaurir com muitos exemplos, veja o gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233961 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg" alt="" width="624" height="292" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV-480x225.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Geraldo Burigo, Economática</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em azul temos o IDIV que é um índice criado em 2005 de empresas boas pagadoras de dividendos. Em vermelho temos o IBRx que é o índice das 100 ações mais negociadas e líquidas da bolsa, e em verde temos o IBOV que é o índice mais popular do nosso mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde sua criação em 2005, o IDIV acumulou um retorno de 707%, enquanto o IBRX apresentou 367% e o IBOV 254%. A diferença é clara: o índice focado em dividendos superou amplamente o principal índice da bolsa brasileira, com quase três vezes mais retorno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidades:</strong> (i) o IDIV apresentou maior consistência e retorno médio anual (14,25%) em comparação com o IBRX (10,72%) e o IBOV (9,23%). Apesar de ter performado abaixo dos outros índices em momentos de crise, como em 2015, ele se destacou com uma forte recuperação em 2016, quase dobrando o valor investido em 12 meses, e (ii) O IDIV superou o CDI com folga, tendo o CDI performado 410% bruto no período.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Ações de dividendos são sempre seguras</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Empresas que pagam dividendos elevados de forma consistente são frequentemente consideradas investimentos seguros, geralmente representando companhias consolidadas e de grande valor, como Itaú, BB Seguridade e Vivo, que são amplamente vistas como exemplos de estabilidade no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o pagamento de dividendos não garante um investimento seguro. A administração pode usar os dividendos para acalmar investidores frustrados quando as ações não estão subindo. Para evitar este tipo de armadilha, é crucial compreender como a administração utiliza os dividendos em sua estratégia corporativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividendos usados como prêmio de consolação pela falta de crescimento são quase sempre uma má ideia. Em 2008, o <em><strong>dividend yield</strong> </em>de muitas ações foram artificialmente elevados devido à queda dos preços das ações. À medida que a crise financeira se aprofundou e os lucros despencaram, muitos programas de dividendos foram cortados, causando quedas nas ações, especialmente entre os bancos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O poder dos dividendos e os juros compostos:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos desempenharam um papel significativo nos retornos que os investidores receberam durante as últimas décadas. Voltando a 1960, 85% do retorno total acumulado do Índice S&amp;P 500 (bolsa de Nova York) pode ser atribuído aos dividendos reinvestidos e ao poder dos juros compostos, como ilustrado na figura abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233962 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg" alt="" width="483" height="296" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg 483w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500-480x294.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 483px, 100vw" />O gráfico mostra um investimento no S&amp;P 500 de US$ 10.000 em 1960, com a linha cinza indicando o resultado sem reinvestimento de dividendos e a linha azul mostrando o resultado com reinvestimento. O retorno com reinvestimentos é 6,42 vezes maior do que o investimento sem dividendos ao longo do período. O poder dos juros compostos neste caso é simplesmente impressionante.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Yield on cost</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">O yield on cost (YOC) é uma métrica que calcula o retorno sobre dividendos com base no valor originalmente pago por uma ação. Por exemplo, se um investidor comprou uma ação há cinco anos por R$ 20 e seu dividendo atual é de R$ 1,50 por ação, então o YOC para essa ação é de 7,5%.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma medida frequentemente negligenciada pelos investidores que tendem a se apegar ao dividend yield atual. Abaixo um exmplo com a WEG que ajuda a compreender melhor a importância do yield on cost. Vamos supor que você tenha comprado R$ 10.000,00 ao preço de R$ 8,30 o papel da empresa no último pregão de 2018. Isso equivale a aproximadamente 1.205 ações.