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	<title>Arquivos Invest ABC &#187; Invest ABC</title>
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	<description>Blog especializado em conteúdo financeiro na web, notícias de mercado, estratégias de investimento e insights.</description>
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	<title>Arquivos Invest ABC &#187; Invest ABC</title>
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		<title>Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 13:26:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A hist&#xF3;ria de Anne Scheiber &#xE9; um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto &#xE9; construir riqueza.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/anne-scheiber-uma-vida-comum-uma-fortuna-extraordinaria/">Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucas histórias no mundo dos investimentos são tão surpreendentes quanto a de Anne Scheiber. Não porque ela tenha sido uma investidora genial de Wall Street, nem porque tenha criado uma fórmula secreta para bater o mercado. Pelo contrário. Anne foi, durante quase toda a sua vida, uma mulher solitária, com um salário modesto, sem família próxima, vivendo em um pequeno apartamento alugado em Nova York. Ainda assim, ao morrer em 1995, deixou para trás uma fortuna de cerca de <strong>US$ 22 milhões, o equivalente a algo próximo de US$ 45 milhões em valores atuais.</strong></p>
<p>O mais intrigante é que esse patrimônio não veio de heranças, sorteios, apostas ousadas ou grandes cargos executivos. Veio de algo muito mais simples, e ao mesmo tempo muito mais difícil de executar: décadas de <strong>paciência, disciplina e reinvestimento contínuo.</strong></p>
<p>A história de Anne Scheiber é um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto é construir riqueza.</p>
<h3 class="host-lopnbnfpjmgpbppclhclehhgafnifija" style="position: relative; z-index: 2147483647;"><strong>Quem foi Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Anne nasceu em 1893, filha de imigrantes judeus na cidade de Nova York. Sua vida adulta foi marcada por trabalho duro, independência e também por frustrações. Formada em Direito, ela entrou para o Internal Revenue Service (IRS), o órgão que fiscaliza impostos nos Estados Unidos. Tornou-se uma das poucas mulheres auditoras de sua época, em um ambiente dominado por homens.</p>
<p>Apesar de sua competência, Anne enfrentou um teto invisível. Nunca foi promovida além de certo nível. Ela acreditava que sua estagnação profissional estava ligada à discriminação por ser mulher e judia. Em 1944, aos 51 anos, aposentou-se antecipadamente, frustrada com o sistema, e com uma pensão anual modesta, em torno de US$ 3.150.</p>
<p>Foi nesse momento, longe dos holofotes e fora do mercado de trabalho, que começou a verdadeira jornada financeira de Anne Scheiber.</p>
<h3><strong>Uma filosofia simples e disciplinada de investimento</strong></h3>
<p>Ao se aposentar, Anne tinha cerca de <strong>US$ 5.000 economizados</strong>, algo próximo de US$ 90 mil em valores atuais. Não era uma soma desprezível, mas estava longe de representar independência financeira plena. Ainda assim, ela tomou uma decisão fundamental: <strong>investir esse dinheiro em ações de empresas que conhecia, acompanhava e respeitava.</strong></p>
<p>Trabalhar no IRS havia lhe dado uma visão privilegiada. Anne via, todos os dias, as declarações de imposto dos mais ricos dos Estados Unidos. Ela observava um padrão claro: grande parte dessas pessoas não vivia de salários, mas de participações em empresas. Recebiam dividendos, lucros, juros e ganhos de capital. Sem copiar carteiras ou fazer apostas mirabolantes, ela simplesmente absorveu essa lógica.</p>
<p>Seu foco passou a ser empresas sólidas, líderes em seus setores, com histórico de lucros e pagamento de dividendos. Entre seus investimentos estavam nomes como <strong>Coca-Cola, PepsiCo, Pfizer, Schering-Plough e outras gigantes americanas</strong>. Não eram empresas “da moda”. Eram negócios previsíveis, com marcas fortes e geração de caixa recorrente.</p>
<p>O mais importante: Anne <strong>reinvestia tudo o que recebia</strong>. Cada dividendo, cada sobra de caixa, era convertido em mais ações. Com isso, seu portfólio crescia não apenas porque as empresas se valorizavam, mas porque ela possuía cada vez mais participação nelas.</p>
<p>Se fôssemos desenhar um gráfico do patrimônio de Anne ao longo do tempo, veríamos uma curva relativamente modesta nas primeiras décadas e uma aceleração impressionante nos últimos anos de sua vida. É o efeito clássico dos juros compostos: lento no início, quase imperceptível, mas avassalador quando o tempo começa a trabalhar a seu favor.</p>
<p>Para tornar isso mais concreto, vale observar parte do portfólio que Anne Scheiber possuía próximo ao fim de sua vida. As posições abaixo mostram empresas grandes, consolidadas, pagadoras de dividendos e presentes no cotidiano das pessoas, exatamente o tipo de negócio que ela preferia manter por décadas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-234218 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg" alt="" width="1536" height="1024" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg 1536w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-1280x853.jpg 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-980x653.jpg 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-480x320.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1536px, 100vw" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Não há empresas exóticas, não há apostas concentradas em tecnologias incipientes, nem movimentos de curto prazo. O que existe é um conjunto de negócios previsíveis, com histórico de geração de caixa, mantidos por muito tempo.</p>
<p>Entre 1944 e 1995, por mais de 50 anos, ela praticamente não vendeu ativos, deixando que o crescimento das empresas e o reinvestimento dos dividendos fizessem o trabalho pesado.</p>
<h3><strong>O lado humano e psicológico</strong></h3>
<p>Talvez a parte mais fascinante da história de Anne Scheiber não esteja nos números, mas em seu comportamento.</p>
<p>Apesar de milionária, ela continuou vivendo de forma extremamente simples. Morava no mesmo apartamento alugado, usava roupas gastas, aquecia a comida no fogão para economizar eletricidade e evitava qualquer tipo de luxo. Muitos de seus vizinhos sequer imaginavam que estavam ao lado de uma das maiores fortunas silenciosas de Nova York.</p>
<p>Parte disso vinha de sua personalidade reservada. Parte vinha, provavelmente, de experiências de escassez, discriminação e insegurança ao longo da vida. Anne nunca confiou totalmente no mundo. E, por isso, confiava ainda mais no seu próprio método: <strong>não gastar o que não precisava e não mexer no que estava funcionando.</strong></p>
<p>Do ponto de vista da psicologia financeira, ela era quase o oposto do investidor moderno. Não buscava emoção, não tentava prever crises, não reagia a manchetes. Sua força estava em algo raro: a capacidade de <strong>não fazer nada</strong> quando tudo ao redor parecia exigir ação.</p>
<h3><strong>As lições de Anne Scheiber</strong></h3>
<p><strong>1. Invista no que você entende e acompanha de perto.</strong><br />
Anne não diversificava em dezenas de países ou setores exóticos. Ela investia em empresas que conhecia, cujos produtos estavam no dia a dia das pessoas e cujos resultados eram relativamente previsíveis. Isso tornava muito mais fácil manter posições por décadas, <strong>sem ansiedade e sem a necessidade de ficar caçando o investimento da moda.</strong></p>
<p><strong>2. Reinvista sempre que puder.</strong><br />
Boa parte de sua fortuna veio do hábito de reaplicar tudo o que recebia, especialmente os dividendos, mas também qualquer sobra de caixa. Não era renda para gastar; era capital para ampliar sua própria máquina de geração de riqueza.</p>
<p><strong>3. O tempo é o maior fator no crescimento do patrimônio.</strong><br />
Anne investiu por mais de meio século. Mesmo que suas taxas de retorno não fossem extraordinárias, o tempo trabalhou de forma implacável a seu favor. Em termos matemáticos, poucos fatores pesam tanto no resultado final quanto o<strong> número de anos em que o capital permanece investido</strong>. Assim como Ronald Read, ela só se tornou “famosa” depois de morta, justamente porque o efeito do tempo só revelou toda a sua força no fim da jornada.</p>
<p><strong>4. O comportamento supera o conhecimento técnico.</strong><br />
Ela não usava modelos complexos. Seu diferencial foi não vender no medo, não correr atrás de modismos e não confundir barulho de mercado com informação relevante.</p>
<p><strong>5. A regularidade constrói mais do que a genialidade.</strong><br />
Anne investia de forma regular, sempre que tinha recursos disponíveis, mesmo sem grandes aportes. Ao longo de décadas, essa disciplina silenciosa produziu um resultado que poucos investidores considerados “brilhantes” conseguem replicar.</p>
<h3><strong>O legado de Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Quando Anne Scheiber morreu, em 1995, deixou praticamente toda a sua fortuna para a <strong>Yeshiva University</strong>, uma instituição de ensino judaica. O dinheiro foi destinado a bolsas de estudo, em um último gesto de alguém que viveu de forma discreta, mas construiu um impacto duradouro.</p>
<p>Sua história desafia uma das maiores ilusões do mundo financeiro: a de que enriquecer exige genialidade, velocidade ou coragem para grandes riscos. Às vezes, o que realmente faz a diferença é algo muito menos glamouroso: <strong>disciplina, paciência e tempo</strong>.</p>
<p>Anne Scheiber não tentou vencer o mercado. Não tentou ser mais inteligente do que ninguém. Não tentou provar nada para ninguém, <strong>ela jogou o seu próprio jogo,</strong> permanecendo tempo suficiente para que o mercado trabalhasse a seu favor.</p>
<p>Construir riqueza, na maior parte das vezes, não exige brilhantismo. Exige comportamento. E você, como está a sua estruturação financeira hoje?</p>
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<p><em><strong>(Todas as ações e ativos mencionados neste artigo têm caráter exclusivamente educacional. Este conteúdo não constitui, direta ou indiretamente, recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos.)</strong></em></p>
</div>
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		<title>As principais lições de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 16:58:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 2023 e 2025, o investidor passou por tr&#xEA;s anos que, juntos, funcionaram como um curso intensivo sobre comportamento no mercado financeiro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre <strong>2023 e 2025</strong>, o investidor passou por três anos que, juntos, funcionaram como um curso intensivo sobre comportamento no mercado financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong data-start="463" data-end="471">2023</strong> foi um ano que surpreendeu positivamente quem manteve exposição ao Brasil. Enquanto boa parte do mercado insistia em narrativas pessimistas, o Ibovespa entregou um desempenho robusto, colocando o país entre os destaques globais. Foi quando muitos perceberam que paciência e disciplina funcionam, e que, muitas vezes, o investidor erra não por fazer demais, mas por desistir cedo demais. <em>Se quiser conferir o artigo completo, <a href="https://investabc.com.br/as-principais-licoes-de-2023/">clique aqui</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong data-start="1018" data-end="1026">2024</strong> foi um ano de reviravoltas. Começou com uma série de previsões confiantes, e terminou mostrando que quase todas estavam erradas. O dólar passou de R$ 6,20, a Selic terminou mais alta do que se imaginava, e até a bolsa encerrou com queda, contrariando a expectativa de alta. Foi um lembrete poderoso de que o mercado raramente segue o roteiro previsto, e que humildade e processo contam mais do que previsões.<br data-start="1437" data-end="1440" /><em data-start="1440" data-end="1469">O artigo de 2024 <a href="https://investabc.com.br/as-principais-licoes-de-2024/">está aqui</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1526" data-end="1792">E então veio <strong data-start="1539" data-end="1547">2025</strong>, um ano que derrubou certezas com a mesma facilidade com que derrubou narrativas. Um ano que mostrou, sem cerimônia, que a autoconfiança excessiva custa caro e que o mercado, mais uma vez, premiou quem manteve a humildade diante da incerteza.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1794" data-end="2021">A seguir, compartilho as principais lições que 2025 deixa para nós.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="1794" data-end="2021">A Bolsa brasileira voltou a surpreender</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="2096" data-end="2252">No início de 2025, ainda existia uma nuvem residual de pessimismo herdada do final de 2024. O tom geral era duro, e previsões negativas competiam entre si. Mas o mercado não pediu licença para surpreender: <strong data-start="2305" data-end="2355">O Ibovespa encerrou 2025 com +34,13% em reais.</strong></p>
