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	<title>Arquivos Investimento &#187; Invest ABC</title>
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	<description>Blog especializado em conteúdo financeiro na web, notícias de mercado, estratégias de investimento e insights.</description>
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	<title>Arquivos Investimento &#187; Invest ABC</title>
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		<title>Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 13:26:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A hist&#xF3;ria de Anne Scheiber &#xE9; um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto &#xE9; construir riqueza.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/anne-scheiber-uma-vida-comum-uma-fortuna-extraordinaria/">Anne Scheiber: uma vida comum, uma fortuna extraordinária</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucas histórias no mundo dos investimentos são tão surpreendentes quanto a de Anne Scheiber. Não porque ela tenha sido uma investidora genial de Wall Street, nem porque tenha criado uma fórmula secreta para bater o mercado. Pelo contrário. Anne foi, durante quase toda a sua vida, uma mulher solitária, com um salário modesto, sem família próxima, vivendo em um pequeno apartamento alugado em Nova York. Ainda assim, ao morrer em 1995, deixou para trás uma fortuna de cerca de <strong>US$ 22 milhões, o equivalente a algo próximo de US$ 45 milhões em valores atuais.</strong></p>
<p>O mais intrigante é que esse patrimônio não veio de heranças, sorteios, apostas ousadas ou grandes cargos executivos. Veio de algo muito mais simples, e ao mesmo tempo muito mais difícil de executar: décadas de <strong>paciência, disciplina e reinvestimento contínuo.</strong></p>
<p>A história de Anne Scheiber é um convite poderoso para repensarmos o que realmente importa quando o assunto é construir riqueza.</p>
<h3 class="host-lopnbnfpjmgpbppclhclehhgafnifija" style="position: relative; z-index: 2147483647;"><strong>Quem foi Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Anne nasceu em 1893, filha de imigrantes judeus na cidade de Nova York. Sua vida adulta foi marcada por trabalho duro, independência e também por frustrações. Formada em Direito, ela entrou para o Internal Revenue Service (IRS), o órgão que fiscaliza impostos nos Estados Unidos. Tornou-se uma das poucas mulheres auditoras de sua época, em um ambiente dominado por homens.</p>
<p>Apesar de sua competência, Anne enfrentou um teto invisível. Nunca foi promovida além de certo nível. Ela acreditava que sua estagnação profissional estava ligada à discriminação por ser mulher e judia. Em 1944, aos 51 anos, aposentou-se antecipadamente, frustrada com o sistema, e com uma pensão anual modesta, em torno de US$ 3.150.</p>
<p>Foi nesse momento, longe dos holofotes e fora do mercado de trabalho, que começou a verdadeira jornada financeira de Anne Scheiber.</p>
<h3><strong>Uma filosofia simples e disciplinada de investimento</strong></h3>
<p>Ao se aposentar, Anne tinha cerca de <strong>US$ 5.000 economizados</strong>, algo próximo de US$ 90 mil em valores atuais. Não era uma soma desprezível, mas estava longe de representar independência financeira plena. Ainda assim, ela tomou uma decisão fundamental: <strong>investir esse dinheiro em ações de empresas que conhecia, acompanhava e respeitava.</strong></p>
<p>Trabalhar no IRS havia lhe dado uma visão privilegiada. Anne via, todos os dias, as declarações de imposto dos mais ricos dos Estados Unidos. Ela observava um padrão claro: grande parte dessas pessoas não vivia de salários, mas de participações em empresas. Recebiam dividendos, lucros, juros e ganhos de capital. Sem copiar carteiras ou fazer apostas mirabolantes, ela simplesmente absorveu essa lógica.</p>
<p>Seu foco passou a ser empresas sólidas, líderes em seus setores, com histórico de lucros e pagamento de dividendos. Entre seus investimentos estavam nomes como <strong>Coca-Cola, PepsiCo, Pfizer, Schering-Plough e outras gigantes americanas</strong>. Não eram empresas “da moda”. Eram negócios previsíveis, com marcas fortes e geração de caixa recorrente.</p>
<p>O mais importante: Anne <strong>reinvestia tudo o que recebia</strong>. Cada dividendo, cada sobra de caixa, era convertido em mais ações. Com isso, seu portfólio crescia não apenas porque as empresas se valorizavam, mas porque ela possuía cada vez mais participação nelas.</p>
<p>Se fôssemos desenhar um gráfico do patrimônio de Anne ao longo do tempo, veríamos uma curva relativamente modesta nas primeiras décadas e uma aceleração impressionante nos últimos anos de sua vida. É o efeito clássico dos juros compostos: lento no início, quase imperceptível, mas avassalador quando o tempo começa a trabalhar a seu favor.</p>
<p>Para tornar isso mais concreto, vale observar parte do portfólio que Anne Scheiber possuía próximo ao fim de sua vida. As posições abaixo mostram empresas grandes, consolidadas, pagadoras de dividendos e presentes no cotidiano das pessoas, exatamente o tipo de negócio que ela preferia manter por décadas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-234218 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg" alt="" width="1536" height="1024" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome.jpg 1536w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-1280x853.jpg 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-980x653.jpg 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Design-sem-nome-480x320.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1536px, 100vw" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Não há empresas exóticas, não há apostas concentradas em tecnologias incipientes, nem movimentos de curto prazo. O que existe é um conjunto de negócios previsíveis, com histórico de geração de caixa, mantidos por muito tempo.</p>
<p>Entre 1944 e 1995, por mais de 50 anos, ela praticamente não vendeu ativos, deixando que o crescimento das empresas e o reinvestimento dos dividendos fizessem o trabalho pesado.</p>
<h3><strong>O lado humano e psicológico</strong></h3>
<p>Talvez a parte mais fascinante da história de Anne Scheiber não esteja nos números, mas em seu comportamento.</p>
<p>Apesar de milionária, ela continuou vivendo de forma extremamente simples. Morava no mesmo apartamento alugado, usava roupas gastas, aquecia a comida no fogão para economizar eletricidade e evitava qualquer tipo de luxo. Muitos de seus vizinhos sequer imaginavam que estavam ao lado de uma das maiores fortunas silenciosas de Nova York.</p>
<p>Parte disso vinha de sua personalidade reservada. Parte vinha, provavelmente, de experiências de escassez, discriminação e insegurança ao longo da vida. Anne nunca confiou totalmente no mundo. E, por isso, confiava ainda mais no seu próprio método: <strong>não gastar o que não precisava e não mexer no que estava funcionando.</strong></p>
<p>Do ponto de vista da psicologia financeira, ela era quase o oposto do investidor moderno. Não buscava emoção, não tentava prever crises, não reagia a manchetes. Sua força estava em algo raro: a capacidade de <strong>não fazer nada</strong> quando tudo ao redor parecia exigir ação.</p>
<h3><strong>As lições de Anne Scheiber</strong></h3>
<p><strong>1. Invista no que você entende e acompanha de perto.</strong><br />
Anne não diversificava em dezenas de países ou setores exóticos. Ela investia em empresas que conhecia, cujos produtos estavam no dia a dia das pessoas e cujos resultados eram relativamente previsíveis. Isso tornava muito mais fácil manter posições por décadas, <strong>sem ansiedade e sem a necessidade de ficar caçando o investimento da moda.</strong></p>
<p><strong>2. Reinvista sempre que puder.</strong><br />
Boa parte de sua fortuna veio do hábito de reaplicar tudo o que recebia, especialmente os dividendos, mas também qualquer sobra de caixa. Não era renda para gastar; era capital para ampliar sua própria máquina de geração de riqueza.</p>
<p><strong>3. O tempo é o maior fator no crescimento do patrimônio.</strong><br />
Anne investiu por mais de meio século. Mesmo que suas taxas de retorno não fossem extraordinárias, o tempo trabalhou de forma implacável a seu favor. Em termos matemáticos, poucos fatores pesam tanto no resultado final quanto o<strong> número de anos em que o capital permanece investido</strong>. Assim como Ronald Read, ela só se tornou “famosa” depois de morta, justamente porque o efeito do tempo só revelou toda a sua força no fim da jornada.</p>
<p><strong>4. O comportamento supera o conhecimento técnico.</strong><br />
Ela não usava modelos complexos. Seu diferencial foi não vender no medo, não correr atrás de modismos e não confundir barulho de mercado com informação relevante.</p>
<p><strong>5. A regularidade constrói mais do que a genialidade.</strong><br />
Anne investia de forma regular, sempre que tinha recursos disponíveis, mesmo sem grandes aportes. Ao longo de décadas, essa disciplina silenciosa produziu um resultado que poucos investidores considerados “brilhantes” conseguem replicar.</p>
<h3><strong>O legado de Anne Scheiber</strong></h3>
<p>Quando Anne Scheiber morreu, em 1995, deixou praticamente toda a sua fortuna para a <strong>Yeshiva University</strong>, uma instituição de ensino judaica. O dinheiro foi destinado a bolsas de estudo, em um último gesto de alguém que viveu de forma discreta, mas construiu um impacto duradouro.</p>
<p>Sua história desafia uma das maiores ilusões do mundo financeiro: a de que enriquecer exige genialidade, velocidade ou coragem para grandes riscos. Às vezes, o que realmente faz a diferença é algo muito menos glamouroso: <strong>disciplina, paciência e tempo</strong>.</p>
<p>Anne Scheiber não tentou vencer o mercado. Não tentou ser mais inteligente do que ninguém. Não tentou provar nada para ninguém, <strong>ela jogou o seu próprio jogo,</strong> permanecendo tempo suficiente para que o mercado trabalhasse a seu favor.</p>
<p>Construir riqueza, na maior parte das vezes, não exige brilhantismo. Exige comportamento. E você, como está a sua estruturação financeira hoje?</p>
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<p><em><strong>(Todas as ações e ativos mencionados neste artigo têm caráter exclusivamente educacional. Este conteúdo não constitui, direta ou indiretamente, recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos.)</strong></em></p>
</div>
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		<title>As principais lições de 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 16:58:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 2023 e 2025, o investidor passou por tr&#xEA;s anos que, juntos, funcionaram como um curso intensivo sobre comportamento no mercado financeiro.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre <strong>2023 e 2025</strong>, o investidor passou por três anos que, juntos, funcionaram como um curso intensivo sobre comportamento no mercado financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong data-start="463" data-end="471">2023</strong> foi um ano que surpreendeu positivamente quem manteve exposição ao Brasil. Enquanto boa parte do mercado insistia em narrativas pessimistas, o Ibovespa entregou um desempenho robusto, colocando o país entre os destaques globais. Foi quando muitos perceberam que paciência e disciplina funcionam, e que, muitas vezes, o investidor erra não por fazer demais, mas por desistir cedo demais. <em>Se quiser conferir o artigo completo, <a href="https://investabc.com.br/as-principais-licoes-de-2023/">clique aqui</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong data-start="1018" data-end="1026">2024</strong> foi um ano de reviravoltas. Começou com uma série de previsões confiantes, e terminou mostrando que quase todas estavam erradas. O dólar passou de R$ 6,20, a Selic terminou mais alta do que se imaginava, e até a bolsa encerrou com queda, contrariando a expectativa de alta. Foi um lembrete poderoso de que o mercado raramente segue o roteiro previsto, e que humildade e processo contam mais do que previsões.<br data-start="1437" data-end="1440" /><em data-start="1440" data-end="1469">O artigo de 2024 <a href="https://investabc.com.br/as-principais-licoes-de-2024/">está aqui</a>.</em></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1526" data-end="1792">E então veio <strong data-start="1539" data-end="1547">2025</strong>, um ano que derrubou certezas com a mesma facilidade com que derrubou narrativas. Um ano que mostrou, sem cerimônia, que a autoconfiança excessiva custa caro e que o mercado, mais uma vez, premiou quem manteve a humildade diante da incerteza.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1794" data-end="2021">A seguir, compartilho as principais lições que 2025 deixa para nós.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="1794" data-end="2021">A Bolsa brasileira voltou a surpreender</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="2096" data-end="2252">No início de 2025, ainda existia uma nuvem residual de pessimismo herdada do final de 2024. O tom geral era duro, e previsões negativas competiam entre si. Mas o mercado não pediu licença para surpreender: <strong data-start="2305" data-end="2355">O Ibovespa encerrou 2025 com +34,13% em reais.</strong></p>