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233964 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg" alt="" width="432" height="134" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg 432w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 432px) 100vw, 432px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Observando o recorte de 2019 a 2023, fica claro que o dividend yield da Weg é baixo, especialmente para os padrões nacionais. Entretanto, devido ao crescimento de 334% do lucro no período e do crescimento de proventos por ação de 81%, o retorno com dividendos sobre o valor pago (YOC) é de 5,3% (ajustado pela inflação), versus um yield corrente de 1,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto importante a ser destacado é que o investidor pode deixar passar boas oportunidades pelo simples fato de se prender ao dividend yield, deixando passar oportunidades de empresas que estão constantemente crescendo seus lucros e repartindo proventos cada vez maiores com os seus acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são raros os casos de investidores de longo prazo que possuem “Yields On Cost” de mais de 100% sobre o preço pago por algumas de suas ações, como é o caso de Buffet com inúmeros papéis que ele possui em carteira há décadas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O que são dividendos e o que eles sinalizam:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se: os dividendos são uma parte do lucro distribuído pela empresa aos acionistas, representando uma remuneração direcionada aos investidores. Além disso, os dividendos sinalizam diversos aspectos cruciais sobre a empresa, tais como:</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Rentabilidade:</strong> Os dividendos expressam a rentabilidade da companhia, sendo um indicativo claro de que suas operações são lucrativas e capazes de gerar retornos para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Confiança:</strong> O pagamento recorrente de dividendos demonstra a confiança da empresa em sua capacidade de gerar fluxo de caixa futuro e manter uma política financeira estável.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Estabilidade:</strong> Empresas que pagam dividendos consistentemente ao longo do tempo são consideradas mais estáveis financeiramente, pois demonstram uma gestão cautelosa e resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Comprometimento:</strong> O pagamento regular de dividendos estabelece um compromisso da empresa com seus acionistas, reconhecendo sua importância para o sucesso da companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">O rendimento dos dividendos oferece um retorno em dinheiro a curto prazo, enquanto o investidor espera que o mercado perceba o potencial de crescimento da empresa. É uma forma mais segura de obter ganhos do que depender exclusivamente do aumento futuro dos lucros, que pode ser incerto. Além disso, dividendos quase nunca são cortados, e empresas sólidas têm boas chances de aumentar seus lucros com o tempo.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Concluindo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Investir em empresas que pagam dividendos é uma estratégia sólida e comprovada, utilizada por grandes investidores ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores comprovam a eficácia de uma estratégia focada em dividendos. Esses investidores construíram suas fortunas com uma abordagem <strong>simples</strong> e <strong>disciplinada</strong>, mantendo o foco em empresas com modelos de negócios simples, compreesíveis e resilientes aliados a capacidade de gerar fluxo de caixa consistente. Eles entendem que o <strong>tempo</strong> e os <strong>juros compostos</strong> trabalham a favor de quem investe em boas empresas pagadoras de dividendos, garantindo retornos crescentes ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, investir em dividendos é uma estratégia simples, que exige paciência e visão de longo prazo, mas que pode gerar resultados extraordinários, especialmente quando combinado com o poder dos juros compostos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividend Yield elevado nem sempre é vantajoso</strong>: Um alto dividend yield pode parecer atrativo, mas é essencial entender sua sustentabilidade a longo prazo, evitando armadilhas de empresas com resultados não recorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos representam mais que pagamentos:</strong> Eles sinalizam a capacidade da empresa de gerar valor contínuo para os acionistas, refletindo tanto a saúde financeira quanto a estratégia de alocação de capital.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>O poder dos juros compostos</strong>: Reinvestir dividendos ao longo do tempo pode gerar retornos exponenciais, superando os ganhos obtidos sem reinvestimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Yield on cost:</strong> Investidores que focam apenas no dividend yield atual podem perder boas oportunidades; o YOC revela o impacto do tempo e do crescimento dos dividendos no retorno real.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos não garantem segurança</strong>: Empresas podem usar dividendos para acalmar acionistas em vez de focar no crescimento sustentável, tornando fundamental a análise da estratégia de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Grandes investidores comprovam a eficácia</strong>: Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores acumularam fortunas investindo em empresas pagadoras de dividendos, utilizando uma abordagem disciplinada e de longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 8pt;">(Todas as empresas mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></strong></em></p>
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