<p data-start="2096" data-end="2252"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-234204 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ibovespa-2025.png" alt="" width="624" height="360" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ibovespa-2025.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ibovespa-2025-480x277.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2357" data-end="2485">Para um mercado tantas vezes desacreditado, o recado foi claro: <strong data-start="2423" data-end="2485">quem opera medo empobrece, quem opera com estratégia e disciplina prospera.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="2357" data-end="2485">O Banco Central confirmou independência</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="2575" data-end="2719">No final de 2024 e início de 2025, ganhou força a preocupação de que o Banco Central cederia a pressões e iniciaria cortes artificiais na Selic. Essa narrativa durou os primeiros meses, e ao longo do tempo ficou evidente que a condução seria técnica e cautelosa. O resultado contrariou expectativas:</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2884" data-end="2999">A Selic permaneceu alta por mais tempo, sinalizando compromisso com a estabilidade da moeda. A lição é direta: <strong>investimento baseado em narrativas costuma gerar decisões ruins.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="3096" data-end="3140">O câmbio derrubou certezas, de novo!</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="3142" data-end="3251">O fim de 2024 foi um pesadelo para o real: o dólar bateu R$ 6,41, alimentando previsões carregadas de pânico. Mas 2025 seguiu um caminho diferente: <strong data-start="3292" data-end="3372">O dólar comercial caiu ~12% no ano, chegando a recuar 14% no menor ponto.</strong></p>
<p data-start="3142" data-end="3251"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234205" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Dolar-2025.png" alt="" width="624" height="405" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Dolar-2025.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Dolar-2025-480x312.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3142" data-end="3251">De novo, <strong>quem reage ao pânico sempre paga mais caro.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="3142" data-end="3251">Ouro e ações unidos</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="3564" data-end="3627">Por anos repetiu-se a ideia de que ouro sobe quando ações caem. 2025 ignorou essa &#8220;teoria&#8221;:</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3656" data-end="3738"><strong data-start="3656" data-end="3738">O ouro subiu +65,24%.<br data-start="3679" data-end="3682" />E os mercados acionários globais também subiram forte.</strong></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3740" data-end="3815">O mercado não tem obrigação de seguir manuais, e frequentemente não segue. Quem insiste em explicar tudo com regras rígidas e lógicas simplistas acaba pagando caro.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="3740" data-end="3815">Emergentes roubaram a cena</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="3956" data-end="4067">Com a inteligência artificial dominando manchetes, muitos esperavam que os EUA fossem o grande destaque global. E, de fato, o <strong data-start="4083" data-end="4130">S&amp;P 500 entregou +16,65% em dólares em 2025, </strong>um ano, sem dúvida, bastante positivo.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3956" data-end="4067">Mas, ainda assim, ficou longe dos melhores retornos globais. O ETF de mercado emergentes subiu cerca de 34% em 2025:</p>
<p data-start="3956" data-end="4067"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234206" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025.png" alt="" width="1034" height="657" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025.png 1034w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025-980x623.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025-480x305.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1034px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3956" data-end="4067"><strong>Houve mercado ao redor do mundo entregando ~5 vezes o retorno americano. </strong>Seguem alguns exemplos (em dólares):</p>
<ul>
<li data-start="4333" data-end="4358">Coreia do Sul: <strong data-start="4348" data-end="4356">+90%</strong></li>
<li data-start="4361" data-end="4377">Peru: <strong data-start="4367" data-end="4375">+81%</strong></li>
<li data-start="4380" data-end="4399">Espanha: <strong data-start="4389" data-end="4397">+74%</strong></li>
<li data-start="4402" data-end="4421">Áustria: <strong data-start="4411" data-end="4419">+72%</strong></li>
<li data-start="4424" data-end="4442">Grécia: <strong data-start="4432" data-end="4440">+70%</strong></li>
<li data-start="4445" data-end="4467">Brasil (EWZ): <strong data-start="4459" data-end="4467">+40%</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="4469" data-end="4809">A conclusão <strong>não é sair investindo</strong> em Coreia, Grécia ou Áustria. A verdadeira lição é outra: <strong data-start="4563" data-end="4655">a narrativa de que “dolarizar tudo” resolve qualquer problema. Não resolve. </strong>Mesmo dolarizada, a bolsa brasileira voltou a entregar mais retorno do que a americana em 2025, algo que, historicamente, já aconteceu diversas vezes.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="4811" data-end="4881">Diversificação é importante.<br data-start="4846" data-end="4849" />Mas <strong data-start="4853" data-end="4880">seguir modismos nunca é</strong>.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="4811" data-end="4881">A maior lição do ano: humildade importa</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="4939" data-end="5080">Este artigo não é sobre exaltar acertos nem apontar culpados. É sobre reforçar o fundamento mais importante da vida de qualquer investidor: <strong data-start="5082" data-end="5154">Você só prospera quando aceita que não sabe, e nunca saberá tudo. </strong>O investidor que enriquece é aquele que:</p>
<ul>
<li data-start="5200" data-end="5219">respeita o acaso,</li>
<li data-start="5222" data-end="5246">reconhece seus vieses,</li>
<li data-start="5249" data-end="5276">evita convicções rígidas,</li>
<li data-start="5279" data-end="5302">e opera com serenidade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="5457" data-end="5475">Não existe atalho. Sempre que fizer sentido, dentro de uma estratégia bem arquitetada o investidor deve:</p>
<ul>
<li data-start="5479" data-end="5536">diversificar entre países, setores e classes de ativos;</li>
<li data-start="5539" data-end="5627">combinar renda fixa, ações, FIIs, ouro, cripto e outros ativos <strong>adequados ao seu perfil</strong>;</li>
<li data-start="5630" data-end="5661">garantir aportes recorrentes;</li>
<li data-start="5664" data-end="5706">e não cair na tentação de prever o futuro.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="5708" data-end="5739"><strong>Você é investidor, não vidente. </strong>Disciplina, diversificação e constância continuam sendo o tripé que constrói patrimônio. No mercado, <strong>excesso de confiança costuma sair caro</strong>.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="5304" data-end="5371">Ignore o caos, abrace a serenidade</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="5892" data-end="5990">No Instagram, quem vende caos ganha audiência. Mas quem <strong>investe com serenidade</strong> ganha patrimônio. E a sua maior vantagem como investidor pessoa física é libertadora: <strong data-start="6061" data-end="6104">você não precisa provar nada a ninguém. </strong>Pode investir onde quiser, quando quiser, no ritmo que quiser.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="6170" data-end="6265">Use isso ao seu favor.<br data-start="6192" data-end="6195" />E leve 2025 como o que ele realmente foi:<br data-start="6236" data-end="6239" /><strong data-start="6239" data-end="6265">uma aula de humildade.</strong></p>
<p data-start="6170" data-end="6265"><strong data-start="885" data-end="925">2026 tende a ser um ano mais ruidoso</strong>, como costuma acontecer em períodos eleitorais. Mais manchetes, mais opiniões, mais tentativas de capturar atenção pelo medo. Justamente por isso, <strong data-start="1076" data-end="1168">serenidade, equilíbrio e estratégia passam a ter mais importância ainda.</strong></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="6170" data-end="6265"><strong>Equilíbrio e método </strong>seguem sendo os melhores aliados do investidor.<br data-start="6352" data-end="6355" />Desejo a você sucesso nos investimentos em 2026.</p>
<p><em><span class="cf0">Para mais reflexões, dados e conteúdos exclusivos sobre investimentos, acompanhe meu perfil no <strong data-start="503" data-end="543">Instagram e no Threads (@investabc_) </strong></span><span class="cf0">e faça parte da nossa comunidade </span><span class="cf0"><a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn">clicando aqui</a>.</span></em></p>
<p class="pf0"><em><span class="cf0">Conheça minha assessoria de investimentos <a href="https://cadastro.xpi.com.br/desktop/step/1?assessor=A99066">clicando aqui</a> e vamos construir juntos uma estratégia para alcançar seus objetivos financeiros. É só me chamar no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz">clicando aqui.</a></span></em></p>
<p><em><strong>(Todas as ações e ativos mencionados neste artigo têm caráter exclusivamente educacional. Este conteúdo não constitui, direta ou indiretamente, recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos.)</strong></em></p>
<p data-start="5304" data-end="5371">
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		<title>Bradesco: Evolução em perspectiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 21:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Bradesco se encontra em uma fase decisiva de transforma&#xE7;&#xE3;o, adotando um plano de turnaround para reformular suas opera&#xE7;&#xF5;es. </p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/bradesco-evolucao-em-perspectiva/">Bradesco: Evolução em perspectiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de um ano atrás, escrevi uma análise sobre o resultado anual do Bradesco, contextualizando o momento do banco naquele momento. Caso não tenha lido, recomendo que <a href="https://investabc.com.br/bradesco-entre-as-sombras-da-incerteza/">confira esse estudo aqui</a> pois ele traz bastante infomação para esta tese que divide opiniões no mercado. Não é um simples caso de “caiu comprou” sem entender o cenário, sendo fundamental entender o que ocorre com o banco.</p>
<p>Recomendo também, caso não esteja familiarizado com a forma como um banco gera receita, consultar meu artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-bancos/">tudo o que você precisa saber antes de investir em banco</a>, pois isso facilitará bastante a compreensão do resultado do Bradesco a seguir.</p>
<p>Sem mais enrolação, vamos ao desempenho do Bradesco no 4T24.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Resultado 4T24</strong></h3>
<p>No 4º trimestre de 2024, o Bradesco registrou aumento de R$ 17 bilhões na sua margem financeira (+5,4% vs trimestre anterior), dos quais R$ 16,2 bilhões provenientes da margem com cliente. Vale ressaltar que essa melhora decorreu principalmente do crescimento da carteira de crédito, que compensou a queda no spread médio, de 8,8% para 8,4% na comparação com o 4T23.</p>
<p>A redução do spread pode ter sido vista como algo negativo pelo mercado, mas isso na realidade reflete o compromisso do banco em melhorar a qualidade da carteira de crédito e isso naturalmente vem com spreads menores (quanto maior o risco, maior o spread e vice versa).</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Carteira de crédito e inadimplência</strong></h3>
<p style="text-align: left;">O Bradesco registrou um crescimento de cerca de 12% em sua carteira de crédito. O que o investidor deve ficar atento é como o banco priorizou o crescimento desta carteira:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234079 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito.png" alt="" width="644" height="229" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito.png 644w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito-480x171.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 644px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aproximadamente 97% das novas operações nos últimos 12 meses foram classificadas nos ratings mais elevados (AA – C), e atualmente ~92% das operações estão classificadas nessas faixas de risco. A estratégia, portanto, não se limitou a aumentar o volume, mas buscou, simultaneamente, manter um controle robusto sobre os riscos associados à carteira.</p>
<p>O controle de riscos também se refletiu na redução dos índices de inadimplência e nas provisões para devedores duvidosos. A taxa de inadimplência acima de 90 dias recuou de 5,1% para 4% no comparativo anual.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234081 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds.png" alt="" width="645" height="329" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds.png 645w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds-480x245.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 645px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">O número historicamente considerado ideal para<strong> otimizar o resultado do banco para este indicador é de 3%</strong> (o Itaú apresentou 2,4% no 4T24), indicando que o Bradesco ainda possui desafios aqui mas também é importante reconhecer o bom trabalho realizado até o momento.</p>