<p data-start="2096" data-end="2252"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-234204 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ibovespa-2025.png" alt="" width="624" height="360" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ibovespa-2025.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Ibovespa-2025-480x277.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2357" data-end="2485">Para um mercado tantas vezes desacreditado, o recado foi claro: <strong data-start="2423" data-end="2485">quem opera medo empobrece, quem opera com estratégia e disciplina prospera.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="2357" data-end="2485">O Banco Central confirmou independência</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="2575" data-end="2719">No final de 2024 e início de 2025, ganhou força a preocupação de que o Banco Central cederia a pressões e iniciaria cortes artificiais na Selic. Essa narrativa durou os primeiros meses, e ao longo do tempo ficou evidente que a condução seria técnica e cautelosa. O resultado contrariou expectativas:</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2884" data-end="2999">A Selic permaneceu alta por mais tempo, sinalizando compromisso com a estabilidade da moeda. A lição é direta: <strong>investimento baseado em narrativas costuma gerar decisões ruins.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="3096" data-end="3140">O câmbio derrubou certezas, de novo!</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="3142" data-end="3251">O fim de 2024 foi um pesadelo para o real: o dólar bateu R$ 6,41, alimentando previsões carregadas de pânico. Mas 2025 seguiu um caminho diferente: <strong data-start="3292" data-end="3372">O dólar comercial caiu ~12% no ano, chegando a recuar 14% no menor ponto.</strong></p>
<p data-start="3142" data-end="3251"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234205" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Dolar-2025.png" alt="" width="624" height="405" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Dolar-2025.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Dolar-2025-480x312.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3142" data-end="3251">De novo, <strong>quem reage ao pânico sempre paga mais caro.</strong></p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="3142" data-end="3251">Ouro e ações unidos</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="3564" data-end="3627">Por anos repetiu-se a ideia de que ouro sobe quando ações caem. 2025 ignorou essa &#8220;teoria&#8221;:</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3656" data-end="3738"><strong data-start="3656" data-end="3738">O ouro subiu +65,24%.<br data-start="3679" data-end="3682" />E os mercados acionários globais também subiram forte.</strong></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3740" data-end="3815">O mercado não tem obrigação de seguir manuais, e frequentemente não segue. Quem insiste em explicar tudo com regras rígidas e lógicas simplistas acaba pagando caro.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="3740" data-end="3815">Emergentes roubaram a cena</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="3956" data-end="4067">Com a inteligência artificial dominando manchetes, muitos esperavam que os EUA fossem o grande destaque global. E, de fato, o <strong data-start="4083" data-end="4130">S&amp;P 500 entregou +16,65% em dólares em 2025, </strong>um ano, sem dúvida, bastante positivo.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3956" data-end="4067">Mas, ainda assim, ficou longe dos melhores retornos globais. O ETF de mercado emergentes subiu cerca de 34% em 2025:</p>
<p data-start="3956" data-end="4067"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234206" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025.png" alt="" width="1034" height="657" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025.png 1034w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025-980x623.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Emerging-Markets-2025-480x305.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1034px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3956" data-end="4067"><strong>Houve mercado ao redor do mundo entregando ~5 vezes o retorno americano. </strong>Seguem alguns exemplos (em dólares):</p>
<ul>
<li data-start="4333" data-end="4358">Coreia do Sul: <strong data-start="4348" data-end="4356">+90%</strong></li>
<li data-start="4361" data-end="4377">Peru: <strong data-start="4367" data-end="4375">+81%</strong></li>
<li data-start="4380" data-end="4399">Espanha: <strong data-start="4389" data-end="4397">+74%</strong></li>
<li data-start="4402" data-end="4421">Áustria: <strong data-start="4411" data-end="4419">+72%</strong></li>
<li data-start="4424" data-end="4442">Grécia: <strong data-start="4432" data-end="4440">+70%</strong></li>
<li data-start="4445" data-end="4467">Brasil (EWZ): <strong data-start="4459" data-end="4467">+40%</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="4469" data-end="4809">A conclusão <strong>não é sair investindo</strong> em Coreia, Grécia ou Áustria. A verdadeira lição é outra: <strong data-start="4563" data-end="4655">a narrativa de que “dolarizar tudo” resolve qualquer problema. Não resolve. </strong>Mesmo dolarizada, a bolsa brasileira voltou a entregar mais retorno do que a americana em 2025, algo que, historicamente, já aconteceu diversas vezes.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="4811" data-end="4881">Diversificação é importante.<br data-start="4846" data-end="4849" />Mas <strong data-start="4853" data-end="4880">seguir modismos nunca é</strong>.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="4811" data-end="4881">A maior lição do ano: humildade importa</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="4939" data-end="5080">Este artigo não é sobre exaltar acertos nem apontar culpados. É sobre reforçar o fundamento mais importante da vida de qualquer investidor: <strong data-start="5082" data-end="5154">Você só prospera quando aceita que não sabe, e nunca saberá tudo. </strong>O investidor que enriquece é aquele que:</p>
<ul>
<li data-start="5200" data-end="5219">respeita o acaso,</li>
<li data-start="5222" data-end="5246">reconhece seus vieses,</li>
<li data-start="5249" data-end="5276">evita convicções rígidas,</li>
<li data-start="5279" data-end="5302">e opera com serenidade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="5457" data-end="5475">Não existe atalho. Sempre que fizer sentido, dentro de uma estratégia bem arquitetada o investidor deve:</p>
<ul>
<li data-start="5479" data-end="5536">diversificar entre países, setores e classes de ativos;</li>
<li data-start="5539" data-end="5627">combinar renda fixa, ações, FIIs, ouro, cripto e outros ativos <strong>adequados ao seu perfil</strong>;</li>
<li data-start="5630" data-end="5661">garantir aportes recorrentes;</li>
<li data-start="5664" data-end="5706">e não cair na tentação de prever o futuro.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="5708" data-end="5739"><strong>Você é investidor, não vidente. </strong>Disciplina, diversificação e constância continuam sendo o tripé que constrói patrimônio. No mercado, <strong>excesso de confiança costuma sair caro</strong>.</p>
<h3 style="text-align: justify;" data-start="5304" data-end="5371">Ignore o caos, abrace a serenidade</h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="5892" data-end="5990">No Instagram, quem vende caos ganha audiência. Mas quem <strong>investe com serenidade</strong> ganha patrimônio. E a sua maior vantagem como investidor pessoa física é libertadora: <strong data-start="6061" data-end="6104">você não precisa provar nada a ninguém. </strong>Pode investir onde quiser, quando quiser, no ritmo que quiser.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="6170" data-end="6265">Use isso ao seu favor.<br data-start="6192" data-end="6195" />E leve 2025 como o que ele realmente foi:<br data-start="6236" data-end="6239" /><strong data-start="6239" data-end="6265">uma aula de humildade.</strong></p>
<p data-start="6170" data-end="6265"><strong data-start="885" data-end="925">2026 tende a ser um ano mais ruidoso</strong>, como costuma acontecer em períodos eleitorais. Mais manchetes, mais opiniões, mais tentativas de capturar atenção pelo medo. Justamente por isso, <strong data-start="1076" data-end="1168">serenidade, equilíbrio e estratégia passam a ter mais importância ainda.</strong></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="6170" data-end="6265"><strong>Equilíbrio e método </strong>seguem sendo os melhores aliados do investidor.<br data-start="6352" data-end="6355" />Desejo a você sucesso nos investimentos em 2026.</p>
<p><em><span class="cf0">Para mais reflexões, dados e conteúdos exclusivos sobre investimentos, acompanhe meu perfil no <strong data-start="503" data-end="543">Instagram e no Threads (@investabc_) </strong></span><span class="cf0">e faça parte da nossa comunidade </span><span class="cf0"><a href="https://chat.whatsapp.com/Jnm89jNZIbzK3GyxXeSURn">clicando aqui</a>.</span></em></p>
<p class="pf0"><em><span class="cf0">Conheça minha assessoria de investimentos <a href="https://cadastro.xpi.com.br/desktop/step/1?assessor=A99066">clicando aqui</a> e vamos construir juntos uma estratégia para alcançar seus objetivos financeiros. É só me chamar no WhatsApp <a href="http://wa.link/a9fkbz">clicando aqui.</a></span></em></p>
<p><em><strong>(Todas as ações e ativos mencionados neste artigo têm caráter exclusivamente educacional. Este conteúdo não constitui, direta ou indiretamente, recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos.)</strong></em></p>
<p data-start="5304" data-end="5371">
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		<title>O Itaú entrega, mas a ação reflete?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2025 23:36:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O setor banc&#xE1;rio &#xE9; um reflexo do cen&#xE1;rio macroecon&#xF4;mico, e o Ita&#xFA;, como l&#xED;der do mercado, navega com maestria nesse ambiente.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/o-itau-entrega-mas-a-acao-reflete/">O Itaú entrega, mas a ação reflete?</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Itaú encerrou 2024 com chave de ouro, superando todas as metas do guidance com folga. O banco entregou mais um trimestre forte, com crescimento robusto na carteira de crédito, expansão da margem financeira e controle absoluto da inadimplência. Além disso, anunciou R$ 15 bilhões em dividendos e R$ 3 bilhões em recompra de ações, reforçando seu compromisso com os acionistas. Vamos aos números!</p>
<p>A margem financeira totalizou R$ 29,3 bilhões, um crescimento de 8,3% em relação ao ano passado. A maior parte veio da margem com clientes, que avançou no mesmo ritmo, refletindo dois fatores: expansão da carteira de crédito e melhora no spread bancário. Para se ter uma ideia da diferença no perfil de risco, o spread do Itaú foi de 8,6%, bem abaixo dos 10,5% do Santander, um reflexo do mix de produtos mais equilibrado do banco.</p>
<p>A receita de serviços trouxe números mistos. Enquanto gestão de recursos (+18%) e assessoria econômica (+7%) registraram avanços expressivos, a linha de cartões recuou 1,7% e os serviços de conta corrente caíram 4,5%. Esse último movimento já era esperado, pois faz parte da estratégia do Itaú de reduzir taxas para ganhar com produtos agregados. O destaque positivo ficou com a Itaú Asset, que se consolidou como a gestora que mais captou recursos no Brasil em 2024.<br />
Se a carteira de crédito já vinha crescendo forte, no 4T24 o avanço foi ainda mais impressionante. O saldo total chegou a R$ 1,35 trilhão, um aumento de 15,5% no ano, crecimento que representa quase metade da carteira do Santander e mais do que o dobro da do Nubank. O crescimento foi mais acentuado na linha PJ (+17%), enquanto a PF subiu 7%.</p>