<p style="text-align: left;">Os valores de PDD também apresentaram melhora expressiva tanto em valores absolutos, saindo de R$ 10,5 bilhões no 4T23 para R$ 7,5 bilhões no 4T24 quanto no índice que melhorou de 4,8% para 3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, demonstrando um aprimoramento na gestão dos riscos de crédito.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234082 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD.png" alt="" width="449" height="264" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD.png 449w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></p>
<h3><strong>Receitas e despesas operacionais</strong></h3>
<p style="text-align: left;">No âmbito operacional, os resultados também foram positivos: as receitas totalizaram um valor de R$ 32,3 bilhões, um incremento anual de aproximadamente 8%, com destaque ao crescimento na linha de receita de prestação de serviços onde o banco reportou um crescimento de 13,7% ao ano, em função do aumento de participação na Cielo. Mesmo desconsiderando esse efeito, essa linha teria crescido 7,9% a.a.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234084 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos.png" alt="" width="465" height="286" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos.png 465w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 465px) 100vw, 465px" /></p>
<p style="text-align: left;">Do lado das despesas o banco apresentou um dados menos favoráveis, com aumento de despesas operacionais de R$ 16,4 bilhões (incremento de 10% no comparativo anual). Para enxergar o copo “meio vazio”, é importante destacar que no período o banco diminuiu seus postos de atendimento saindo de quase 7.4 mil postos para 6 mil e obtendo um ganho de 2 milhões de cliente, mostrando eficiência no quesito digitalização.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234083 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento.png" alt="" width="624" height="201" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento-480x155.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">A área de seguros do Bradesco se destaca como um ponto forte e porto seguro da instituição. No 4º trimestre de 2024, o ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) do segmento de seguros foi de 25,1%, evidenciando um desempenho excepcional. O banco obteve um lucro de R$ 2,5 bilhões com sua vertical de seguros, mostrando uma melhoria geral em todos os aspectos desse segmento.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>O desafio do turnaround e a jornada de inovação</strong></h3>
<p style="text-align: left;">O banco se encontra em uma fase decisiva de transformação, adotando um plano de turnaround para reformular suas operações. Apesar do crescimento anual, desafios como a alta inadimplência forçaram a instituição a promover mudanças profundas em sua tecnologia e em seus processos internos.</p>
<p style="text-align: left;">As iniciativas implementadas até o momento apontam para uma trajetória de recuperação, embora o êxito dependa de uma gestão meticulosa, do fortalecimento de uma cultura organizacional voltada à inovação e à excelência no atendimento, da otimização da rede de agências e da aceleração da digitalização dos serviços, essenciais para conter a inadimplência e aprimorar os indicadores financeiros.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Cenário macroeconômico para o setor bancário</strong></h3>
<p>O desempenho dos bancos está intimamente ligado ao cenário macroeconômico, servindo como um termômetro para as projeções futuras. Em um ambiente que requer estabilidade para a maximização dos lucros e controle dos níveis de inadimplência, fatores como uma taxa SELIC elevada e o crescimento econômico incerto impõem desafios adicionais.</p>
<p>Essa conjuntura, marcada por juros altos, pressiona a gestão da margem financeira, já que a alta taxa <strong>reduz a demanda por crédito</strong> e eleva o <strong>custo de captação</strong>, dificultando a manutenção de lucros sustentáveis, sobretudo para instituições em processo de reestruturação como o Bradesco.</p>
<h3><strong>Conclusão e ponto de reflexão&#8230;</strong></h3>
<p>A melhora gradual vem ocorrendo. O Bradesco está em um processo de transformação que demanda paciência e monitoramento contínuo, dado o cenário macroeconômico incerto e os desafios internos para modernizar suas operações e reduzir riscos. As iniciativas para melhorar a eficiência operacional, adequar os spreads e conter a inadimplência indicam um caminho promissor, embora gradual, rumo a ganhos sustentáveis a longo prazo.</p>
<p>Nos últimos dois anos, as ações ordinárias do Bradesco praticamente andaram de lado, saindo de R$ 11,12 em janeiro de 2023 e fechando em R$ 10,88 em 21 de fevereiro de 2025. No mesmo intervalo, o banco vem superando o auge do problema de inadimplência e registrou um salto no lucro líquido, de R$ 16,3 bilhões em 2023 para R$ 19,6 bilhões em 2024, um <strong>avanço de 20%</strong>.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234080 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao.png" alt="" width="624" height="157" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao-480x121.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">Além disso, o ROAE passou de 10,2% no 1T24 para 12,7% no 4T24, enquanto o total yield (soma do Dividend Yield com a recompra de ações) se manteve na casa dos 7% conforme gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234085 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield.png" alt="" width="624" height="165" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield-480x127.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p>Diante desse contraste entre a cotação relativamente estável e a gradual melhora nos indicadores financeiros, abre-se espaço para refletir sobre o potencial de valorização no longo prazo, caso o banco retome patamares históricos de retorno sobre o patrimônio próximos de 20%. Afinal, é o que sempre insisto e repito nas minhas redes sociais: No longo prazo o <strong>preço segue o lucro</strong>, sempre!</p>
<p>Por último e não menos importante, lembre-se sempre de diversificar sua carteira, garantindo que os ovos não fiquem em uma cesta só e evitando o risco de concentração de ativos em uma mesma ação ou segmento. <strong>A diversificação é a melhor defesa</strong> do investidor consciente.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong></p>
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		<title>Tóquio 1989: O crash que afundou o Japão e destruiu fortunas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 22:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Pílulas de valor]]></category>
		<category><![CDATA[Educação financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Invest ABC]]></category>
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		<category><![CDATA[Investimentos em ações]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Tóquio 1989]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hist&#xF3;ria do mercado financeiro &#xE9; repleta de momentos de euforia e p&#xE2;nico, mas poucos eventos tiveram um impacto t&#xE3;o duradouro quanto o crash da bolsa de T&#xF3;quio em 1989. </p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/toquio-1989-o-crash-que-afundou-o-japao-e-destruiu-fortunas/">Tóquio 1989: O crash que afundou o Japão e destruiu fortunas</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A história do mercado financeiro é repleta de momentos de euforia e pânico, mas poucos eventos tiveram um impacto tão duradouro quanto o crash da bolsa de Tóquio em 1989. O estouro dessa bolha econômica marcou o início de uma era de estagnação para o Japão, conhecida como a &#8220;década perdida&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Este artigo explora as origens desse colapso, suas consequências e as lições que podemos aprender com ele.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O contexto: a formação da bolha japonesa</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Entre 1975 e 1980, o preço das propriedades no Japão aumentou cerca de 70 vezes, enquanto o valor das ações disparou 100 vezes! <strong>Comprar e vender</strong> ações se tornou praticamente o &#8220;esporte nacional&#8221; do Japão nos anos 80.</p>
<p style="text-align: justify;">O país experimentou um crescimento econômico acelerado, impulsionado por uma política monetária expansionista e um aumento na liquidez do mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos simples, isso significa que o Banco do Japão reduziu drasticamente as taxas de juros, tornando o dinheiro mais barato e acessível. Com isso, empresas e indivíduos passaram a tomar empréstimos com mais facilidade, investindo pesado no mercado imobiliário e de ações, como se estivessem aproveitando uma promoção de dinheiro &#8220;quase de graça&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas japonesas passaram a acessar crédito barato para investir agressivamente, resultando em uma escalada sem precedentes nos preços dos ativos. O valor dos imóveis atingiu níveis absurdos. Por exemplo, o preço do terreno do Palácio Imperial de Tóquio chegou a ser estimado em mais de US$ 1 trilhão, o que <strong>é mais do que o valor total do mercado imobiliário dos Estados Unidos na época</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente, o índice <strong>Nikkei 225</strong>, principal referência da bolsa de Tóquio, subiu de cerca de 10.000 pontos no início da década para um pico histórico de quase 39.000 pontos em dezembro de 1989, após um longo bull market de 39 anos entre 1950 e 1989.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O estouro da bolha</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O entusiasmo e a confiança cega dos investidores, impulsionado por uma febre especulativa, fez com que o mercado virasse praticamente um cassino onde todos apostavam que os preços só subiriam.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como toda festa exagerada, a ressaca chegou. Para tentar esfriar a economia superaquecida, o Banco do Japão começou a subir gradualmente as taxas de juros, saindo de 2,5% em 1990 para 8% em 1991 em uma tentativa de controlar a inflação e estabilizar a economia. Com o crédito mais caro e difícil, muitos investidores entraram em pânico e começaram a vender ações em massa, causando uma queda abrupta nos preços.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em 1990, o índice Nikkei despencou mais de 50%</strong>, marcando um dos piores colapsos da história dos mercados financeiros. O preço das ações da empresa japonesa de tecnologia, Sony, caiu cerca de 60% entre 1989 e 1992, refletindo a crise econômica do Japão na época. O mesmo ocorreu com a Mitsubishi Estate, uma das maiores empresas imobiliárias do Japão, e isso representou uma perda de valor de mercado de aproximadamente US$ 1,4 bilhão.</p>
<p style="text-align: justify;">O setor imobiliário também sofreu um choque severo, com uma queda significativa no valor das propriedades, arrastando bancos e empresas para uma crise de crédito.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Consequências: as décadas perdidas</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O impacto do <em>crash</em> foi profundo e duradouro. No início da década de 1990 o Japão entrou em um longo período de estagnação econômica caracterizado por baixo crescimento, deflação e um sistema bancário fragilizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas instituições financeiras ficaram com ativos de difícil recuperação, levando a uma crise de crédito e a um aumento do desemprego. O governo japonês tentou diversas estratégias para reanimar a economia, incluindo pacotes de estímulo fiscal e monetário, mas os efeitos foram limitados.</p>
<p style="text-align: justify;">A confiança do mercado levou anos para se recuperar, e o índice Nikkei 225 entrou em um declínio prolongado. Em seu auge, em dezembro de 1989, o índice atingiu um impressionante recorde de 38.916 pontos. No entanto, o cenário mudou drasticamente: duas décadas depois, em 2009, o índice estava na casa dos 7 mil pontos, representando uma queda avassaladora de 82%.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse derretimento do mercado tornou-se um dos exemplos mais emblemáticos de como uma bolha especulativa pode <strong>destruir fortunas e redefinir a economia de um país por décadas</strong>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234057" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/NIkkei-225.jpg" alt="" width="903" height="555" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/NIkkei-225.jpg 903w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/NIkkei-225-480x295.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 903px, 100vw" /><strong>Lições para os investidores</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O <em>crash</em> da bolsa de Tóquio oferece ensinamentos valiosos para investidores e formuladores de políticas econômicas:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Evite a especulação excessiva:</strong> o episódio japonês demonstrou os perigos de investir com base apenas no otimismo e no comportamento de manada, sem considerar os fundamentos econômicos reais.</li>