<p>A inadimplência, que já estava em um patamar satisfatório, caiu ainda mais. O índice acima de 90 dias fechou o trimestre em 2,4%, abaixo dos 2,8% do 4T23 e 2,6% do 3T24. Melhor ainda: a inadimplência entre 15 e 90 dias atingiu 2,0%, mínima histórica, indicando que os calotes acima de 90 dias devem continuar caindo nos próximos meses. O Itaú credita essa melhoria ao uso de inteligência artificial para avaliação de risco de crédito, reforçando seu pioneirismo em tecnologia bancária.</p>
<p>Com todos esses fatores, o banco bateu mais um recorde e registrou um lucro líquido de R$ 10,9 bilhões no 4T24, alta de 16% em relação ao 4T23, e um lucro líquido anual de R$ 41 bilhões, um salto de 18,2% versus 2023. Esse foi o maior lucro trimestral já registrado por um banco brasileiro, o equivalente a R$ 121 milhões de lucro por dia.</p>
<h3>Cenário macroeconômico e o Itaú</h3>
<p>O setor bancário é um reflexo do cenário macroeconômico, e o Itaú, como líder do mercado, navega com maestria nesse ambiente. Apesar da Selic elevada e do crescimento econômico ainda incerto, o banco tem conseguido expandir sua carteira de crédito com segurança, mantendo inadimplência sob controle e entregando lucros recordes.</p>
<p>Diferente de bancos em reestruturação, que podem enfrentar desafios para sustentar margens financeiras, o Itaú se beneficia de sua gestão eficiente, com um portfólio bem equilibrado entre crédito, serviços e gestão de investimentos, garantindo solidez mesmo em períodos desafiadores.</p>
<h3>Ações baratas? O Itaú parece ter a resposta&#8230;</h3>
<p>O mercado muitas vezes ignora o óbvio. O lucro do Itaú é 1,5x maior do que em 2019, os dividendos mais do que dobraram (+117%) e, ainda assim, o banco negocia a um P/L de 6,94x (ITUB3), bem abaixo da média histórica de 10,42x, conforme gráfico abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234103" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau.png" alt="" width="868" height="569" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau.png 868w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/03/PL-Itau-480x315.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 868px, 100vw" /></p>
<p>Para reforçar a mensagem, a empresa anunciou a recompra de 200 milhões de ações (~R$ 3 bilhões), sendo a maior parte para cancelamento, aumentando a fatia dos acionistas nos lucros e dividendos, e uma parte menor para remuneração do staff, aproveitando os preços descontados para alinhar incentivos de longo prazo.</p>
<p>Se até o próprio Itaú enxerga valor em recomprar suas ações, pode ser um bom momento para o investidor refletir sobre o que o mercado está precificando.</p>
<p>Caso você não entenda o poder deste tipo de programa, sugiro ler o meu artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/recompra-de-acoes-como-isso-pode-te-enriquecer/">recompra de ações</a> e também o artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/dividendos-mitos-fatos-e-o-poder-dos-juros-compostos/">dividendos</a> para entender o impacto da recompra no <em>yield on cost</em>.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Lucro recorde, guidance superado e inadimplência em queda. O Itaú segue consolidando sua posição como o banco mais previsível e eficiente do mercado. Ao mesmo tempo em que os fundamentos demonstram que suas ações estão baratas, será que você, pequeno investidor, tem a mesma percepção?</p>
<p><strong><em><span style="font-size: 8pt;">(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</span></em></strong></p>
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		<title>Bradesco: Evolução em perspectiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 21:48:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Bradesco se encontra em uma fase decisiva de transforma&#xE7;&#xE3;o, adotando um plano de turnaround para reformular suas opera&#xE7;&#xF5;es. </p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/bradesco-evolucao-em-perspectiva/">Bradesco: Evolução em perspectiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de um ano atrás, escrevi uma análise sobre o resultado anual do Bradesco, contextualizando o momento do banco naquele momento. Caso não tenha lido, recomendo que <a href="https://investabc.com.br/bradesco-entre-as-sombras-da-incerteza/">confira esse estudo aqui</a> pois ele traz bastante infomação para esta tese que divide opiniões no mercado. Não é um simples caso de “caiu comprou” sem entender o cenário, sendo fundamental entender o que ocorre com o banco.</p>
<p>Recomendo também, caso não esteja familiarizado com a forma como um banco gera receita, consultar meu artigo sobre <a href="https://investabc.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-bancos/">tudo o que você precisa saber antes de investir em banco</a>, pois isso facilitará bastante a compreensão do resultado do Bradesco a seguir.</p>
<p>Sem mais enrolação, vamos ao desempenho do Bradesco no 4T24.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Resultado 4T24</strong></h3>
<p>No 4º trimestre de 2024, o Bradesco registrou aumento de R$ 17 bilhões na sua margem financeira (+5,4% vs trimestre anterior), dos quais R$ 16,2 bilhões provenientes da margem com cliente. Vale ressaltar que essa melhora decorreu principalmente do crescimento da carteira de crédito, que compensou a queda no spread médio, de 8,8% para 8,4% na comparação com o 4T23.</p>
<p>A redução do spread pode ter sido vista como algo negativo pelo mercado, mas isso na realidade reflete o compromisso do banco em melhorar a qualidade da carteira de crédito e isso naturalmente vem com spreads menores (quanto maior o risco, maior o spread e vice versa).</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Carteira de crédito e inadimplência</strong></h3>
<p style="text-align: left;">O Bradesco registrou um crescimento de cerca de 12% em sua carteira de crédito. O que o investidor deve ficar atento é como o banco priorizou o crescimento desta carteira:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234079 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito.png" alt="" width="644" height="229" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito.png 644w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Carteira-de-credito-480x171.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 644px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aproximadamente 97% das novas operações nos últimos 12 meses foram classificadas nos ratings mais elevados (AA – C), e atualmente ~92% das operações estão classificadas nessas faixas de risco. A estratégia, portanto, não se limitou a aumentar o volume, mas buscou, simultaneamente, manter um controle robusto sobre os riscos associados à carteira.</p>
<p>O controle de riscos também se refletiu na redução dos índices de inadimplência e nas provisões para devedores duvidosos. A taxa de inadimplência acima de 90 dias recuou de 5,1% para 4% no comparativo anual.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234081 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds.png" alt="" width="645" height="329" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds.png 645w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Inadimplencia-90dds-480x245.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 645px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">O número historicamente considerado ideal para<strong> otimizar o resultado do banco para este indicador é de 3%</strong> (o Itaú apresentou 2,4% no 4T24), indicando que o Bradesco ainda possui desafios aqui mas também é importante reconhecer o bom trabalho realizado até o momento.</p>
<p style="text-align: left;">Os valores de PDD também apresentaram melhora expressiva tanto em valores absolutos, saindo de R$ 10,5 bilhões no 4T23 para R$ 7,5 bilhões no 4T24 quanto no índice que melhorou de 4,8% para 3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, demonstrando um aprimoramento na gestão dos riscos de crédito.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234082 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD.png" alt="" width="449" height="264" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD.png 449w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/PDD-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 449px) 100vw, 449px" /></p>
<h3><strong>Receitas e despesas operacionais</strong></h3>
<p style="text-align: left;">No âmbito operacional, os resultados também foram positivos: as receitas totalizaram um valor de R$ 32,3 bilhões, um incremento anual de aproximadamente 8%, com destaque ao crescimento na linha de receita de prestação de serviços onde o banco reportou um crescimento de 13,7% ao ano, em função do aumento de participação na Cielo. Mesmo desconsiderando esse efeito, essa linha teria crescido 7,9% a.a.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234084 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos.png" alt="" width="465" height="286" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos.png 465w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Receita-Servicos-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 465px) 100vw, 465px" /></p>
<p style="text-align: left;">Do lado das despesas o banco apresentou um dados menos favoráveis, com aumento de despesas operacionais de R$ 16,4 bilhões (incremento de 10% no comparativo anual). Para enxergar o copo “meio vazio”, é importante destacar que no período o banco diminuiu seus postos de atendimento saindo de quase 7.4 mil postos para 6 mil e obtendo um ganho de 2 milhões de cliente, mostrando eficiência no quesito digitalização.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234083 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento.png" alt="" width="624" height="201" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Pontos-de-atendimento-480x155.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">A área de seguros do Bradesco se destaca como um ponto forte e porto seguro da instituição. No 4º trimestre de 2024, o ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) do segmento de seguros foi de 25,1%, evidenciando um desempenho excepcional. O banco obteve um lucro de R$ 2,5 bilhões com sua vertical de seguros, mostrando uma melhoria geral em todos os aspectos desse segmento.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>O desafio do turnaround e a jornada de inovação</strong></h3>
<p style="text-align: left;">O banco se encontra em uma fase decisiva de transformação, adotando um plano de turnaround para reformular suas operações. Apesar do crescimento anual, desafios como a alta inadimplência forçaram a instituição a promover mudanças profundas em sua tecnologia e em seus processos internos.</p>
<p style="text-align: left;">As iniciativas implementadas até o momento apontam para uma trajetória de recuperação, embora o êxito dependa de uma gestão meticulosa, do fortalecimento de uma cultura organizacional voltada à inovação e à excelência no atendimento, da otimização da rede de agências e da aceleração da digitalização dos serviços, essenciais para conter a inadimplência e aprimorar os indicadores financeiros.</p>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Cenário macroeconômico para o setor bancário</strong></h3>
<p>O desempenho dos bancos está intimamente ligado ao cenário macroeconômico, servindo como um termômetro para as projeções futuras. Em um ambiente que requer estabilidade para a maximização dos lucros e controle dos níveis de inadimplência, fatores como uma taxa SELIC elevada e o crescimento econômico incerto impõem desafios adicionais.</p>
<p>Essa conjuntura, marcada por juros altos, pressiona a gestão da margem financeira, já que a alta taxa <strong>reduz a demanda por crédito</strong> e eleva o <strong>custo de captação</strong>, dificultando a manutenção de lucros sustentáveis, sobretudo para instituições em processo de reestruturação como o Bradesco.</p>
<h3><strong>Conclusão e ponto de reflexão&#8230;</strong></h3>
<p>A melhora gradual vem ocorrendo. O Bradesco está em um processo de transformação que demanda paciência e monitoramento contínuo, dado o cenário macroeconômico incerto e os desafios internos para modernizar suas operações e reduzir riscos. As iniciativas para melhorar a eficiência operacional, adequar os spreads e conter a inadimplência indicam um caminho promissor, embora gradual, rumo a ganhos sustentáveis a longo prazo.</p>
<p>Nos últimos dois anos, as ações ordinárias do Bradesco praticamente andaram de lado, saindo de R$ 11,12 em janeiro de 2023 e fechando em R$ 10,88 em 21 de fevereiro de 2025. No mesmo intervalo, o banco vem superando o auge do problema de inadimplência e registrou um salto no lucro líquido, de R$ 16,3 bilhões em 2023 para R$ 19,6 bilhões em 2024, um <strong>avanço de 20%</strong>.</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234080 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao.png" alt="" width="624" height="157" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Cotacao-480x121.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: left;">Além disso, o ROAE passou de 10,2% no 1T24 para 12,7% no 4T24, enquanto o total yield (soma do Dividend Yield com a recompra de ações) se manteve na casa dos 7% conforme gráfico abaixo:</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-234085 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield.png" alt="" width="624" height="165" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield.png 624w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Total-Yield-480x127.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 624px, 100vw" /></p>
<p>Diante desse contraste entre a cotação relativamente estável e a gradual melhora nos indicadores financeiros, abre-se espaço para refletir sobre o potencial de valorização no longo prazo, caso o banco retome patamares históricos de retorno sobre o patrimônio próximos de 20%. Afinal, é o que sempre insisto e repito nas minhas redes sociais: No longo prazo o <strong>preço segue o lucro</strong>, sempre!</p>
<p>Por último e não menos importante, lembre-se sempre de diversificar sua carteira, garantindo que os ovos não fiquem em uma cesta só e evitando o risco de concentração de ativos em uma mesma ação ou segmento. <strong>A diversificação é a melhor defesa</strong> do investidor consciente.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong></p>
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		<title>Selic para o alto, bolsa para baixo: como se proteger dessa dinâmica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2025 22:05:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De que forma altas e baixas da <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Selic&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;SELIC &#233; a sigla para Sistema Especial de Liquida&#231;&#227;o e Cust&#243;dia, que &#233; a taxa b&#225;sica de juros da economia brasileira. &#201; definida pelo Banco Central do Brasil (BCB) e serve como refer&#234;ncia para a taxa de juros de diversos produtos financeiros, como empr&#233;stimos, investimentos e t&#237;tulos p&#250;blicos.&#38;lt;br&#38;gt;&#201; um importante instrumento de pol&#237;tica monet&#225;ria utilizado pelo BCB para controlar a infla&#231;&#227;o e promover o crescimento econ&#244;mico. Quando a taxa SELIC est&#225; alta, por exemplo, os empr&#233;stimos ficam mais caros, o que desestimula o consumo e aumenta a poupan&#231;a. Isso pode ajudar a conter a infla&#231;&#227;o e a estabilizar a economia.&#38;lt;br&#38;gt;A taxa SELIC &#233; atualizada periodicamente pelo BCB e pode ser alterada de acordo com as condi&#231;&#245;es econ&#244;micas do pa&#237;s. &#201; importante estar atento &#224;s altera&#231;&#245;es da taxa SELIC, pois ela pode impactar o custo de diversos produtos financeiros e, consequentemente, os rendimentos e as despesas das pessoas e das empresas, como por exemplo o pre&#231;o de a&#231;&#245;es e a performance dos fundos imobili&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/selic/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>Selic</a> influenciam as a&#231;&#245;es e qual a melhor estrat&#233;gia para os investidores se posicionarem nessa din&#226;mica.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Recentemente, nas redes sociais, têm surgido diversas dúvidas sobre como a taxa de juros básica da economia impacta o mercado de renda variável. Diante disso, decidi escrever este artigo com o objetivo de esclarecer essas questões e fornecer uma visão mais clara sobre o tema.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos meses, o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou um novo ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic), que atualmente se encontra em 13,25% ao ano. Esse movimento tem gerado amplas discussões sobre os efeitos dessa elevação nos diferentes segmentos de investimento, entre eles no mercado de ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, vamos explorar de que forma altas e baixas da Selic influenciam as ações e qual a melhor estratégia para os investidores se posicionarem nessa dinâmica.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O que é a Selic e como ela impacta o mercado?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">A Selic é a taxa de juros básica da economia brasileira, definida pelo Copom. Ela serve como referência para os juros cobrados nos empréstimos entre os bancos e impacta diretamente o custo do crédito, o consumo das famílias e o crescimento da economia. Quando a Selic sobe, o custo do dinheiro também aumenta, tornando os empréstimos mais caros e, muitas vezes, desestimulando consumidores e empresas a tomarem crédito.</p>
<p style="text-align: justify;">Para facilitar o entendimento, imagine que você vai ao supermercado comprar carne. Se o preço da carne sobe, você vai pensar duas vezes antes de comprar, certo? O preço do dinheiro funciona de maneira parecida. Quando a Selic aumenta, o &#8220;preço&#8221; do dinheiro também sobe, tornando os empréstimos mais caros e fazendo com que as pessoas e empresas pensem duas vezes antes de tomar crédito.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>O impacto da Selic nas ações: fluxo de dinheiro e resultado financeiro</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">O aumento da Selic geralmente tem um efeito negativo sobre o mercado de ações. Isso ocorre porque, com a alta dos juros, os investidores migram seu capital para a renda fixa, que oferece rendimentos mais previsíveis e de baixo risco. O gráfico abaixo é o resultado da pesquisa da XP que revela o interesse dos investidores. Ele ajuda a entender essa migração de capital:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-234067 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Onde-clientes-XP-querem-investir.png" alt="" width="629" height="563" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Onde-clientes-XP-querem-investir.png 629w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Onde-clientes-XP-querem-investir-480x430.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 629px, 100vw" />Houve um salto no interesse da renda fixa de 78% em novembro para 85% em Dezembro. Note que as ações e FIIs que já tinham baixo interesse, reduziram ainda mais, saindo da casa dos 30% para 18%. Afinal, quem quer correr risco na variável podendo obter 1% ao mês livre de risco?</p>
<p style="text-align: justify;">Este movimento gera o que chamamos de &#8220;queda por <strong>fluxo</strong>&#8220;, quando o capital que antes estava alocado no mercado de ações migra para a renda fixa. Como resultado, há uma venda em massa de ativos, o preço das ações cai e a liquidez no mercado de ações se reduz.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2024 a bolsa registrou sua menor liquidez em dólares desde 2018, com um volume financeiro médio diário de US$ 3,5 bilhões, refletindo uma retração de 14,9% em relação ao ano anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, um ponto menos discutido, mas crucial, é o impacto da alta da Selic no <strong>resultado financeiro das empresas</strong>. Muitas empresas se endividam para crescer e, quando a Selic sobe, o custo de suas dívidas também aumenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o custo da dívida sobe, uma parte maior do lucro da empresa é consumida pelo pagamento dos juros, o que reduz o lucro disponível para os acionistas e, consequentemente, leva a uma queda nas ações. Este efeito é ainda mais perceptível quando empresas com grande alavancagem financeira, como a Fleury, veem o peso das dívidas crescer significativamente com a alta da Selic.</p>
<p style="text-align: justify;">O contrário também é verdadeiro. Veja abaixo a despesa financeira da Magalu entre o 3T23 e 3T24, período em que a Selic reduziu de 13,75% para 10,75% e a proporção da despesa financeira contra a receita líquida caiu de 5,3% para 4%, restando mais dinheiro no lucro líquido e para o acionista:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234068" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Desp-Fin-Magalu.png" alt="" width="741" height="444" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Desp-Fin-Magalu.png 741w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Desp-Fin-Magalu-480x288.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 741px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo gráfico do período de 2008 a meados de 2024 que ilustra a relação da Selic (linha laranja) e o comportamento da bolsa (linha azul):</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-234069" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Selic-x-Bolsa.png" alt="" width="644" height="387" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Selic-x-Bolsa.png 644w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Selic-x-Bolsa-480x288.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 644px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nos ciclos de corte (quando a Selic reduz) destacados no gráfico acima, a bolsa apresentou retornos significativamente positivos em dois deles, com ganhos anualizados de +82% e +21%. No entanto, em outros dois ciclos, o desempenho foi levemente negativo devido a crises pontuais, como a crise da dívida dos países europeus em 2011 e a pandemia de 2020, ambos com queda de -2% anualizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o ciclo de corte iniciado em agosto de 2023, o Ibovespa subiu cerca de 18% até agosto de 2024, mas, ao ser revertido para o ciclo de alta da Selic, a bolsa voltou a registrar uma queda de 6,43% até o momento.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Desaceleração econômica e a relação com a Selic</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Um aspecto fundamental ao se analisar o impacto da Selic no mercado é a <strong>desaceleração econômica</strong>. O aumento da Selic é uma das principais ferramentas do Banco Central para controlar a inflação, mas essa medida também leva a uma desaceleração da economia. Com os juros mais altos, as pessoas evitam se endividar e o consumo diminui.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, as empresas tendem a adiar investimentos e expansões, o que reduz a geração de empregos e o crescimento da economia. Quando isso acontece, as empresas vendem menos, lucram menos e, consequentemente, as ações tendem a cair.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, é importante destacar que esse ciclo é <strong>cíclico</strong>: quando a Selic começa a ser reduzida, o fluxo de dinheiro tende a migrar de volta para a renda variável, empresas gastam menos com dívidas, o consumo aumenta, as empresas expandem suas operações e, com isso, o lucro das companhias sobe.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Oportunidades de investimento e estratégias</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos desafios trazidos pela alta da Selic, existem oportunidades no mercado de ações. Para se posicionar de maneira inteligente, uma boa estratégia é selecionar empresas com fundamentos sólidos e resiliência diante de cenários adversos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cuidado com a alavancagem: </strong>Em um ambiente de juros elevados, empresas com alta alavancagem ficam mais vulneráveis ao aumento do custo de suas dívidas. O Brasil é um país com uma taxa de juros volátil, o que torna empresas com dívidas altas especialmente arriscadas. A alta da Selic pode fazer com que essas empresas lutem por anos para pagar seus credores, o que prejudica a estrutura de capital e compromete a geração de valor para os acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Priorize os pilares da economia: </strong>Empresas dos setores elétrico, financeiro e saneamento são mais resilientes em tempos de incerteza econômica. Esses setores tendem a ser menos afetados pela volatilidade e podem oferecer boas oportunidades de investimento, especialmente quando a economia está desacelerando. Embora seja possível diversificar para outros setores, essas áreas são fundamentais para uma carteira sólida em momentos de alta da Selic.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cash is king: </strong>A geração de caixa é essencial em um cenário de juros altos. Empresas que conseguem gerar caixa suficiente têm mais liberdade para se sustentar em momentos de crise, sem a necessidade de recorrer a financiamentos externos. Empresas com boa gestão de caixa são mais capazes de enfrentar ciclos econômicos adversos e garantir retornos consistentes para seus acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dividendos importam: </strong>Empresas que pagam dividendos consistentes merecem atenção. O pagamento de dividendos é um sinal de que a empresa gera caixa e lucro, e, em tempos de crise, isso representa uma forma de ganho duplo para os acionistas: dinheiro no bolso e maior estabilidade no preço das ações. Em momentos de baixa, empresas que distribuem dividendos têm uma maior tendência a manter seus preços mais estáveis, o que traz um benefício adicional de proteção ao portfólio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Invista em qualidade, sempre: </strong>Evite a tentação de esperar que empresas consolidadas apresentem quedas significativas no preço das ações (<em>market timing</em>). Empresas de qualidade, como as líderes de mercado, são mais capazes de atravessar crises e, frequentemente, não têm grandes quedas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como disse Warren Buffett, “<strong><em>Prefira comprar empresas espetaculares por preços bons do que empresas boas por preços espetaculares</em></strong>”. Empresas consolidadas têm mais chances de se destacar em momentos difíceis, superando as adversidades e ganhando participação de mercado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>A alta da Selic</strong> impacta o mercado de ações, tornando os investimentos mais caros e desestimulando o consumo e os investimentos.</li>