<li><strong>A diversificação é essencial:</strong> quem concentrou investimentos exclusivamente no mercado imobiliário e de ações sofreu perdas massivas. A diversificação de investimentos pode ajudar a reduzir o risco em situações como a do Japão 1989.</li>
<li><strong>Políticas monetárias devem ser bem calibradas:</strong> Crescimento econômico de décadas, redução expressiva dos juros, excesso de dinheiro na economia e gigantesco crescimento no valor das propriedades (quadro japonês em 1985), são elementos que, em conjunto, podem acabar virando uma bolha. Uma gestão equilibrada da política econômica é crucial.</li>
<li><strong>Mercados podem demorar para se recuperar:</strong> ao contrário de outras crises que foram seguidas por retomadas rápidas, o Japão levou décadas para se o índice NIkkei retornar ao mesmo patamar, mostrando que os efeitos de uma crise podem ser duradouros.</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O <em>crash</em> da bolsa de Tóquio em 1989 não foi apenas um colapso financeiro, mas um marco na história econômica global. Ele ilustra como o excesso de otimismo e a falta de regulação adequada podem levar a crises devastadoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse episódio da Bolsa de Tóquio em 1989 é um lembrete das consequências negativas que podem surgir de bolhas especulativas e da importância de manter uma <strong>abordagem de investimento equilibrada, diversificada e baseada em fundamentos sólidos</strong>. Afinal, como demonstrado pela história, bolhas sempre estouram, e seus efeitos podem ser devastadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A história do colapso japonês ensina lições valiosas sobre especulação, diversificação e estratégias inteligentes para o longo prazo. Se você está interessado em aprender a construir uma estratégia de longo prazo, estou aqui para ajudar. Vamos conversar sobre como você pode alcançar seus objetivos financeiros de forma inteligente e gradual. Me envie uma mensagem no WhatsApp </em><a href="http://wa.link/a9fkbz"><em>clicando aqui</em></a><em>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no <a href="https://www.instagram.com/investabc_?igsh=andtc3c0MXZuaXhr&amp;utm_source=qr">Instagram</a> e Threads (@investabc_) e faça parte da nossa comunidade </em><a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn"><em>clicando aqui</em></a></p>
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		<title>O zelador que virou milionário: aprenda com Ronald Read</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 02:36:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Descubra como Ronald Read, um homem simples, construiu uma fortuna de US$ 8 milh&#245;es investindo de forma disciplinada em a&#231;&#245;es de <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> ao longo de sua vida.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ronald Read nasceu em 1921 e, ao longo de sua vida, levou uma existência simples e contida. Serviu ao exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, e ao retornar, começou a trabalhar como <strong>frentista e mecânico</strong>, cargos que manteve por 25 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante esse tempo, ele era bem conhecido por sua rotina de frequentar a biblioteca local e dedicar seu tempo à leitura, especialmente sobre <strong>economia e finanças</strong>. Todos os dias, ele lia o <strong>The Wall Street Journal</strong> e era ali que ele encontrava a base para sua visão sobre o mundo financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1980, aos 58 anos, Ronald mudou de carreira e se tornou zelador da J.C. Penney, uma gigante rede de lojas de departamento. Ele trabalhou na empresa até se aposentar em 1997, aos 75 anos, e passou a se dedicar ao que mais gostava: <strong>passeios ao ar livre</strong>, <strong>leitura</strong> e <strong>jardinagem</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua vida era simples, sem grandes luxos, mas a verdadeira riqueza de Ronald Read não estava nas posses materiais, e sim na maneira como ele usava seu <strong>tempo</strong> e o poder do <strong>mercado de ações</strong> para criar sua fortuna.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>A grande surpresa: o legado milionário</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Em 2014, no dia de sua morte, a grande surpresa veio para sua família. Não foi pela perda de um ente querido, mas pelo legado financeiro que ele deixou para trás. O <strong>testamento</strong> de Ronald Read revelou uma fortuna de <strong>US$ 8 milhões</strong>, que, ajustada pela inflação, se tornaria cerca de <strong>US$ 10,7 milhões</strong>. Uma quantia impressionante para um homem que levou uma vida simples, com um salário modesto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém sabia, mas Ronald Read passou sua vida investindo de forma discreta e <strong>consistente</strong> no <strong>mercado de ações</strong>. Ele não era um trader, não buscava ganhar dinheiro rápido. Ao contrário, ele era um investidor de <strong>longo prazo</strong>, que acreditava no poder dos <strong>juros compostos</strong> e na paciência para que seus investimentos crescessem ao longo dos anos. Cada dividendo recebido, ele <strong>reinvestia</strong> em mais ações, fazendo com que sua fortuna crescesse de forma constante.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>O segredo de Ronald: paciência e estratégia</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Ronald Read praticava uma filosifia de investimento simples. Ele <strong>investia em boas empresas</strong>, aquelas com um histórico sólido e um potencial de crescimento constante.</p>
<p style="text-align: justify;">Empresas como <strong>Johnson &amp; Johnson</strong>, <strong>Procter &amp; Gamble</strong>, <strong>Coca-Cola</strong> e <strong>American Express</strong>, entre outras, faziam parte de seu portfólio. Ele sabia que essas grandes empresas não apenas pagavam bons dividendos, mas também poderiam oferecer <strong>crescimento no longo prazo</strong>. Segue abaixo as dez maiores posições do portfólio de Rondald:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-234043 size-full aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Top-10-Ronald-Read.png" alt="" width="846" height="747" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Top-10-Ronald-Read.png 846w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Top-10-Ronald-Read-480x424.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 846px, 100vw" />E o mais impressionante: quando Ronald faleceu, ele <strong>gerava cerca de US$ 20 mil por mês em dividendos</strong> (aproximadamente <strong>R$ 120 mil por mês</strong> no câmbio atual). Um homem simples, que nunca ganhou grandes salários, acumulou uma fortuna e agora gerava uma renda passiva considerável apenas com os investimentos em ações.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>A lição de Ronald Read</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A história de Ronald Read é uma verdadeira lição de como a paciência, estudo e uma boa estratégia de investimentos podem transformar vidas. <strong>Não é necessário ter um grande salário nem uma herança milionária</strong> para acumular riqueza.</p>
<p style="text-align: justify;">O segredo está em investir em boas empresas e <strong>deixar o tempo trabalhar a seu favor</strong>. Diversificar os investimentos também é essencial, pois, eventualmente, algumas empresas vão quebrar ou não vão render como esperado, mas os investimentos que dão certo mais que compensam essas perdas.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora ele possuísse ações do Lehman Brothers quando o banco faliu em 2008, a falência praticamente não afetou seu patrimônio uma vez que seus investimentos eram diversificados, com 95 empresas em carteira.</p>
<p style="text-align: justify;">A história de Ronald Read nos ensina que, com <strong>consistência e disciplina</strong>, qualquer um pode alcançar a independência financeira. A estratégia é simples: investir em<strong> boas empresas</strong>, <strong>reinvestir os dividendos</strong> e <strong>ter paciência</strong> para deixar o tempo e os juros compostos fazerem o resto do trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Três passos simples </strong>que Ronald Read seguiu e você pode seguir também:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Invista em boas empresas</strong>; selecione empresas sólidas, com uma boa trajetória e potencial de crescimento.</li>
<li><strong>Reinvista os dividendos</strong>; aproveite os dividendos pagos para comprar mais ações e acelerar o crescimento de seu portfólio.</li>
<li><strong>Tenha paciência e use o tempo ao seu favor</strong>; o tempo, os juros compostos e a disciplina são fundamentais para o sucesso a longo prazo.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Esses passos não exigem que você seja rico ou um gênio do mercado financeiro. Basta ser consistente e fazer o básico, que funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você nunca ouviu falar de Ronald Read, não se surpreenda. A estratégia de investimentos em dividendos <strong>não é amplamente divulgada pela mídia financeira convencional porque não beneficia a indústria</strong>, que prefere vender serviços e produtos financeiros ao invés de promover a ideia de que qualquer pessoa pode investir de forma independente e obter bons resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, se você ainda não começou a investir, <strong>o que está esperando?</strong> Não adianta esperar um milagre. O mercado de ações é um dos poucos lugares onde qualquer um pode <strong>multiplicar sua riqueza</strong>, desde que siga uma estratégia razoável e tenha paciência para esperar os resultados.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Que tal aplicar as ideias de Ronald Read em seus próprios investimentos? Se você está interessado em aprender a construir uma estratégia de longo prazo, estou aqui para ajudar. Vamos conversar sobre como você pode alcançar seus objetivos financeiros de forma inteligente e gradual. Me envie uma mensagem no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz">clicando aqui</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no Instagram e Threads (@investabc_) e faça parte da nossa comunidade </em><a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn"><em>clicando aqui</em></a></p>
<p><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong></p>
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		<title>06 Lições valiosas de “A Psicologia Financeira”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 00:16:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De maneira l&#xFA;dica e leve, Morgan Housel nos ensina que investir n&#xE3;o &#xE9; apenas sobre n&#xFA;meros, gr&#xE1;ficos ou relat&#xF3;rios financeiros. &#xC9;, principalmente, sobre comportamento humano. Essa &#xE9; a ess&#xEA;ncia de &#x201C;A Psicologia Financeira&#x201D;, obra de Morgan Housel e leitura essencial para todo e qualquer investidor.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Este é, sem dúvida, um dos melhores livros de finanças que já li. De maneira lúdica e leve, Morgan Housel nos mostra que investir vai além de números, gráficos e relatórios financeiros; é, acima de tudo, sobre comportamento humano. Essa é a essência de &#8220;<strong><em>A Psicologia Financeira&#8221;</em></strong>, uma leitura indispensável para qualquer investidor.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor desconstrói as complexidades do mundo dos investimentos para mostrar que o sucesso financeiro está menos ligado à matemática e mais à nossa mentalidade. Aqui estão as 6 lições mais valiosas do livro, adaptadas para quem busca decisões financeiras mais conscientes e equilibradas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; Você não precisa acertar sempre </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das maiores lições do livro é entender que errar faz parte do jogo. Mesmo os maiores investidores, como Warren Buffett, não tomam decisões 100% corretas o tempo todo. O diferencial está em minimizar os danos dos erros e maximizar os acertos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que isso significa na prática?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Diversifique seus investimentos para reduzir o impacto de possíveis falhas.</li>
<li>Evite grandes apostas ou decisões emocionais que possam comprometer todo o seu patrimônio (Ex: investir alto em ativos que estão no noticiário porque viu que houve uma alta significativa)</li>
<li>Adote uma abordagem estratégica em que pequenas perdas não anulem os ganhos no longo prazo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Lembre-se: o objetivo não é ser perfeito, mas<strong> consistente</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211; Suas experiências influenciam suas decisões </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Housel nos lembra que nossas escolhas financeiras são moldadas pelas experiências que tivemos no passado. Se você cresceu em um ambiente de crise econômica (ex: década de 80 – hiperinflação), provavelmente terá uma abordagem mais cautelosa. Já quem viveu períodos de alta prosperidade pode ser mais ousado (ex: anos 2000 – <em>boom</em> das commodities, PIB e Bolsa em alta)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que isso importa?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Nossas decisões financeiras muitas vezes são baseadas em <strong>percepções</strong> subjetivas, e não em fatos objetivos.</li>
<li>Erros passados podem nos levar a evitar riscos desnecessários, mas também podem nos paralisar diante de boas oportunidades.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>A chave está em reconhecer seus vieses e separar os <strong>fatos</strong> das emoções.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; A sorte também joga </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Housel é direto: o acaso desempenha um papel significativo em nossas vidas financeiras. Um bom investimento pode ser fruto de uma análise detalhada, mas também pode depender de uma conjuntura favorável ou até de um golpe de sorte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como lidar com a aleatoriedade?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Entenda que, no curto prazo, a sorte pode influenciar muito, mas, no longo prazo, a <strong>consistência</strong> e a <strong>disciplina</strong> prevalecem, assim como muitas outras coisas na vida.</li>
<li>Não atribua todo o <strong>sucesso</strong> ou <strong>fracasso</strong> apenas às suas decisões. Sempre haverá fatores fora do seu controle influenciando o resultado das suas decisões.</li>
<li>O esforço deve se concentrar em colocar as probabilidades ao seu lado e deixar o “jogo rolar”.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Aceite a incerteza e foque em<strong> probabilidades</strong>, não certezas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211; Simplifique </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em um mundo onde a complexidade é muitas vezes confundida com inteligência, Housel defende que a <strong>simplicidade</strong> é uma vantagem subestimada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como aplicar isso?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Construa uma estratégia simples e fácil de seguir. Por exemplo, investir em empresas sólidas, ETFs de índice (aplicável a EUA apenas) ou setores amplamente diversificados.</li>
<li>Evite cair na armadilha de “descobrir o próximo grande investimento” ou criar estratégias mirabolantes.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Não é preciso ser extraordinário para obter resultados extraordinários. <strong>Mantenha a simplicidade</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211; Inveja destrói estratégias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Housel aponta que um dos maiores sabotadores do sucesso financeiro é a comparação constante. A inveja nos leva a buscar resultados rápidos ou a seguir tendências sem fundamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que fazer?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Entenda que o sucesso é relativo e deve ser medido com base nos seus <strong>próprios objetivos</strong> financeiros.</li>
<li>Não se deixe levar por histórias de ganhos extraordinários, como investidores que “dobraram o capital” em um mês. Essas situações são <strong>exceções</strong>, não a regra.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Invista <strong>no seu tempo</strong> e no seu ritmo. O foco deve ser em você, não nos outros.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211; Proteja seu patrimônio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ganhar dinheiro é importante, mas protegê-lo é ainda mais. Housel destaca que a resiliência financeira está na capacidade de preservar o que já foi conquistado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como proteger seu patrimônio?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sempre tenha uma reserva de emergência para cobrir imprevistos.</li>
<li>Foque em investimentos com bons fundamentos e <strong>risco</strong> controlado.</li>
<li>Lembre-se das palavras de Warren Buffett: “Regra nº 1: não perca dinheiro. Regra nº 2: nunca esqueça a regra nº 1.”</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Rentabilidade consistente e <strong>controle de riscos</strong> são suas maiores armas para o sucesso financeiro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“<strong>A Psicologia Financeira</strong>” </em>nos lembra que investir vai além de escolher boas ações ou fundos. O verdadeiro sucesso financeiro está em entender e dominar nosso comportamento. Pensar no longo prazo, ignorar distrações e focar no que realmente importa: <strong>disciplina, consistência e proteção do patrimônio</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você se interessou pelo livro, pode<strong> <a href="https://amzn.to/40vg3dp">adquiri-lo aqui</a></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Que tal levar essas ideias para a prática? Conheça minha consultoria de investimentos e vamos construir juntos uma estratégia personalizada para alcançar seus objetivos financeiros. É só me chamar no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz"><strong>clicando aqui</strong></a>. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Para mais dicas e conteúdos exclusivos, siga meu perfil no Instagram e Threads @investabc_ e faça parte da nossa comunidade<strong> <a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn">clicando aqui</a>.</strong></em></p>
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		<title>As principais lições de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2025 15:15:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ano de 2024 trouxe li&#231;&#245;es sobre a imprevisibilidade do mercado: d&#243;lar a R$6,20, <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Selic&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;SELIC &#233; a sigla para Sistema Especial de Liquida&#231;&#227;o e Cust&#243;dia, que &#233; a taxa b&#225;sica de juros da economia brasileira. &#201; definida pelo Banco Central do Brasil (BCB) e serve como refer&#234;ncia para a taxa de juros de diversos produtos financeiros, como empr&#233;stimos, investimentos e t&#237;tulos p&#250;blicos.&#38;lt;br&#38;gt;&#201; um importante instrumento de pol&#237;tica monet&#225;ria utilizado pelo BCB para controlar a infla&#231;&#227;o e promover o crescimento econ&#244;mico. Quando a taxa SELIC est&#225; alta, por exemplo, os empr&#233;stimos ficam mais caros, o que desestimula o consumo e aumenta a poupan&#231;a. Isso pode ajudar a conter a infla&#231;&#227;o e a estabilizar a economia.&#38;lt;br&#38;gt;A taxa SELIC &#233; atualizada periodicamente pelo BCB e pode ser alterada de acordo com as condi&#231;&#245;es econ&#244;micas do pa&#237;s. &#201; importante estar atento &#224;s altera&#231;&#245;es da taxa SELIC, pois ela pode impactar o custo de diversos produtos financeiros e, consequentemente, os rendimentos e as despesas das pessoas e das empresas, como por exemplo o pre&#231;o de a&#231;&#245;es e a performance dos fundos imobili&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/selic/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>Selic</a> a 12,25% e bolsa em queda de 10,36%. Para 2025, existe o desafios fiscal a ser superado, e ao mesmo tempo otimismo sobre o <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Ibovespa&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;&#201; o mais popular indicador do desempenho m&#233;dio das cota&#231;&#245;es das a&#231;&#245;es negociadas na bolsa de valores brasileira (B3). &#201; formado pelas a&#231;&#245;es com maior volume negociado nos &#250;ltimos meses. Reavaliado a cada quatro meses, o &#237;ndice &#233; resultado de uma carteira te&#243;rica de ativos. &#201; composto pelas a&#231;&#245;es de empresas listadas na B3 que atendem aos crit&#233;rios descritos na sua metodologia, correspondendo a cerca de 80% do n&#250;mero de neg&#243;cios e do volume financeiro do nosso mercado de capitais.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/ibovespa/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>Ibovespa</a>, projetado em at&#233; 146 mil pontos por algumas intitui&#231;&#245;es. O segredo continua sendo o equil&#237;brio e o foco no longo prazo.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/as-principais-licoes-de-2024/">As principais lições de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos fazer o mesmo exercício feito para 2023 (se você não leu, <a href="https://investabc.com.br/as-principais-licoes-de-2023/">clique aqui)</a> e voltar no tempo, mais precisamente no início de 2024. Imagine que alguém afirmasse, no primeiro dia de 2024, que estes eventos aconteceriam nos próximos 12 meses:</p>
<p>• O dólar ultrapassaria R$ 6,20, atingindo um novo recorde histórico.<br />
• O Copom encerraria o ano elevando a Selic a 12,25% a.a., em vez de reduzí-la.<br />
• O Bitcoin ultrapassaria a marca histórica de US$ 100 mil.<br />
• A bolsa brasileira encerraria com queda de 10,36%, contrariando otimismo inicial.<br />
• A desaceleração econômica da China afetando o crescimento global.</p>
<p>2024 Foi um ano que trouxe à tona aquela velha brincadeira: economistas existem para que os meteorologistas pareçam mais confiáveis. Basta olhar para a mediana das projeções do boletim Focus divulgadas em janeiro de 2024 sobre como terminaria o ano e compará-las com os resultados efetivamente realizados em dezembro:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-234007 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Projecoes-2024-1.png" alt="" width="542" height="205" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Projecoes-2024-1.png 542w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Projecoes-2024-1-480x182.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 542px, 100vw" /></p>
<p>Os mercados frequentemente disparam quando a economia parece frágil e as previsões são sombrias, e caem quando tudo parece estar em ordem. Se analisarmos a história do mercado, fica claro que essa dualidade é recorrente. Essa dinâmica reflete a imprevisibilidade inerente dos mercados, algo que sempre existiu e continuará existindo e sob a qual não temos o menor controle.</p>
<p>O que está ao nosso alcance é entender uma tendência que se mantém sólida ao longo do tempo: o mercado tem um movimento consistente de alta. Isso é um lembrete valioso de que o foco deve estar onde realmente importa: no <strong>longo prazo</strong>. Isso não é fácil de fazer, especialmente em nosso mundo altamente conectado em que sempre há inúmeras razões para ser pessimista a curto prazo.</p>
<p>Mas a história mostra que é o otimista a longo prazo que sai vitorioso. Aqueles que conseguem permanecer investidos, permanecem no jogo tempo o suficiente para que a capitalização composta faça sua mágica.</p>
<p>O ano de 2024 reforçou essa lição: embora investir possa parecer complicado em meio ao bombardeio das notícias, a essência de investir é mais simples do que parece. A mídia, com manchetes sensacionalistas, muitas vezes tenta nos convencer do contrário.</p>
<p>2025 Começou com alguns desafios já &#8220;contratados&#8221;, entre eles o ajuste do quadro fiscal do país. Entretanto já é possível ler notícias bastante otimistas sobre a Bolsa. Em novembro o<a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/morgan-corta-exposicao-no-brasil-para-venda-e-projeta-ibovespa-a-146-mil-em-2025/?utm_source=chatgpt.com"> Morgan Stanley projetou o ibovespa a 146 mil pontos</a> e na sequência, em dezembro o <a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/santander-ve-ibovespa-a-145-mil-pontos-em-2025-mas-destaca-riscos-e-muda-carteira/?utm_source=chatgpt.com">Santander reforçou essa visão</a>. Isso sem contar a quantidade de notícias do tipo “<a href="https://www.suno.com.br/noticias/acoes-para-investir-2025-btg-gss/">as melhores ações para se investir em 2025</a>”, como se boas empresas tivessem prazo de validade. Vai entender!</p>
<p>Ainda estamos longe do otimismo eufórico típico de bull markets, mas quando esse momento chegar, será perceptível no tom das notícias. As manchetes refletirão um otimismo contagiante, sugerindo um caminho de alta sem interrupções.</p>
<p>É justamente nesse cenário que os riscos são subestimados, o crédito se torna mais acessível e os <a href="https://investabc.com.br/dicionario/initial-public-offering-ipo/">IPOs</a> se multiplicam. Inevitavelmente, vem a correção, e muitos investidores que entram no auge, pelos motivos errados e no momento errado, acabam sendo os mais prejudicados.</p>
<p>O segredo está no<strong> equilíbrio,</strong> sempre.<br />
Desejo a você sucesso nos investimentos em 2025.</p>