<li>Quando a Selic sobe, os investidores migram seu capital para a <strong>renda fixa</strong>, o que leva a uma queda no valor das ações devido à <strong>redução da liquidez</strong> no mercado de ações.</li>
<li>O aumento do custo da dívida, especialmente para empresas <strong>altamente alavancadas</strong>, reduz o lucro disponível para os acionistas, causando queda nos preços das ações.</li>
<li>A <strong>desaceleração econômica</strong> impulsionada pela alta da Selic também impacta negativamente os lucros das empresas, o que reflete nas ações.</li>
<li><strong>Oportunidades no mercado de ações</strong>: evite empresas com alta alavancagem, foque em setores essenciais, empresas com <strong>forte geração de caixa</strong> e aquelas que pagam <strong>dividendos consistentes</strong>.</li>
<li>Em um ambiente de juros elevados, <strong>qualidade e solidez</strong> são cruciais. Empresas consolidadas, com boa estrutura financeira, têm maior chance de prosperar e garantir bons retornos a longo prazo.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Se você quer aprender a selecionar empresas bem posicionadas e desenvolver uma estratégia de investimento sólida, estou aqui para ajudar. Vamos conversar sobre como você pode tomar decisões inteligentes e alcançar seus objetivos financeiros. Me envie uma mensagem no WhatsApp </em><a href="http://wa.link/a9fkbz"><em>clicando aqui</em></a><em>.</em></p>
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<p style="text-align: justify;"><strong><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></strong></p>
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		<title>Recompra de ações: como isso pode te enriquecer!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 00:11:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O benef&#xED;cio prim&#xE1;rio da <a class="glossaryLink" aria-describedby="tt" data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;Recompra de a&#xE7;&#xF5;es&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma recompra de a&#xE7;&#xF5;es ocorre quando compra a&#xE7;&#xF5;es em circula&#xE7;&#xE3;o e as mant&#xE9;m sob cust&#xF3;dia em sua tesouraria ou cancela as a&#xE7;&#xF5;es. A recompra pode indicar sinal de confian&#xE7;a da empresa sobre suas opera&#xE7;&#xF5;es e um indicador que os pap&#xE9;is negociam com valor abaixo do pre&#xE7;o justo.&#60;/div&#62;" href="https://investabc.com.br/dicionario/recompra-de-acoes/" data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]' tabindex="0" role="link">recompra de a&#xE7;&#xF5;es</a> &#233; a valoriza&#231;&#227;o das a&#231;&#245;es observada ap&#243;s a transa&#231;&#227;o, uma vez que a quantidade de a&#231;&#245;es na bolsa diminui, logo cada <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a> passa a valer mais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente já está bastante familiarizado com uma das formas de remunerar o acionista que é a distribuição de dividendos. Especificamente, aqui no Brasil, os dividendos têm bastante apelo, uma vez que são isentos de tributação. É dinheiro direto na veia, ou melhor, na conta corrente.</p>
<h2>Recompra de ações: uma alternativa menos conhecida</h2>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, existe uma outra forma, não tão conhecida, que é a recompra de ações <em>(buyback)</em>. É quando uma empresa compra suas próprias ações no mercado e, assim, reduz a quantidade de ações em circulação no mercado. Ela pode fazer isso de duas maneiras: (i) comprando a valores de mercado ou (ii) preço fixo ofertado aos acionistas atuais. O benefício primário da recompra de ações é a valorização das ações observada após a transação, uma vez que a quantidade de ações na bolsa diminui, logo cada ação passa a valer mais.</p>
<h2 style="text-align: justify;">O motivo</h2>
<p style="text-align: justify;">Empresas recompram ações principalmente para maximizar o retorno aos acionistas. Isso é frequentemente justificado como o melhor uso do capital naquele momento. Além disso, as recompras podem ocorrer quando a administração acredita que as ações se encontram a preços muito baratos. A recompra normalmente é vista com bons olhos pelo mercado porque indica que a gestão acredita e tem confiança no negócio.</p>
<h2>Exemplo – Acme Corp.</h2>
<p style="text-align: justify;">Imagine que a empresa fictícia Acme Corp, que possui 1 milhão de ações, projeta um resultado de R$ 2 milhões de reais este ano. Isso quer dizer que o lucro por ação (LPA) é de R$ 2,0 (R$ 2 milhões dividido por 1 milhão de ações). A Acme decide comprar 500 mil ações até o fim do ano. Ao efetuar a recompra, o lucro por ação salta de R$ 2,0 para R$ 4,0 (R$ 2 milhões dividido por 500 mil ações). Como resultado, cada ação passa a custar o dobro do que custava antes. Percebe como foi gerado valor aos acionistas neste caso?</p>
<p style="text-align: justify;">A Acme Corp poderia ter optado por distribuir dividendos, mas neste exemplo, a gestão acredita no negócio e entende que o preço da ação está barato, e a recompra tende a trazer maiores benefícios aos acionistas.</p>
<h2>Estudo de caso: Apple (não é recomendação de compra)</h2>
<p style="text-align: justify;">A Apple é uma empresa que dispensa apresentações. Fundada em 1977, teve o seu IPO em 1983 sendo listada na Nasdaq e suas ações participam do índice S&amp;P500.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumidamente, ela se dedica produzir e comercializar uma ampla variedade de dispositivos eletrônicos de consumo, incluindo smartphones (iPhone), tablets (iPad), PCs (Mac), smartwatches (Apple Watch), AirPods, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">A sólida performance econômico-financeira da Apple pode ser visualizada no gráfico abaixo:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233846 size-full aligncenter" style="font-weight: bold; text-align: justify;" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple_Grafico-barras.png" alt="Apple Lucro Investabc" width="845" height="526" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple_Grafico-barras.png 845w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple_Grafico-barras-480x299.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 845px, 100vw" /></p>
<p>Nos Estados Unidos, os dividendos são tributados. Logo, a remuneração via recompra se torna mais comum visto a eficiência fiscal que este tipo de operação gera para o acionista (por sinal, uma realidade que se aproxima do cenário brasileiro uma vez que a tributação de dividendos não é uma questão de “se”, mas uma questão de “quando”, tornando fundamental entender como se dá a geração de valor via recompras de ações).</p>
<p style="text-align: justify;">O gráfico abaixo apresenta a quantidade de ações em circulação da Apple <em>(free float)</em>, com recorte a partir de 2013, que é quando a companhia acelera a atividade de recompras:</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-233857 size-full" style="font-weight: bold; text-align: justify;" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple.png" alt="Free Float Apple" width="1815" height="446" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple.png 1815w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple-1280x315.png 1280w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple-980x241.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Free-Float-Apple-480x118.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 1815px, 100vw" /></p>
<p>De um free float de 26,09 bilhões, na época, para os atuais 15,5 bilhões em setembro de 2023 (últimos dados reportados), a empresa recomprou 10,74 bilhões, reduzindo em 39% as ações em circulação ao longo de 10 anos de recompras.</p>
<p style="text-align: justify;">Analisemos sobre a perspectiva de quanto a Apple investiu nesses programas ao longo do tempo. Nos últimos dez anos, a Apple já investiu mais de 600 bilhões de dólares em programas de recompra.</p>
<p style="text-align: justify;">E você deve estar se perguntando, qual o efeito disso? Uma imagem é melhor do que mil palavras:</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-233851 size-large" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple-quote-1024x384.jpg" alt="Ações da Apple" width="1024" height="384" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple-quote-980x367.jpg 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Apple-quote-480x180.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">O gráfico acima representa a evolução do preço da ação nos últimos dez anos. De aproximadamente US$ 19 em 2013, encontra-se negociada atualmente a US$ 191. Uma notável valorização de 862%, equivalente a 25% ao ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso se deu devido à melhora da empresa em termos de performance financeira (aumento do lucro) e à redução das ações em circulação. Se (e aqui um grande “SE”), a empresa mantiver essa performance aliada ao programa de recompra, em 2038 a valorização do papel poderia chegar a incríveis 26.369%.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, e não menos importante, o gráfico da evolução do lucro por ação da Apple no período analisado:</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-233858 size-large" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-1024x536.png" alt="" width="1024" height="536" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-1024x536.png 1024w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-980x513.png 980w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-II-480x251.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw" /></p>
<p style="text-align: justify;">Entre 2013 e 2023 o lucro por ação saiu de US$ 1,42 para US$ 6,13. Um crescimento de 332%. Já o lucro da empresa saiu de US$ 37 bilhões para US$ 97 bilhões (acumulado do ano até setembro de 2023), uma variação de 162%.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o lucro subiu 162% e o lucro por ação cresceu 332%, o que está acontecendo? É arte do Capiroto com o Mr. M? Claro que não. Na verdade, se trata do efeito da recompra de ações. Veja o cálculo abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-233859 size-full" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-Calculo.png" alt="Lucro por ação Apple - Cálculo" width="357" height="109" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-Calculo.png 357w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/LPA-Apple-Calculo-300x92.png 300w" sizes="(max-width: 357px) 100vw, 357px" /></p>
<p style="text-align: justify;">O entendimento é simples. Lucro subindo, aliado a quantidade decrescente de ações, resulta em uma disparada no lucro por ação. Esse é o benefício da recompra de ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto que talvez você ainda não tenha se dado conta é que, com menos ações listadas, menos sócios para compartilhar o lucro, logo os dividendos a receber também aumentam. É benefício atrás de benefício.</p>
<h2>Cases brasileiros: Vale e CSU Digital</h2>