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		<title>Dividendos: Mitos, fatos e o poder dos juros compostos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2024 21:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> s&#227;o uma estrat&#233;gia de investimento com uma longa hist&#243;ria e efic&#225;cia comprovada. No entanto, eles ainda geram controv&#233;rsias e s&#227;o subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa vis&#227;o e acreditam, erroneamente, que <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Dividendos&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Parcela do lucro l&#237;quido distribu&#237;do pelas empresas aos acionistas, j&#225; descontado de imposto de renda. Apenas no Brasil existe a figura do &#38;quot;juro sobre capital pr&#243;prio&#8221;, o JCP. &#201; dividendo do mesmo jeito. A diferen&#231;a &#233; que, no caso do JCP, quem paga o imposto n&#227;o &#233; a empresa e sim o acionista.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/dividendos/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>dividendos</a> n&#227;o t&#234;m <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Valor&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;No mercado financeiro, o valor &#233; a medida do pre&#231;o de um ativo ou empresa e &#233; utilizado como uma refer&#234;ncia para avaliar o retorno esperado de um investimento. Valor est&#225; associado a uma mir&#237;ade de conceitos, incluindo valor para o acionista, valor de uma empresa, valor justo e valor de mercado. A avalia&#231;&#227;o do valor de um ativo ou empresa &#233; uma parte importante da an&#225;lise de investimentos e &#233; utilizada para tomar decis&#245;es de compra ou venda.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/valor/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>valor</a>.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/dividendos-mitos-fatos-e-o-poder-dos-juros-compostos/">Dividendos: Mitos, fatos e o poder dos juros compostos</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong>Introdução:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos são uma estratégia de investimento com uma longa história e eficácia comprovada. No entanto, eles ainda geram controvérsias e são subestimados por certos segmentos do mercado. Como resultado, muitos novos investidores acabam sendo influenciados por essa visão e acreditam, erroneamente, que dividendos não têm valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, exploro mitos e fatos que destacam a importância dos dividendos como uma fonte de renda e indicativo da saúde financeira das empresas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividend yield elevado é sempre bom</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Um equívoco comum sobre ações que pagam dividendos é que uma ação com alto <strong><em>dividend yield</em></strong> é sempre um bom investimento. Muitos investidores escolhem ações com os maiores dividendos, mas isso pode ser arriscado e, em muitos casos, revelar-se um péssimo investimento ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante que o investidor entenda por que uma empresa tem um dividend yield elevado e se ela pode sustentá-lo sem comprometer suas finanças. Um exemplo é a Taesa, queridinha de muitos investidores. Os proventos distribuídos pela empresa nos últimos anos incluíram eventos <strong>não recorrentes</strong>, o que torna essencial avaliar sua geração de caixa futura para entender sua real capacidade de continuar pagando os atuais patamares de dividendos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Dividendos saem de um bolso e entram no outro&#8230;</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos envolvem muito mais do que apenas a transferência de dinheiro do caixa da empresa para o bolso do acionista.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma empresa paga dividendos, o valor distribuído é de fato retirado do preço da ação. No entanto, a importância dos dividendos vai além do pagamento em si. Investidores que menosprezam os dividendos ainda não entenderam seu valor. A longo prazo, os dividendos refletem a capacidade da empresa em gerar valor contínuo para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se uma empresa paga dividendos, é porque gerou dinheiro excedente em suas operações já levando em consideração o reinvestimento no negócio. Isso naturalmente pode levar o investidor a questionar se não é melhor a empresa reinvestir toda a grana de volta no negócio ao invés de distribuir. Na realidade nem sempre isso é verdade, e a empresa pode optar por distribuir proventos se entender que o retorno gerado ao acionista é mais vantajoso do que reinvestir em determinado projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Para facilitar o entendimento observe o gráfico abaixo sobre o desempenho das ações de Taesa desde 2007:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233963 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg" alt="" width="624" height="280" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Taesa-480x215.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Bloomberg</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na linha vermelha temos a evolução do preço da ação sem dividendos e na linha verde o retorno com dividendos. Note que no início não há tanta diferença. Mas a medida que o tempo passa e o efeito bola de neve dos juros compostos começam a surtir, abre uma grande diferença entre a rentabilidade com e sem reinvestimento dos dividendos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar este bloco e não exaurir com muitos exemplos, veja o gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233961 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg" alt="" width="624" height="292" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV.jpg 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IDIV-480x225.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: Geraldo Burigo, Economática</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em azul temos o IDIV que é um índice criado em 2005 de empresas boas pagadoras de dividendos. Em vermelho temos o IBRx que é o índice das 100 ações mais negociadas e líquidas da bolsa, e em verde temos o IBOV que é o índice mais popular do nosso mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde sua criação em 2005, o IDIV acumulou um retorno de 707%, enquanto o IBRX apresentou 367% e o IBOV 254%. A diferença é clara: o índice focado em dividendos superou amplamente o principal índice da bolsa brasileira, com quase três vezes mais retorno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidades:</strong> (i) o IDIV apresentou maior consistência e retorno médio anual (14,25%) em comparação com o IBRX (10,72%) e o IBOV (9,23%). Apesar de ter performado abaixo dos outros índices em momentos de crise, como em 2015, ele se destacou com uma forte recuperação em 2016, quase dobrando o valor investido em 12 meses, e (ii) O IDIV superou o CDI com folga, tendo o CDI performado 410% bruto no período.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Ações de dividendos são sempre seguras</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Empresas que pagam dividendos elevados de forma consistente são frequentemente consideradas investimentos seguros, geralmente representando companhias consolidadas e de grande valor, como Itaú, BB Seguridade e Vivo, que são amplamente vistas como exemplos de estabilidade no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o pagamento de dividendos não garante um investimento seguro. A administração pode usar os dividendos para acalmar investidores frustrados quando as ações não estão subindo. Para evitar este tipo de armadilha, é crucial compreender como a administração utiliza os dividendos em sua estratégia corporativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividendos usados como prêmio de consolação pela falta de crescimento são quase sempre uma má ideia. Em 2008, o <em><strong>dividend yield</strong> </em>de muitas ações foram artificialmente elevados devido à queda dos preços das ações. À medida que a crise financeira se aprofundou e os lucros despencaram, muitos programas de dividendos foram cortados, causando quedas nas ações, especialmente entre os bancos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O poder dos dividendos e os juros compostos:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Os dividendos desempenharam um papel significativo nos retornos que os investidores receberam durante as últimas décadas. Voltando a 1960, 85% do retorno total acumulado do Índice S&amp;P 500 (bolsa de Nova York) pode ser atribuído aos dividendos reinvestidos e ao poder dos juros compostos, como ilustrado na figura abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233962 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg" alt="" width="483" height="296" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500.jpg 483w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/SP500-480x294.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 483px, 100vw" />O gráfico mostra um investimento no S&amp;P 500 de US$ 10.000 em 1960, com a linha cinza indicando o resultado sem reinvestimento de dividendos e a linha azul mostrando o resultado com reinvestimento. O retorno com reinvestimentos é 6,42 vezes maior do que o investimento sem dividendos ao longo do período. O poder dos juros compostos neste caso é simplesmente impressionante.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Yield on cost</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">O yield on cost (YOC) é uma métrica que calcula o retorno sobre dividendos com base no valor originalmente pago por uma ação. Por exemplo, se um investidor comprou uma ação há cinco anos por R$ 20 e seu dividendo atual é de R$ 1,50 por ação, então o YOC para essa ação é de 7,5%.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma medida frequentemente negligenciada pelos investidores que tendem a se apegar ao dividend yield atual. Abaixo um exmplo com a WEG que ajuda a compreender melhor a importância do yield on cost. Vamos supor que você tenha comprado R$ 10.000,00 ao preço de R$ 8,30 o papel da empresa no último pregão de 2018. Isso equivale a aproximadamente 1.205 ações.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233964 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg" alt="" width="432" height="134" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC.jpg 432w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WEG_YOC-300x93.jpg 300w" sizes="(max-width: 432px) 100vw, 432px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Observando o recorte de 2019 a 2023, fica claro que o dividend yield da Weg é baixo, especialmente para os padrões nacionais. Entretanto, devido ao crescimento de 334% do lucro no período e do crescimento de proventos por ação de 81%, o retorno com dividendos sobre o valor pago (YOC) é de 5,3% (ajustado pela inflação), versus um yield corrente de 1,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto importante a ser destacado é que o investidor pode deixar passar boas oportunidades pelo simples fato de se prender ao dividend yield, deixando passar oportunidades de empresas que estão constantemente crescendo seus lucros e repartindo proventos cada vez maiores com os seus acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são raros os casos de investidores de longo prazo que possuem “Yields On Cost” de mais de 100% sobre o preço pago por algumas de suas ações, como é o caso de Buffet com inúmeros papéis que ele possui em carteira há décadas.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>O que são dividendos e o que eles sinalizam:</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se: os dividendos são uma parte do lucro distribuído pela empresa aos acionistas, representando uma remuneração direcionada aos investidores. Além disso, os dividendos sinalizam diversos aspectos cruciais sobre a empresa, tais como:</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Rentabilidade:</strong> Os dividendos expressam a rentabilidade da companhia, sendo um indicativo claro de que suas operações são lucrativas e capazes de gerar retornos para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Confiança:</strong> O pagamento recorrente de dividendos demonstra a confiança da empresa em sua capacidade de gerar fluxo de caixa futuro e manter uma política financeira estável.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Estabilidade:</strong> Empresas que pagam dividendos consistentemente ao longo do tempo são consideradas mais estáveis financeiramente, pois demonstram uma gestão cautelosa e resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Comprometimento:</strong> O pagamento regular de dividendos estabelece um compromisso da empresa com seus acionistas, reconhecendo sua importância para o sucesso da companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">O rendimento dos dividendos oferece um retorno em dinheiro a curto prazo, enquanto o investidor espera que o mercado perceba o potencial de crescimento da empresa. É uma forma mais segura de obter ganhos do que depender exclusivamente do aumento futuro dos lucros, que pode ser incerto. Além disso, dividendos quase nunca são cortados, e empresas sólidas têm boas chances de aumentar seus lucros com o tempo.