<p style="text-align: justify;">Aqui no Brasil, uma empresa que tem recomprado de forma recorrente e bastante acelerada é a Vale. Veja o programa de recompra da mineradora na figura abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-233860 aligncenter" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Vale-recompra-de-acoes-300x261.png" alt="Vale recompra de ações" width="300" height="261" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Vale-recompra-de-acoes-300x261.png 300w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Vale-recompra-de-acoes.png 304w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 8pt;"><em>Fonte: RI Vale</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra empresa que andou realizando recompras foi a CSU Digital. Entre 2021 e 2023 ela reduziu o free float de 44,2% para 35,74%.</p>
<h2>Concluindo&#8230;</h2>
<p style="text-align: justify;">A remuneração de acionistas por meio da distribuição de dividendos é uma prática conhecida, mas a recompra de ações é uma estratégia menos conhecida no Brasil, porém eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Empresas como a Apple demonstram como essa abordagem pode gerar valor expressivo aos acionistas ao longo do tempo. Nos EUA é a forma principal de remuneração principal, visto que gera eficiência fiscal (lá os dividendos são tributados).</p>
<p style="text-align: justify;">No cenário brasileiro, a iminência da tributação de dividendos, aliada à extinção dos juros sobre capital próprio, pode tornar a recompra de ações uma alternativa mais atrativa, exigindo dos gestores uma revisão nas estratégias de remuneração e alocação de capital. A prática, exemplificada por empresas como a Vale e CSU Digital, pode ganhar destaque diante das mudanças iminentes, oferecendo uma solução viável para maximizar o retorno aos acionistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo / Principais conclusões</strong></p>
<p style="text-align: justify;">• A recompra de ações é uma estratégia em que uma empresa adquire suas próprias ações no mercado, diminuindo a quantidade disponível.<br />
• Motivação: isso pode ocorrer quando a empresa acredita que suas ações estão subvalorizadas, buscando maximizar o retorno aos acionistas e oferecer flexibilidade na gestão de capital.<br />
• A recompra de ações é parte de uma estratégia de criação de valor a longo prazo para os acionistas.<br />
• Principal forma de remuneração nos EUA devido a eficiência fiscal, no Brasil não é tão utilizada devido à distribuição de dividendos que é isenta de IR.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 8pt;"><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></span></strong></p>
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		<title>5 Mitos sobre o mercado de ações!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 23:24:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado de a&#xE7;&#xF5;es &#xE9; um ambiente ainda distante da realidade e dia a dia da maioria da popula&#xE7;&#xE3;o e, tamb&#xE9;m por isso, &#xE9; cercado por mitos e verdades que &#xE0;s vezes confundem as pessoas, principalmente investidores de primeira viagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado de ações é um ambiente ainda distante da realidade e dia a dia da maioria da população e, também por isso, é cercado por mitos e verdades que às vezes confundem as pessoas, principalmente investidores de primeira viagem.</p>
<p>Alguns acreditam que investir em ações é somente para ricos, outros pensam que é arriscado demais, e outros acreditam que só é possível investir e obter sucesso no mercado acionário com elevada quantia de recursos. Na verdade, qualquer pessoa pode investir em ações, o risco é relativo e depende de diversos fatores.</p>
<p>Neste breve ensaio desmistifico alguns pensamentos sobre o mercado acionário para que você possa tomar decisões bem fundamentadas sobre o investimento em ações.</p>
<h2>Mito 1: “investir em ações é uma aposta”</h2>
<p>Essa interpretação faz com que muitas pessoas tenham medo e receio de investir no mercado de ações.</p>
<p>Como investidor você sempre vai participar dos lucros distribuídos pela empresa e do ganho de capital que elas produzem através de suas operações. É um jogo de ganha-ganha, entre empresa, consumidores, fornecedores, investidores e clientes.</p>
<p>Por outro lado, a <strong>aposta </strong>é um jogo de <strong>“soma zero”.</strong> O jogo apenas tira dinheiro de um perdedor e o dá a um vencedor. Nenhum valor é criado, ao contrário do investimento em ações, em que a riqueza geral de uma economia aumenta com o passar do tempo.</p>
<p>Resumindo: enquanto investir significa criar riqueza de uma maneira geral, a aposta é um simples jogo de “soma zero”.</p>
<h2>Mito 2: ações sempre aumentam de valor</h2>
<p>Esse é um mito que reaparece fortemente em momentos de alta e euforia no mercado. Se bem é verdade que o preço das ações tende a se valorizar no longo prazo, é normal que no percurso as ações apresentem altos e baixos em suas cotações, podendo passar uma década se desvalorizando, caso da bolsa de Nova York entre 1969 e 1981, ou uma década de forte crescimento, como foi o caso da bolsa brasileira nos anos 2000, apenas para citar dois períodos e exemplos.</p>
<p>Via de regra, para que o preço das ações aumente de valor no longo prazo, a empresa deve possuir, além de um bom negócio, excelentes administradores capazes de oferecer bens e serviços que gerem valor `a sociedade.</p>
<p><strong>Curiosidade:</strong> O caso mais dramático e fora da curva é o da bolsa japonesa, que simplesmente saiu de 40.000 pontos, em 1989, para menos de 8.000 pontos em maio de 2003 (queda de 80% no período) e, atualmente,  encontra-se em aproximadamente 27.000 pontos&#8230;</p>
<h2>Mito 3: é preciso ser rico para investir em ações</h2>
<p>Para (começar) a investir em ações é possível e ideal começar com pouco dinheiro e aos poucos. Com o avanço da tecnologia, as informações se tornaram mais acessíveis ao público em geral.</p>
<p>Nos casos em que não é possível comprar os lotes padrões da B3 ou da NYSE, é possível que o investidor compre uma única ação, tornando perfeitamente possível o acesso a este mercado de pessoas com baixa capacidade de aporte em um primeiro momento.</p>
<p>Para a bolsa de valores, o mais importante é ter disciplina nos aportes e paciência para que os juros compostos façam sua mágica no longo prazo.</p>
<h2>Mito 4: anjos caídos voltarão</h2>
<p>Não se trata de passagem bíblica ou algo do gênero, mas sim, de uma expectativa equivocada de muitos investidores que, ao observarem uma determinada ação se desvalorizar bastante em um período de tempo, decidem pegar a “a faca” caindo, como costuma-se dizer por aí.</p>
<p>Exemplo atual é o das <a href="https://ri.americanas.io/" target="_blank" rel="noopener">Lojas Americanas</a>, que, após a fraude contábil, saiu de R$12,00 para R$2,72 em um dia, e alguns investidores desavisados correram para pegar o <em>“turnaround”</em> ou lucrar com operações de curto prazo, entretanto o <em>“turn”</em> nunca chegou e a ação caiu ainda mais, próximo a R$ 1,00 enquanto este texto era escrito.</p>
<p>Outro exemplo é o da <a href="https://ri.magazineluiza.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Magazine Luiza</a>: os papéis saíram de R$27,34, em novembro de 2020 para R$4,53 em janeiro de 2023. Quem resolveu pegar esta faca caindo, nesse período, desceu um tobogã com navalhas e caiu em uma piscina com álcool.</p>
<h2>Mito 5: “um pouco de informação é melhor que nada”</h2>
<p>Em parte, sim. Mas como o mercado de ações envolve risco, é importante que o investidor procure se informar sobre as empresas em que pretende colocar dinheiro. Se você não tiver tempo para estudar ou se aprofundar, procure um consultor para te auxiliar na tomada de decisão. O custo de investir em algo que não é totalmente compreendido supera em muito o custo de usar um consultor de investimentos. Outra opção é adquirir ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos de investimento) indexados com gestão passiva e baixo custo, garantindo, desta maneira, um retorno muito próximo do mercado, diversificação eficaz e risco ajustado.</p>
<h2>Resumo / Principais conclusões</h2>
<ul>
<li>Investir não é o mesmo que jogar porque o investimento aumenta a riqueza geral de uma economia, enquanto o jogo apenas tira dinheiro de um perdedor e o dá a um vencedor.</li>
<li>O preço de uma ação sofre altos e baixos, mas tende a continuar subindo no longo prazo se a empresa for administrada por excelentes gestores e fornecer produtos e serviços considerados valiosos pela sociedade.</li>
<li>O mercado de ações não é apenas para ricos. Com os dados e as ferramentas de pesquisa disponíveis online, o mercado de ações está mais acessível ao público do que nunca. A possibilidade de comprar/vender em lotes fracionários permitiu acesso àqueles com menos recursos disponíveis para investir.</li>
<li>Comprar uma ação simplesmente porque seu preço caiu é uma boa estratégia de destruição de patrimônio; em vez disso, concentre-se em comprar empresas saudáveis e com bons fundamentos econômicos.</li>
<li>Ter um pouco de conhecimento ajuda, mas não é o suficiente para investir. Investidores bem-sucedidos estudam seus investimentos ou usam os serviços de um consultor confiável, ou ainda simplificam utilizando estratégias indexadas de gestão passiva e baixo custo (ex: ETFs)</li>
</ul>
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		<title>10 itens essenciais para analisar ao comprar uma ação.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 15:06:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para ajudar o leitor, separei 10 itens que considero essencial para auxiliar o investidor nesse processo inicial de estudo e an&#225;lise de uma <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a>.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner">Ao decidir comprar um papel, é importante revisar alguns aspectos do negócio e indicadores da empresa para tomar uma decisão segura e aumentar a sua chance de sucesso na hora de ir às compras na bolsa de valores.</p>
<p>Para ajudar o leitor, separei 10 itens que considero essencial para auxiliar o investidor nesse processo inicial de estudo e análise de uma ação.</p>
<h2>1. Lucros:</h2>
<p>Se você não tem ideia por onde começar a analisar um papel, recomendo que inicie olhando seus lucros.</p>
<p>Se uma empresa é capaz de gerar ganhos consistentemente por longos períodos, é sinal de que possui um negócio com alguma das seguintes características: boa gestão, produto/serviço de difícil substituição, vantagens competitivas, ou até mesmo todos eles juntos. Nunca se esqueça, uma ação não é um bilhete de loteria, ela é a menor parte de uma empresa.</p>
<h2>2. Índice P/L:</h2>
<p>Um dos índices mais comuns ao avaliar ações, o <strong>P/L (relação Preço/Lucro)</strong> costuma ser utilizado para verificar se os papéis de uma determinada empresa estão baratos ou se estão caros. Quanto menor este número, melhor, contanto que seja positivo. Ao comparar empresas com <strong>P/L</strong> iguais e taxas de crescimentos diferentes, avalie também o <strong>PEG Ratio.</strong></p>
<h2>3. PEG Ratio:</h2>
<p>Criado por <strong>Peter Lynch</strong>, este índice é utilizado para comparar ações com taxas de crescimento distintas. A fórmula consiste em dividir o <strong>P/L</strong> pela taxa de crescimento.<br />
<strong>Lynch</strong> afirma preferir comprar uma ação que cresce 20% ao ano com um <strong>P/L</strong> de 20 do que uma empresa que cresce 10% ao ano com um <strong>P/L</strong> de 10.<br />
Quando o <strong>PEG Ratio</strong> é maior que 1, o papel é considerado supervalorizado, e quando é menor que 1 é considerado atrativo para a compra.</p>
<h2>4. Liquidez:</h2>
<p>Indica o quão rápido você consegue converter sua ação em dinheiro. Empresas com alto volume de negociação (Blue chips em geral), em geral permitem converter a operação de compra ou venda instantaneamente a um preço igual ou muito próximo do preço exibido no <strong>Home Broker</strong>.</p>
<p>No caso de empresas menos líquidas, a operação pode tardar alguns minutos a mais e nem sempre com o preço exatamente igual ao da tela do Home Broker.</p>
<h2>5. Dividend Yield:</h2>
<p>Parte do lucro pago aos acionistas. Trocando em miúdos, isso quer dizer dinheiro no bolso. Esse indicador é expresso em percentual. Por exemplo, se uma empresa tem um preço de ação de R$ 20 e paga um dividendo de R$1 por ano, seu rendimento de dividendos seria de 5%.</p>
<p>O acionista pode optar por reinvestir os dividendos em sua carteira de investimentos ou utilizá-los para complementar a sua renda mensal fazendo frente aos seus gastos.</p>
<h2>6. Fluxo de Caixa Livre (FCL):</h2>