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Concluindo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Investir em empresas que pagam dividendos é uma estratégia sólida e comprovada, utilizada por grandes investidores ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores comprovam a eficácia de uma estratégia focada em dividendos. Esses investidores construíram suas fortunas com uma abordagem <strong>simples</strong> e <strong>disciplinada</strong>, mantendo o foco em empresas com modelos de negócios simples, compreesíveis e resilientes aliados a capacidade de gerar fluxo de caixa consistente. Eles entendem que o <strong>tempo</strong> e os <strong>juros compostos</strong> trabalham a favor de quem investe em boas empresas pagadoras de dividendos, garantindo retornos crescentes ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, investir em dividendos é uma estratégia simples, que exige paciência e visão de longo prazo, mas que pode gerar resultados extraordinários, especialmente quando combinado com o poder dos juros compostos.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividend Yield elevado nem sempre é vantajoso</strong>: Um alto dividend yield pode parecer atrativo, mas é essencial entender sua sustentabilidade a longo prazo, evitando armadilhas de empresas com resultados não recorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos representam mais que pagamentos:</strong> Eles sinalizam a capacidade da empresa de gerar valor contínuo para os acionistas, refletindo tanto a saúde financeira quanto a estratégia de alocação de capital.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>O poder dos juros compostos</strong>: Reinvestir dividendos ao longo do tempo pode gerar retornos exponenciais, superando os ganhos obtidos sem reinvestimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Yield on cost:</strong> Investidores que focam apenas no dividend yield atual podem perder boas oportunidades; o YOC revela o impacto do tempo e do crescimento dos dividendos no retorno real.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Dividendos não garantem segurança</strong>: Empresas podem usar dividendos para acalmar acionistas em vez de focar no crescimento sustentável, tornando fundamental a análise da estratégia de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">• <strong>Grandes investidores comprovam a eficácia</strong>: Warren Buffett, Luiz Barsi e outros grandes investidores acumularam fortunas investindo em empresas pagadoras de dividendos, utilizando uma abordagem disciplinada e de longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="font-size: 8pt;">(Todas as empresas mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></strong></em></p>
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		<title>Tudo o que você precisa saber antes de investir em Bancos.</title>
		<link>https://investabc.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-bancos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Mar 2024 19:20:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se o dinheiro &#xE9; o sangue da economia, ent&#xE3;o os bancos s&#xE3;o o cora&#xE7;&#xE3;o que mant&#xE9;m esse sangue em circula&#xE7;&#xE3;o. Em sua forma mais b&#xE1;sica, os bancos colocam pessoas com dinheiro em contato com pessoas que precisam de dinheiro (tomadores de empr&#xE9;stimos).</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Por que ter um banco em carteira</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se o dinheiro é o sangue da economia, então os bancos são o coração que mantém esse sangue em circulação. Em sua forma mais básica, os bancos colocam pessoas com dinheiro em contato com pessoas que precisam de dinheiro (tomadores de empréstimos).</p>
<p style="text-align: justify;">Lógico que é mais complexo do que isto e a ideia aqui é trazer apenas alguns pontos importantes que você precisa minimamente ter conhecimento para investir com maior qualidade neste setor.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ao primeiro ponto:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como os bancos ganham dinheiro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um banco não é tão simples como uma varejista que, por exemplo, compra um bem por R$ 80 e vende por R$ 100, obtendo uma margem. Banco normalmente possui alto endividamento, e é um negócio de natureza bastante alavancada.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua essência, um banco pega dinheiro a uma determinada taxa e empresta a uma taxa superior. A diferença se chama margem financeira. Um banco pode se financiar oferecendo depósito a vista (ex: conta corrente) ou depósito a prazo (ex: CDBs). Imagine que um cliente deixa um dinheiro remunerado a 10% e o banco empresta esse dinheiro a 12%. Essa diferença é a receita do banco, conhecida também como spread.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se a atividade de um banco é tão simples, ou seja, pega dinheiro aqui e empresta ali, por que muitos bancos quebram? Emprestar dinheiro parece simples, mas a parte difícil é receber de volta. É preciso ter cuidado para não emprestar para quem não vai pagar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, os bancos precisam ter um bom sistema para avaliar os riscos de cada empréstimo. Se esse sistema falhar o banco pode ter muitos problemas, e se não tomar o cuidado necessário o banco pode quebrar. E isso nos leva ao segundo ponto:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é gestão de risco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O banco sabe emprestar dinheiro? Se uma pessoa não paga um banco, ele vai ter prejuízo. Por isso é importante que o banco saiba emprestar dinheiro. Quando um cliente não paga, se diz que este cliente ficou inadimplente. E essa inadimplência é o que você precisa analizar muito bem para conseguir determinar a saúde financeira de um banco.</p>
<p style="text-align: justify;">E para entender a inadimplência de um banco, é importante compreender a qualidade do crédito que o banco oferta, para quem empresta e qual a probabilidade de receber esse pagamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos imaginar que um cliente tomou uma quantia emprestada e não pagou ao longo de dez meses. O banco neste caso tem a opção de dar baixa neste ativo (conhecido como dar <strong><em>write-off</em></strong>, em bom português “perda total”), e considerar que nunca mais ele vai receber. Olhar somente a inadimplência não é o mais indicado e por isso é importante entender a PDD.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PDD – Provisão para devedores duvidosos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um indicador importante para analisar além da inadimplência é a famosa PDD (provisão para devedores duvidosos). Inadimplência e PDD são coisas distintas; Inadimplência é tudo que acontece na vida real de um banco. Se ele emprestou R$ 1.000 e cem dias depois o banco não recebeu, provavelmente ele perdeu esse dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para todo crédito que o banco concede, ele precisa provisionar um percentual de perda. Alguns bancos podem provisionar 100% do que foi emprestado, outros bancos provisionam 50%. O percentual varia em cada caso, sempre seguindo regras e critérios.</p>
<p style="text-align: justify;">Imagine que um banco emprestou R$ 100 para uma pessoa. Se no primeiro mês vencido ele não receber esse dinheiro, o banco vai provisionar, digamos, 50% de perda. Se no segundo mês o cliente não pagou, ele vai provisionar 70% do valor. Deu seis meses e o dinheiro não foi recebido, aí ele pode dar <em>write-off</em> no empréstimo e assumir o prejuízo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Portfólio de crédito</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se você ainda não percebeu, o fator determinante da situação de crédito de um banco é a composição do seu portfólio de crédito. Todo empréstimo possui um nível diferente de risco. Alguns tipos de empréstimos possuem um maior risco de crédito que outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, empréstimos ao setor de construção possuem um risco de perda maior comparado a empréstimos ao setor de energia devido a o histórico de previsibilidade de receita e estabilidade. Por outro lado, empréstimos para a construção são mais arriscados devido á incerteza do sucesso do empreendimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Liquidez de um banco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Imagine que uma pessoa deixa dinheiro no banco em forma de depósito à vista ou CDB. Isso se chama captação. Com esta captação, o banco empresta para uma pessoa física ou uma empresa que compra um imóvel em vinte anos. Neste caso o Banco trava a sua remuneração em vinte anos, mas o cliente que emprestou o dinheiro em conta corrente pode resgatar o dinheiro hoje, amanhã ou semana que vem. Se todo mundo resolver resgatar o dinheiro ao mesmo tempo, a instituição corre o risco de não conseguir devolver o dinheiro depositado para os seus clientes. O <em>Sylicon Valley Bank (SVB)</em>, nos EUA, quebrou ano passado justamente por conta disso. Houve uma corrida bancária e o <em>SVB</em> não conseguiu honrar com os depósitos em conta.</p>
<p style="text-align: justify;">A sacada aqui é a seguinte: O banco pode dominar a arte de conceder crédito, com inadimplência muito bem controlada, mas se ele não casar bem o tempo do ativo (empréstimos) com o tempo do passivo (depósitos) que é o que o mercado chama de <strong>ALM</strong> (<em>Asset &amp; Liability Management</em>, em bom português, gestão de ativos e passivos), ele vai quebrar, independente da qualidade dos ativos dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo, se o banco faz um empréstimo de cinco anos, é importante que ele tenha um passivo casado no mesmo período para lastrear essa operação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estrutura de capital e Índice de Basiléia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por definição, os bancos são alavancados. Imagine que um banco possui R$ 100 milhões em ativos e R$ 10 milhões em patrimônio líquido. Se, por algum motivo, esses ativos sofrerem uma correção negativa de 10%, ou seja, R$ 10 milhões, o patrimônio líquido se reduzirá a zero, e o banco precisará realizar uma nova captação ou chamada de capital.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, entra em cena o <strong>Índice de Basiléia</strong>, criado em 1988 na Suíça, que estabelece um percentual mínimo de patrimônio que os bancos devem possuir em relação aos seus ativos ponderados pelo risco. Quanto maior esse índice, melhor é a situação do banco.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, esse índice é fixado em 8% e é determinado pelo Banco Central. Para fins de comparação, no quarto trimestre de 2023, o Bradesco apresentou um Índice de Basiléia (nível I) de 13,2%, Itaú 15,2% e Banco do Brasil 13,91%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Modelo de negócio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao analisar o modelo de negócio de um banco, é crucial identificar se trata-se de uma instituição tradicional, com agências físicas, ou se é um banco digital, operando exclusivamente por canais online. A estrutura de custos desses bancos varia significativamente, sendo geralmente mais elevada para aqueles com agências físicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomemos o Bradesco como exemplo, que mantém cerca de 4.500 agências físicas, em contraste com o Nubank, que atende seus clientes exclusivamente por meio do canal digital.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada banco tem sua própria segmentação de mercado e áreas de especialização. Por exemplo, o Itaú é conhecido por sua eficiência no atendimento à classe alta e na concessão de crédito. O Bradesco se destaca no setor de seguros, enquanto o Banco do Brasil possui uma forte presença no agronegócio e a Caixa Econômica Federal em crédito imobiliário.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros exemplos notáveis incluem o Banco ABC, direcionado a médias e grandes corporações, e o BTG, que se destaca pela atuação sólida como banco de investimentos. Embora compartilhem uma base comum, cada um se distingue por meio dessas áreas de atuação específicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, a análise do modelo de negócio de um banco não apenas considera sua estrutura física ou digital, mas também sua especialização em segmentos de mercado específicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual é o <em>valuation</em> de um banco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao ponderar sobre a decisão de investir, é prudente analisar alguns indicadores, entre eles o ROE. Se um banco tem um ROE de 20%, provavelmente é um banco muito bom. Se o ROE orbita entre 5% e 10%, certamente o banco está com performance ruim, emprestando muito dinheiro sem receber de volta, com gestão de risco aquém do ideal entre outros problemas de estrutura e eficiência que podem justificar a baixa performance, como por exemplo o que vem ocorrendo com o Bradesco nos últimos anos <a href="https://investabc.com.br/bradesco-entre-as-sombras-da-incerteza/">(confira aqui)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Já um Banco que cresce com um ROE elevado, provavelmente é um negócio que vale o estudo e pode fazer sentido pagar um pouco mais caro por ele. Lembre-se: o que tem qualidade não é barato. É assim em todas as esferas da vida; um bom profissional custa caro, um bom carro custa caro, um bom médico custa caro. O bom senso vale para não pagar 500 vezes mais do que vale, mas é importante lembrar que qualidade tem seu preço.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do ROE, é importante observar a <strong>margem financeira</strong> que é quanto que o Banco ganha emprestando dinheiro. Se ele tiver uma margem financeira boa, provavelmente terá um ROE elevado.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Dividend Yield</strong></em> – Quanto os bancos vão pagar para os seus acionistas. Os investidores gostam muito de olhar esse indicador, afinal é a fatia do lucro que o banco vai compartlhar com seus sócios.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, o <strong>Fluxo de Caixa Descontado</strong> oferece uma perspectiva a longo prazo, calculando quanto o banco gerará em dividendos ao longo dos anos até a perpetuidade. Ao trazer esses valores ao presente e dividir pelo número de ações, é possível estimar o valor de cada ação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerações finais:</strong><br />