<p>É a capacidade da empresa de gerar caixa para os seus acionistas. Revela o fluxo de caixa disponível para a empresa pagar os credores e/ou remunerar os investidores via distribuição de dividendos e pagamento de juros sobre capital próprio. Quanto maior o <strong>FCL</strong> melhor.</p>
<h2>7. ROE (Return on equity):</h2>
<p>É calculado dividindo o lucro da empresa pelo<strong> patrimônio líquido (PL)</strong>. Indica quão eficiente a empresa é em gerar lucros. Melhor <strong>ROE = Mais eficiência</strong>.<br />
Digamos que a empresa <strong>MEPO S.A</strong>. possui um patrimônio líquido de 100 milhões e a<strong> BIOS S.A</strong>. possui um patrimônio líquido de 250 milhões.</p>
<p>Ambas as empresas geram 50 milhões de lucros anuais. Isso significa que a <strong>MEPO</strong>, apesar de ter menos dinheiro para trabalhar, se mostrou mais eficiente porque gerou um <strong>ROE de 50%</strong>. A <strong>BIOS</strong> apesar de ter mais dinheiro para trabalhar se mostrou menos eficiente gerando um <strong>ROE de 20%.</strong></p>
<h2>8. Margem líquida:</h2>
<p>Medida de rentabilidade da empresa. Calcula-se dividindo o lucro líquido da empresa pela receita. Quanto maior, melhor. É expressa em porcentagem e basicamente calcula quanto da receita de fato fica na empresa como lucro.</p>
<p>Imagine uma pizzaria onde, para cada 10 pedaços de pizza vendido, duas se convertem em lucro líquido. Logo a margem líquida deste negócio é de 20%.</p>
<h2>9. Recompra de ações:</h2>
<p>Quando uma empresa decide recomprar as próprias ações em circulação e na sequência cancelar essas ações.</p>
<p>Imagine que a fictícia empresa<strong> MEPO S.A</strong>. gera $ 4 milhões de lucros para um total de 2 milhões de ações. Isso significa um lucro de $ 2 por ação. Digamos que a <strong>MEPO</strong> decidiu comprar 1 milhão de ações e cancelar em seguida. Agora temos um lucro de $ 4 por ação. Observe que o lucro por ação dobra.</p>
<p>Normalmente a recompra de ações é um bom sinal de confiança da gestão sobre os rumos da empresa e automaticamente gera valor aos acionistas. Entre alguns benefícios, pode levar ao aumento do preço dos papéis uma vez que os lucros são distribuídos para uma base menor de sócios, ou seja, é a mesma “pizza sabor lucro” para dividir com menos acionistas.</p>
<h2>10. Entenda o negócio:</h2>
<p>Faça o seu dever de casa, estude sobre a empresa, sua história, entenda como ela vende e produz lucro. Se você for capaz de explicar de maneira simples e rápida como a companhia opera, provavelmente está em um bom caminho para seguir com a decisão de comprar ou não.</p>
<p>Por último e não menos importante, ao utilizar os indicadores, é importante sempre compará-los com os pares do setor. A média de retorno, lucratividade, endividamento, dividend yield, entre outros, é, por exemplo, diferente do setor automobilístico e bancário. Logo para garantir a correta análise e interpretação o leitor deve assegurar que as comparações sejam sempre dentro do mesmo setor.</div>
			</div>
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		<title>Como começar a investir: um guia para iniciantes.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 14:57:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O objetivo deste artigo &#xE9; abordar algumas quest&#xF5;es b&#xE1;sicas para apoiar o leitor em sua jornada inicial como investidor, desde aspectos operacionais de como escolher e abrir uma conta em uma corretora at&#xE9; alinhar os objetivos e necessidades de investimentos &#xE0; diversa gama de produtos ofertados no mercado.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O objetivo deste artigo é abordar algumas questões básicas para apoiar o leitor em sua jornada inicial como investidor, desde aspectos operacionais de como escolher e abrir uma conta em uma corretora até alinhar os objetivos e necessidades de investimentos à diversa gama de produtos ofertados no mercado.</p>
<p>O assunto pode se tornar bastante extenso dependo do caso e perfil de cada um, logo não há aqui a intenção de esgotar o tema, e sim de dar o pontapé inicial e trazer um pouco de luz para que o investidor iniciante possa sair da inércia e colocar o seu patrimônio para trabalhar com confiança e segurança.</p>
<p>Vamos lá!</p>
<h2>1 &#8211; Organize suas finanças</h2>
<p>Antes de começar a investir é importante que você tenha pleno domínio sobre as suas finanças, o quanto produz de renda mensal, quanto gasta e se possui dívidas a quitar. Isto pode parecer bastante óbvio para alguns, mas para outros é um tema inexplorado. Para aqueles que ainda não possuem seu fluxo de caixa bem mapeado, recomendo fortemente que dedique um tempo para entender onde o dinheiro é gasto, se sobra e quanto sobra no fim do mês.</p>
<p>Este é um exercício interessante porque, independente da situação atual ser superavitária ou deficitária em seu orçamento pessoal, é possível que o leitor se surpreenda com alguns caminhos que o seu dinheiro está tomando e, assim, surjam oportunidades de reduzir determinadas despesas sem grandes sofrimentos (ex: algum serviço recorrente que já não utiliza mais, ou cancelar aquela assinatura de revista que já não tem mais utilidade).</p>
<h2>2 &#8211; Defina objetivos e quanto quer investir</h2>
<p>O quanto separar para investir vai depender da sua situação financeira, objetivos e quando você gostaria de alcançar esses objetivos.</p>
<p>Quando o tema é finanças e investimentos, um objetivo em comum a todos os seres humanos é se aposentar com saúde financeira, sem depender do INSS e de preferência o quanto antes. Como regra geral você pode definir algo em torno de 10% a 15% de sua renda para alcançar este objetivo. Se isto parecer pouco realista, pode iniciar com um percentual menor e ir ajustando aos poucos.</p>
<p>Outros objetivos podem incluir a compra de uma casa, custear estudos (MBA, intercambio), ou acumular para iniciar o próprio negócio. As metas podem alterar com o passar do tempo, isso é natural. Apenas assegure-se de revisá-las de vez em quando para manter seu foco em atingi-las.</p>
<h2>3 &#8211; Entenda as suas opções de investimentos</h2>
<p>Simplificando existem duas grandes categorias de investimentos: <strong>renda fixa (risco baixo)</strong> e <strong>renda variável (risco alto)</strong>. É importante ter noção básica de como funciona a dinâmica dessas duas categorias para poder avaliar qual o melhor destino do seu dinheiro de acordo com os seus objetivos e tolerância ao risco.</p>
<p>A <strong>renda fixa</strong> possui um comportamento mais previsível quanto a rentabilidade, mas na contrapartida tende a gerar retorno menor a longo prazo, especialmente quando comparado com o mercado de ações. O dinheiro que o investidor necessita no curto prazo, seja para emergência, ou planos definidos como a troca do carro, reforma da casa, viagem etc., deve ser colocado, idealmente, na renda fixa para garantir previsibilidade de ganho ao longo do caminho.</p>
<p>A <strong>renda variável</strong>, como o próprio nome já indica, varia, e, possui um comportamento imprevisível quanto aos retornos, podendo inclusive produzir fortes prejuízos a curto e médio prazos, mas, ao contrário da renda fixa, tende a entregar retornos mais elevados a longo prazo, por isso é indicado colocar dinheiro que não será necessário utilizar em caso de emergência ou nos próximos 5 a 10 anos.</p>
<h2>4 &#8211; Abra uma conta em uma corretora</h2>
<p>Os investimentos podem até ser feitos através de bancos, mas recomenda-se abrir uma conta em uma corretora. Isso porque elas costumam oferecer menores custos de transações e oferecem uma maior gama de produtos, funcionando como uma espécie de shopping center. Por exemplo, se você decide aplicar em um CDB através do banco, provavelmente só terá a opção do CDB da própria instituição. As corretoras oferecem CDBs (e outros produtos) de outras instituições, o que aumenta o seu leque de alternativas mais adequadas ao seu perfil.</p>
<p>Eu particularmente já tive, ao longo de dezenove anos nove corretoras: seis no Brasil e três no exterior. O que me fez mudar ao longo do tempo foram custos mais baratos, melhores serviços e ofertas de produtos.</p>
<p>Procure uma corretora que melhor atende às suas expectativas, sejam elas solidez, baixo custo ou oferta de produtos, por exemplo. O passo seguinte é abrir uma conta. Você vai precisar de alguns documentos pessoais de identificação e preencher alguns cadastros. Uma vez aberta a conta, basta efetuar uma transferência de seu banco ou conta digital e começar a investir.</p>
<h2>5 &#8211; Estude</h2>
<p>No mercado financeiro em geral, assim como na vida, somos bombardeados diariamente com notícias e ofertas imperdíveis de última hora. A maior parte dessas notícias e chamadas é puro ruído. Mas só tem uma maneira de você conseguir eliminar o ruído: estudando.</p>
<p>Mantenha-se atualizado, faça as suas próprias pesquisas e torne-se capaz de tomar suas próprias decisões. Afinal, você é a melhor pessoa para identificar suas necessidades financeiras e cuidar do destino de seu dinheiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O post <a href="https://investabc.com.br/como-comecar-a-investir-um-guia-para-iniciantes/">Como começar a investir: um guia para iniciantes.</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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		<title>Ordinária ou Preferêncial – Qual ação devo comprar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bernardo Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2022 13:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ações]]></category>
		<category><![CDATA[Invest ABC]]></category>
		<category><![CDATA[InvestABC]]></category>
		<category><![CDATA[Ordinária]]></category>
		<category><![CDATA[Preferêncial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde que comecei a me aprofundar um pouco mais no mercado de a&#231;&#245;es e trocar ideias com amigos e colegas de trabalho, percebi que uma das d&#250;vidas mais recorrentes &#233; sobre qual tipo de <a class="glossaryLink"  aria-describedby="tt"  data-cmtooltip="&#60;div class=glossaryItemTitle&#62;A&#231;&#227;o&#60;/div&#62;&#60;div class=glossaryItemBody&#62;Uma a&#231;&#227;o &#233; a menor parte do capital de uma empresa. Ao comprar uma a&#231;&#227;o, voc&#234; passa a ser considerado um s&#243;cio, participando dos resultados da empresa. As a&#231;&#245;es podem ser negociadas em bolsa de valores ou em mercados secund&#225;rios.&#60;/div&#62;"  href="https://investabc.com.br/dicionario/acao/"  data-gt-translate-attributes='[{"attribute":"data-cmtooltip", "format":"html"}]'  tabindex='0' role='link'>a&#231;&#227;o</a> comprar: Ordin&#225;ria ou Preferencial.</p>
<p>O post <a href="https://investabc.com.br/ordinaria-on-ou-preferencial-pn-qual-acao-devo-comprar/">Ordinária ou Preferêncial – Qual ação devo comprar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que comecei a me aprofundar um pouco mais no mercado de ações e trocar ideias com amigos e colegas de trabalho, percebi que uma das dúvidas mais recorrentes é sobre qual tipo de ação comprar:<strong> Ordinária</strong> ou <strong>Preferencial</strong>.</p>
<p>No artigo <strong>“O que são ações”</strong> fiz um breve descritivo sobre essas duas classes de ações, e recomendo ao leitor que ainda não está familiarizado dar uma conferida. Neste artigo eu vou selecionar alguma das dúvidas mencionadas no parágrafo anterior, e em alguns casos trazer simulações para ajudar você leitor em seus próximos estudos e seleções de ações.</p>
<blockquote><p>“Melhor comprar preferencial porque não pretendo participar de reuniões e não vou saber julgar as decisões da empresa”</p></blockquote>
<p>Quando comecei a investir, eu fiz minha carteira inicial com <strong>PNs</strong> porque praticamente todos os materiais que consumia me incentivava a comprar este tipo de ação. Um dos principais motivos que era apresentado é que elas davam preferência no pagamento de dividendos, tinham mais liquidez no mercado e, como a minha participação na empresa é irrelevante, não faria sentido ter ON porque as preferenciais seriam as mais indicadas para o pequeno investidor.</p>
<p>Com o tempo e experiência eu fui mudando o meu olhar e cheguei à conclusão de que por menor que fosse a minha participação, valia mais a pena eu ter ações ordinárias. O meu objetivo nunca foi me tornar sócio majoritário ou fazer parte do bloco de controle, era uma questão conceitual.</p>
<p>Eu entendo que os sócios devem ser tratados igualmente em termos de participação, com os mesmos direitos proporcionais em caso de distribuição de proventos e eventos extraordinários, como fusões e aquisições, e migração para novo mercado que envolve a conversão de ações.</p>
<h2>Conversão de Ações (Caso Vale) e Fusões e Aquisições (Caso Aracruz e VCP)</h2>
<p>Em 2017 a <a href="http://www.vale.com/brasil/PT/Paginas/default.aspx" target="_blank" rel="noopener">VALE</a> migrou para o novo mercado e como consequência as ações preferenciais foram convertidas para ordinárias na proporção de 0.93 VALE3 para cada 1 VALE5. Na época não havia distinção de dividendos entre os tipos de ações da empresa, então houve uma queda no recebimento de dividendos para quem possuía ações preferenciais.</p>
<p>A <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aracruz_Celulose" target="_blank" rel="noopener">Aracruz</a> era uma empresa do ramo de celulose. Ela passou por uma fusão com a <strong>VCP (Votorantim Ceulose e Papel)</strong> formando uma nova empresa chamada <strong>Fibria</strong>. Na época dessa fusão, os controladores da <strong>Aracruz</strong> eram formados pelas famílias <strong>Lorentz</strong> e <strong>Safra</strong> que somados detinham 56% do controle acionário. Os controladores decidiram vender a empresa e quem tinha ações ordinárias recebeu 80% do valor da venda, porque as ações ordinárias possuem <strong>tag along</strong> garantido por lei.</p>
<p>Entretanto, quem tinha as ações <strong>PNs</strong> não tinha direito de <strong>tag along</strong>, e esse acionistas preferenciais receberam cerca de 10% do que o bloco controlador recebeu na venda, configurando um forte prejuízo a esses investidores.</p>
<div id="attachment_232918" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232918" class="wp-image-232918 size-full" title="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN)" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-01.png" alt="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN) – Qual ação devo comprar?" width="800" height="270" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-01.png 800w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-01-480x162.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 800px, 100vw" /><p id="caption-attachment-232918" class="wp-caption-text">AÇÕES ON TINHAM <strong>TAG ALONG</strong> DE <strong>80%</strong></p></div>
<p>Histórias como a da <strong>Vale</strong> e <strong>Aracruz</strong> são bastante educativas para que os investidores de longo prazo não cometam este tipo de erro e minimamente busquem papéis com <strong>tag along</strong> ou optem diretamente por ações ordinárias.</p>
<p>Acredito que ao comprar as ações do tipo ordinária, automaticamente estarei alinhado com os acionistas majoritários ou bloco controlador que sempre buscar defender os seus interesses, não dependendo do direito de <strong>tag along</strong>, que costuma variar de acordo com o estatuto das empresas e do nível em que estão listadas na bolsa de valores.</p>
<blockquote><p>“Quem traz melhor retorno, qual a mais cara ou barata?”</p></blockquote>
<p>Fiz algumas simulações de relação preço de ação ordinária versus preferenciais e seus respectivos <strong>dividend yields</strong> com base nos preços e informações do fechamento do dia 16/09/2022. Abaixo os resultados seguidos de alguns comentários:</p>
<table style="height: 100PX; width: 100%; border-collapse: collapse; border-style: solid; border-color: #d4d4d4; background-color: #f2f2f2;" border="1PX">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>ITUB3</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>ITUB4</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong> PRÊMIO / DESCONTO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>PREÇO</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>22,65</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>26,68</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong>18%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>DY</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>3,5</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>2,98</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><span style="color: #ff0000;"><strong>-15%</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ação preferencial de Itaú fechou com um ágio de 18% comparada com a ação ordinária do banco. Como o<strong> Itaú</strong> paga exatamente o mesmo dividendo para ambas as ações, o detentor das ações preferenciais possui um <strong>dividend yield</strong> 15% menor, sendo o ativo em questão, o banco Itaú, a mesma empresa para os dois tipos de ações.</p>
<p>Vale ainda destacar que considerando o retorno de ambos os papéis (<strong>ITUB3 e ITUB4</strong>) nos últimos 10 anos, incluindo dividendos, os papéis de <strong>ITUB3</strong> obtiveram um retorno acumulado de 440.10% versus 407.47% de<strong> ITUB4</strong>. Trocando por miúdos, R$1.000,00 aplicados em <strong>ITUB3</strong> em 2012 seria o equivalente a ter hoje R$ 5.401, já em<strong> ITUB4</strong> os mesmos R$1.000 aplicados em 2012 estariam marcando na tela do <strong>home broker</strong> R$ 5.075.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-232922" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-02.png" alt="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN) – Qual ação devo comprar?" width="900" height="380" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-02.png 900w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-02-480x203.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw" /></p>
<p>Com as ações preferenciais do Bradesco ocorre algo semelhante ao observado com<strong> Itaú</strong>: existe um ágio nas <strong>PNs</strong> de 21%. Para efeito de comparação, a média do ágio <strong>ON/PN</strong> nas ações do <strong>Bradesco</strong> nos últimos 20 anos é de 10%, sendo a máxima de 29% em 2010, e a mínima um desconto de 15% em 2013.</p>
<p><strong>Um detalhe importante:</strong> As ações preferenciais do <strong>Bradesco</strong> pagam 10% a mais de dividendos, mas devido ao ágio pago nos papéis preferenciais, isso se reflete em um <strong>dividend yield</strong> 9% menor do que as ações ordinárias.</p>
<table style="height: 100PX; width: 100%; border-collapse: collapse; border-style: solid; border-color: #d4d4d4; background-color: #f2f2f2;" border="1PX">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>BBDC3</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>BBDC4</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong> PRÊMIO / DESCONTO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>PREÇO</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>15,68</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>19,04</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><strong>21%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; width: 17.0243%;"><strong>DY</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>3,84</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 15.1645%;"><strong>3,48</strong></td>
<td style="text-align: center; width: 52.5036%;"><span style="color: #ff0000;"><strong>-9%</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos 10 anos, incluindo dividendos, os papéis de <strong>BBDC3</strong> obtiveram um retorno acumulado de 303.98% versus 294.29% de <strong>BBDC4</strong>, ou seja, R$ 1.000,00 aplicados em <strong>BBDC3</strong> em 2012 seria o equivalente a ter hoje R$4.040, já em <strong>BBDC4</strong> os mesmos R$1.000 aplicados em 2012 estariam marcando na tela do <strong>home broker</strong> R$3.943.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-232923" src="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-03.png" alt="Ordinária (ON) ou Preferêncial (PN) – Qual ação devo comprar?" width="900" height="397" srcset="https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-03.png 900w, https://investabc.com.br/wp-content/uploads/2022/11/odinario-ou-preferencial-03-480x212.png 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw" /></p>
<p>Outros resultados observados nos <strong>últimos 10 anos</strong>, incluindo retorno com dividendos, foram <strong>Gerdau</strong> (GOAU3 8.10% vs -13.95% GOAU4), <strong>Braskem</strong> (BRKM3 510.96% vs 404.67% BRKM5), <strong>CEMIG</strong> (CMIG3 615.93% vs 522.88% CMIG4), <strong>TAESA</strong> (TAESA3 237.25% vs 272.60% TAESA4) e <strong>Petrobrás</strong> (PETR3 353.74% vs 414.15% PETR4).</p>
<h2>Caso Petrobrás</h2>
<p>Algo curioso ocorreu com a <a href="https://petrobras.com.br/pt/"><strong>Petrobrás</strong></a> em 2014.  Após o aumento de capital em 2010, de R$ 176bi para R$297Bi, isto criou um sério problema para o controlador.</p>
<p>O estatuto da empresa prevê que as ações <strong>PNs</strong>, que equivalem a 42.95% do capital total, deveriam receber no mínimo 3% de sua parte nesse patrimônio líquido.</p>
<p>Resumindo uma longa história, em 2014 o lucro da Petrobrás vinha diminuindo em relação ao ano anterior e, com receio dessa queda nos lucros, pela primeira vez a companhia declarou um dividendo menor para as ações ordinárias (incluindo a União Federal como controladora) do que para os preferencialistas.</p>
<blockquote><p>“Quais as vantagens e desvantagens de comprar ordinária ou preferencial?”</p></blockquote>
<p>As ações ordinárias, além de oferecer dividendos, dá direito a voto nas assembleias, logo quem possuir mais de 50% dessas ações possui maioria simples e se torna acionista controlador da empresa. No caso de acionista minoritário (seu caso, leitor), não precisa se preocupar em participar de reuniões, assembleias e votações visto que a participação é muito pequena. Em suma, isso simplesmente não vai tomar nenhum segundo de sua vida como pequeno investidor.</p>
<p>As ordinárias possuem ainda o direito de <strong>tag along</strong> (previsto na Lei das S.A.) e pode variar de no mínimo 80% a 100%, dependendo do segmento de listagem na bolsa de valores.</p>
<p>As ações preferenciais, como o nome sugere, têm preferência no recebimento de dividendos em relação aos acionistas ordinários e mantém essa prioridade caso a empresa seja liquidada, tendo preferência em eventuais valores a receber. Os segmentos que não exigem a garantia de <strong>tag along</strong> para as ações preferenciais podem estender o benefício. Por isso, caso opte por comprar ações preferenciais, você pode conferir aqui em qual nível a empresa está listada e se cumpre com os padrões de listagem determinados em sua busca.</p>
<h2>Concluindo&#8230;</h2>
<p>Como se pode perceber, não se trata de uma ciência exata e nem sempre a lógica matemática é capaz de fornecer um veredito final.<br />
Cada caso tem suas próprias características e particularidades, mas existe um fator que está presente em todos os casos: preço de mercado. Se, por exemplo, o entendimento sobre níveis de governança, distribuição de proventos e expectativa de fusão e aquisição se alteram, o mercado pode vir a alterar as relações de preço entre <strong>ON</strong> e <strong>PN</strong>.</p>
<p>Importante ressaltar que grande parte das empresas que abriram capital de 2005 em diante ingressou diretamente no mais alto segmento de governança da bolsa de valores, na qual apenas são permitidas emissões de ações ordinárias e <strong>tag along</strong> de 100%.</p>
<p>Mesmo diante de um tema não tão simples, eu particularmente busco simplificar minhas escolhas e passei a optar pela compra de ações ordinárias de 2010 em diante, por me sentir mais protegido em caso de eventos de conversão de ações e fusões e aquisições, para citar dois exemplos apenas.</p>
<p>Aos leitores espero que este material tenha despertado a curiosidade e possa ajudá-los a tomar uma decisão mais embasada no momento de decidir qual classe de ação comprar.</p>
<p><em>(Todas as ações mencionadas neste artigo são utilizadas com propósito educacional, não havendo nenhuma recomendação direta, indireta ou intencional de compra ou venda de papéis)</em></p>
<h2>Resumo / Principais Conclusões</h2>
<ul>
<li>Ações preferenciais têm preferência no recebimento de dividendos, mas não possuem direito a voto;</li>
<li>A preferência no recebimento de dividendos (ações <strong>PN</strong>) nem sempre se reflete em melhores retornos comparado as ações ordinárias;</li>
<li>Ao adquirir ação preferencial, é importante entender se a empresa oferece <strong>tag along</strong> e em qual segmento da <strong>B3</strong> está listada;</li>
<li>O investidor deve compreender os tipos de ações para tomar uma decisão com maior segurança no momento de montar sua carteira de investimentos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<span class="et_bloom_bottom_trigger"></span><p>O post <a href="https://investabc.com.br/ordinaria-on-ou-preferencial-pn-qual-acao-devo-comprar/">Ordinária ou Preferêncial – Qual ação devo comprar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://investabc.com.br">Invest ABC</a>.</p>
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