Investir em bancos exige cautela e análise criteriosa. Este artigo oferece um ponto de partida para a avaliação das instituições, mas é fundamental aprofundar os conhecimentos ou buscar o apoio de profissionais qualificados para tomar decisões de investimento consistentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong><br />
• Por que investir em Bancos: Bancos são fundamentais, atuando como o coração da economia ao facilitar a circulação do dinheiro entre aqueles que têm e os que precisam de empréstimos.<br />
• Como ganham dinheiro: A receita dos bancos, chamada margem financeira, deriva da diferença entre taxas de captação e empréstimo, sendo um modelo de negócio altamente alavancado.<br />
• Gestão de Risco e Inadimplência: A qualidade da gestão de risco e o monitoramento da inadimplência são cruciais para avaliar a saúde financeira de um banco, destacando a importância de provisões para devedores duvidosos (PDD).<br />
• Liquidez e Gestão de Ativos e Passivos (ALM): O equilíbrio entre empréstimos e depósitos é vital para evitar crises de liquidez, destacando a importância da gestão eficaz dos ativos e passivos do banco.<br />
• Índice de Basiléia e Estrutura de Capital: Bancos necessitam de índices de capital sólidos para enfrentar riscos. O índice de Basiléia, estabelecendo o mínimo de capital em relação aos ativos, é uma métrica essencial.<br />
• Avaliação Financeira e Modelo de Negócio: Indicadores como ROE, margem financeira e dividend yield são cruciais para avaliar a saúde financeira de um banco. Além disso, a compreensão do modelo de negócio é essencial para análise.</p>
<p><span style="font-size: 10pt;"><em>(Todas as empresas mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></span></p>
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		<title>Bradesco: Entre as sombras da incerteza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2024 00:48:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Bradesco divulgou o t&#xE3;o aguardado resultado do 4&#xBA; trimestre de 2023 (4T23). Existe muita expectativa sobre se o banco est&#xE1; conseguindo endere&#xE7;ar os seus problemas e tamb&#xE9;m com que velocidade ele est&#xE1; endere&#xE7;ando essa tormenta. A julgar pela rea&#xE7;&#xE3;o do mercado, n&#xE3;o agradou.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No início do mês, o Bradesco divulgou o tão aguardado resultado do 4º trimestre de 2023 (4T23). Existe muita expectativa sobre se o banco está conseguindo endereçar os seus problemas e também com que velocidade ele está endereçando essa tormenta. A julgar pela reação do mercado, não agradou. Confira a cotação desde o anúncio em 07/02:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233931 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Cotacao-BBDC3.png" alt="Cotação BBDC3" width="956" height="471" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Cotacao-BBDC3.png 956w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Cotacao-BBDC3-480x236.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 956px, 100vw" />Frequentemente recebo mensagens do tipo “Bradesco caiu, vou comprar”. Neste momento diria para ter calma. O banco passa por um momento delicado, fato, mas simplesmente comprar porque caiu sem entender onde está pisando pode ser um verdadeiro tiro no pé.</p>
<p style="text-align: justify;">No artigo de hoje eu vou tentar resumir o momento do Bradesco, explicando melhor a história que cerca o caso e o que esperar daqui pra frente, utilizando os números reportados para complementar o contexto.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>É importante voltar no tempo para entender o que ocorre com o banco.</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O Bradesco cometeu um erro na pandemia ao oferecer crédito a um público com dificuldades de pagamento. Erros no crédito, na magnitude que o banco errou, levam tempo para serem corrigidos e uma recuperação entre dois a três anos é o tempo necessário para correção.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a lentidão na recuperação contribui para a incerteza do mercado, <strong>dividido entre teses de compra e venda</strong>, questionando a capacidade de recuperação do Bradesco.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Resultado 4T23</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">No 4T23, o Bradesco enfrentou desafios com resultados abaixo das expectativas. A margem financeira caiu 3,3%, refletindo esforços para corrigir a situação financeira, incluindo concessão de empréstimos a clientes de menor risco. Isso fez com que o spread médio do banco caísse de 9,8% para 8,8%. Lembre-se: bons pagadores significam menores spreads.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A carteira de crédito</strong> teve uma contração de 1,6%, mas 97% dos novos créditos foram direcionados a clientes de menor risco. Veja, uma das características de um banco é justamente conceder crédito. A diminuição da carteira de crédito é um forte sinal do problema que o Bradesco está atravessando. O contrapeso dessa situação é que a instituição está concedendo crédito para um perfil considerado mais saudável (AA e C) em um esforço de corrigir erros de gestões passadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>provisão para devedores duvidosos</strong> (PDD) aumentou, refletindo preocupações contínuas com possíveis calotes. Em comparação com o 3T23 a PDD aumentou R$ 1.3bilhões, alcançando a marca de R$ 10.5 bilhões no 4T23.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233932 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/PDD.png" alt="" width="601" height="362" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/PDD.png 601w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/PDD-480x289.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 601px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Embora a inadimplência tenha diminuído, ainda está elevada. O desafio é alcançar uma redução mais significativa, no patamar abaixo de 4% para parar de destruir o valor do acionista.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233933 size-full aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Inadimplencia-90-dias.png" alt="" width="478" height="354" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Inadimplencia-90-dias.png 478w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Inadimplencia-90-dias-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 478px) 100vw, 478px" /></p>
<p style="text-align: justify;">No 4T23, as <strong>receitas de prestação de serviços</strong> do Bradesco tiveram desempenho abaixo do ideal, encolhendo <span style="color: #ff0000;">(2,4%)</span> em comparação com o mesmo período do ano anterior. A linha de cartões, que registrou uma queda de <span style="color: #ff0000;">0,4%</span>. A restrição de crédito contribuiu para a dificuldade do banco em expandir a receita com cartões, uma fonte relevante de ganhos. A receita com contas corrente também diminuiu significativamente <span style="color: #ff0000;">(13%)</span> devido à tendência do mercado de reduzir as taxas para manter a fidelidade dos clientes, afetando, desta maneira, a receita do Banco. A linha de fundos foi um ponto positivo, crescendo quase 7%. Abaixo o resumo das receitas de serviços retirada da apresentação de resultado do banco:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233934 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Receita-prestacao-de-servicos.png" alt="" width="975" height="437" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Receita-prestacao-de-servicos.png 975w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Receita-prestacao-de-servicos-480x215.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 975px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Somando todos os elementos do resultado, o Banco apresentou um lucro líquido 80% superior ao mesmo período do ano anterior, registrando R$ 2.8 bilhões. Entretanto, este aumento se deve a o fator Americanas ocorrido em 2022 &#8211; logo se trata de um lucro não recorrente. Em 2023 o lucro líquido fechou em R$ 16 bilhões versus R$ 21 bilhões em 2022, uma queda de 21% no comparativo anual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O ROAE do Banco</strong> se encontra atualmente em <strong>10%</strong>, patamar muito baixo considerando o histórico, que antes entregava próximo de 20%. Isto é um indicativo de que o banco está enfrentando desafios. O que o investidor (atual ou futuro) deve ficar atento é que caso o banco se acomode neste patamar de ROAE o valuation será castigado ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, foi mais um ano ruim para o Bradesco, com o banco não atingindo as metas mínimas do <em>guidance</em>. Esses números, fatos e histórias são realizados, conhecidos e já fazem parte do passado. Um valor de um ativo está <strong>sempre do presente para o futuro.</strong> Vamos ao que o futuro pode reservar neste caso.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Plano de reestruturação</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O Bradesco possui um corpo diretivo inchado, com cerca de 100 membros com custo anual aproximado de R$ 800 milhões. Para efeito de comparação, o Itaú possui cerca de 40 membros que custam aproximadamente R$ 500 milhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Em texto retirado diretamente da apresentação de resultados da instituição, é reconhecido que a <em>“Estrutura organizacional do Bradesco é complexa, com excesso de layers e span desbalanceado, o que aumenta o tempo da tomada de decisão e dificulta orientação ao cliente</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Banco percebeu o tamanho da ineficiência e lentidão operacional, fora o custo já mencionado que isso traz. Para atacar o problema, contratou a consultoria MacKinsey para a reestruturação do seu corpo hierárquico, e isso é positivo porque o banco trabalha não apenas com inteligência interna, mas traz inteligência externa.</p>
<p style="text-align: justify;">Extrapolando o tema da reestruturação, Itaú e Bradesco possuem bancos de dados que são verdadeiras minas de ouro, coisa de mais de 80 anos e isso é um ativo que precisa ser trabalhado. A entrada da consultoria tem também como objetivo desenvolver tecnologia para explorar essa mina de ouro e destravar valor para a empresa.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>O que esperar daqui pra frente</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O Bradesco enfrenta um momento crítico, e cada resultado trimestral de 2024 será importante para avaliar a eficácia de seu plano de transição prometido. Os investidores enfrentam a decisão de manter as ações, confiando na recuperação do banco até 2025/2026, ou retirá-las, antecipando destruição de capital e falha no plano de transição. A gestão inadequada no passado resultou em problemas, sendo a inadimplência o principal desafio.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do desempenho abaixo das expectativas em 2023, o Bradesco ainda assim lucrou R$ 16 bilhões, sem apresentar nenhum problema de liquidez ou mesmo de falência. Se o Bradesco conseguir consertar e endereçar os seus problemas, muito provavelmente estaremos diante de uma barganha. Por outro lado, se o banco não conseguir por em prática a reestruturação e endereçar os seus problemas, a destruição de valor do acionista vai continuar a passos largos. Não existe um único caminho ou fórmula prefeita, e a escolha dependerá da análise individual de cada investidor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong><br />
• Declínio de margem financeira e contração da carteira de crédito<br />
• Queda nas receitas de prestação de serviços, especialmente em cartões e contas correntes<br />
• Queda de lucro líquido em 21% em 2023<br />
• Necessidade de reduzir inadimplência para preservar valor do acionista<br />
• ROAE de 10%, indicando desafios enfrentados pelo banco<br />
• Corpo diretivo inchado com custo anual elevado<br />
• Consultoria MacKinsey contratada para reestruturar hierarquia<br />
• Essencial acompanhar resultados de 2024 para avaliar a eficácia do plano de transição</p>
<p><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong></p>
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